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Sindicatos rurais promoverão protesto na sede do Incra/RN em Natal

 

ASSÚ - A realização de um manifesto de repúdio, a realizar-se provavelmente dia 8 de maio, na sede da superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do Rio Grande do Norte (Incra/RN), na capital do Estado, foi um dos itens discutidos por ocasião do encontro do Pólo Sindical Rural do Vale do Açu e Mossoró, realizado quarta-feira última, dia 25, na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Lavoura de Assú.

De acordo com o presidente do Pólo e também presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itajá, Carlos Varela, a expectativa era de que o evento reunisse representações dos 16 municípios que formam a área de jurisdição.

Segundo o presidente do sindicato, em Assú, agricultor José Félix da Silva, Zé da Viúva, a manifestação na sede do órgão fundiário é uma espécie de desagravo às famílias de colonos que foram desalojados dos núcleos de reforma agrária pelo Incra sem que os critérios para que tal medida tenham ficado devidamente explicados. Zé da Viúva destaca que a mobilização tem todo o aval da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Norte (Fetarn).

"A federação está ao nosso lado e ao lado dos colonos que estão sendo prejudicados por esta atitude mesquinha do Incra", declarou o sindicalista. Aliás, o vice-presidente da Fetarn, José Ferreira de Lima, já pôde se expressar sobre a questão. "O que o Incra está fazendo, retirando vários trabalhadores dos locais nos quais foram assentados é pura perseguição", declarou o vice-presidente.

Pólos sindicais definem equipes que devem participar do Grito da Terra

Durante a realização dos encontros descentralizados os agricultores estão encaminhando a composição das equipes que participarão do Grito da Terra.

Zé da Viúva destaca que na última quarta-feira foi definida a comitiva do Pólo Sindical Rural do Vale do Açu e Mossoró que se integrará à delegação estadual que estará presente, em Brasília, ao 4º Grito da Terra Brasil.

O líder sindical disse que a manifestação se reveste de grande importância pelo fato de estarem sendo discutidos no Congresso Nacional assuntos que dizem respeito diretamente ao trabalhador rural.

"Por exemplo, existem assuntos relevantes na área da Previdência que podem representar prejuízo para o homem do campo e precisamos marcar presença, delegações de trabalhadores rurais de todo o país, para pressionar os deputados federais e os senadores, com o intuito de evitar que algo que venha prejudicar a nossa categoria seja aprovado", disse Zé da Viúva. Ele citou que a proposta de ampliação da idade limite para a aposentadoria rural em mais 5 anos é um dos itens que serão combatidos pelos sindicatos. A articulação para o 4º Grito da Terra Brasil, dia 19 de maio, está sendo feita nacionalmente pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

 

 

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