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MÁRCIO COSTA Editor do Regional
Dando seqüência à série de entrevistas
com lideranças políticas da cidade de Apodi, apresentamos
hoje os pensamentos do empresário Dalton Cunha, um dos
integrantes do bloco de oposição ao prefeito José Pinheiro
que articula a possibilidade de se lançar como pré-candidato
a prefeito em 2008 pelo grupo oposicionista.
O Mossoroense - Como o senhor avalia
o atual cenário político de Apodi?
Dalton Cunha - Hoje o cenário
político começa pela avaliação de que Pinheiro
não pode ser mais candidato e tem dificuldade de apresentar
um suscessor. Durante todo este tempo em que foi prefeito
e assumiu uma liderança política em Apodi, não trabalhou
um sucessor. Além disso, em Apodi a população quer uma
renovação. Isso é o que se tem dito nas ruas e interpretado
pelas lideranças. Diante deste quadro, é preciso que
surja uma liderança que acumule apoios necessários para
tocar um novo plano de desenvolvimento que coloque Apodi
num novo rumo. A necessidade é tão grande que a população
se manifestou a partir do fórum e reivindica avanços
a partir desta alternativa.
OM - Como o senhor avalia a gestão
do prefeito José Pinheiro?
DC - Dr Pinheiro afirmou em
entrevista que tem serviços prestados em Apodi. Trabalhou
como prefeito e como médico, mas Apodi tem uma carência
muito grande de uma liderança política que assuma um
plano de desenvolvimento para o município com base em
metas, e a partir delas que se corram riscos
e liderar o processo de desenvolvimento sócio econômico
da sociedade local.
OM - O seu nome já foi colocado
no tabuleiro da sucessão municipal numa outra oportunidade
sem sucesso. O que inviabilizou a consolidação do seu
nome como candidato?
DC - Entrei como pré-candidato
numa fase bem adiantada das articulações, e mesmo assim
quase consegui viabilizar o projeto. Nós tinhamos fechado
um acordo com o PT, mas Gilberto conseguiu dentro do
partido, consolidar a candidatura dele a prefeito e
diante da perda do meu vice que havia sido indicado
pela coordenação municipal do partido, desisti da minha
candidatura.
OM - Agora vivendo uma nova realidade,
na condição de pré-candidato da oposição. Você acredita
que possa viabilizar sua candidatura a prefeito de Apodi?
DC - Na verdade eu ainda não
sou pré-candidato. O que existe hoje em Apodi é um grupo
formado por Vandinho, Simão, os vereadores Edileusa,
Aurino, Titico de Xavinha, que foi candidato a vereador,
e Fábio Soares. Este grupo é formado ainda por outras
pessoas que vai indicar um pré-candidato. Pessoas deste
grupo estão trabalhando para receber o maior número
de apoios possíveis para poder viabilizar a pré-candidatura.
Eu acho prematuro lançar um pré-candidato neste momento.
OM - A médica Solange Noronha se
apresenta como pré-candidata lançada pela oposição.
Como você avalia este posicionamento?
DC - Eu concordo com a médica
Solange Noronha quando fala que tem serviços prestados
a Apodi. Só que o grupo de oposição em Apodi é formado
por outras pessoas que deviam ser escutadas antes do
lançamento de qualquer candidatura para não ser facilmente
minada.
OM - A pré-candidata afirma que
esta trabalhando a base da oposição para o consenso.
Solange apresenta as características para obter este
consenso?
DC - Acho que dentro do grupo
há divergências históricas que não inviabiliza por completo,
mas dificulta esta aliança já que os membros do grupo
de oposição não foram nem mesmo consultados para a participação
deste projeto.
OM - O senhor não citou o nome
de Solange Noronha como liderança do bloco de oposição.
O senhor considera Solange um nome integrante deste
bloco de oposição?
DC - Considero Solange uma
pessoa importante dentro do bloco. Mas diante da situação
de lançar uma pré-candidatura sem consultar as demais
lideranças gerou uma reação. Eu estava inclusive fora
do bloco mas fui chamado para participar das articulações
e de colocar meu nome a disposição para fortalecer o
grupo de onde possa sair um candidato com chances reais
de garantir a vitória.
OM - Qual seria a composição ideal
para se garantir a vitória em 2008?
DC - A composição vai passar
por muitas definições a partir de agora. É muito prematuro
se falar numa composição ideal para as eleições de 2008.
OM - O prefeito José Pinheiro afirma
que o cenário da oposição é mais complexo do governismo
em função do grande número de lideranças na busca pela
cabeça de chapa. Qual seria a fórmula aplicada para
acomodar tantos interesses políticos num grupo com pensamentos
tão diversificados?
DC - Discordo da declaração
de Pinheiro. Ele viveu recentemente uma grande derrota
eleitoral com a perda na disputa dos seus candidatos
para o governo e para o senado . O fato dele não poder
ser candidato enfraquece muito. O fato do PMDB estar
dividido é outro agravante que enfraquece o governismo.
A oposição hoje é muito mais forte para lançar um candidato
em condições de chegar a prefeitura de Apodi.
OM - Qual seria a fórmula mágica
para se definir uma candidatura harmoniosa num grupo
político de características tão diversificadas?
DC - A fórmula mágica é escutar
o povo. Escutar o sentimento, analisar bastante antes
do lançamento de uma pré-candidatura. Saber o que o
povo está pensando, e o que o povo está querendo. Acho
que esta é a fórmula correta de se fazer política.
OM - O prefeito José Pinheiro cita
características de um candidato ideal como sendo jovem
e comprometido com o desenvolvimento econômico que coincidentemente
levam as características do seu nome. Você acha que
esta reação do prefeito possa ser encarada como um aceno
para uma futura articulação?
DC - Ao longo deste tempo todo,
Pinheiro acumulou bastante experiência política o que
leva a uma prática muito boa. Ele consegue ouvir e interpretar
que o povo está querendo. Ele deixou isso muito claro
ao afirmar que a vitória da governadora Wilma foi pavimentada
a partir do trabalho desenvolvido por ela em Apodi.
Ele consegue avaliar muito bem o sentimento do povo.
Mas não há possibilidade de uma articulação com o governismo
diante do fato de hoje estarmos integrados ao bloco
de oposição.
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