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ASSÚ - Está sob análise na esfera
da direção do núcleo da Associação de Pais e Amigos
de Excepcionais (Apae), em Assú, a deflagração de uma
ampla campanha com a finalidade de atrair a simpatia
e engajamento do segmento empresarial da cidade e região
à proposta de implantação de uma unidade de ensino que
se voltará especificamente para a clientela assistida
pelo órgão.
A intenção foi revelada pela presidenta
do núcleo, assistente social Lúcia Cristina Dantas.
A idéia foi um dos tópicos de uma reunião da diretoria
realizada na tarde de ontem, na sede da entidade.
Na mesma ocasião foi tratada a elaboração
de um planejamento voltado para o restante do 1º semestre
e para todo o 2º semestre.
Lúcia Cristina advoga que já há uma
visível necessidade de que a Apae disponha de sua estrutura
escolar. Isso porque, de acordo com seu relato, as escolas
do ensino regular têm absorvido a demanda, porém, pelo
fato de não dispor de docentes e pessoal de apoio com
a devida qualificação para lidar com as crianças portadoras
de necessidades especiais, isso acaba provocando uma
situação conflitante. "Esse é um problema que está
existindo e as escolas comuns têm dificuldade para receber
esse alunado", contou a dirigente. Enfatizou que
a proposta é constituir uma comissão da entidade para
visitar o empresariado do município e região para tentar
materializar o projeto da escola especial da Apae. "Para
começar a nossa grande necessidade é por uma estrutura
física adequada para tal funcionamento", registrou.
CONSTRANGIMENTO A presidenta da Apae
revelou que foi feita uma tentativa de se obter a autorização
para ocupar algum prédio público ocioso existente na
cidade. Porém, a tentativa não deu resultados práticos.
Por isso, apregoa que agora se faça uma nova ofensiva
junto ao segmento empresarial. "A gente espera
conseguir sensibilizar os empresários para que haja
a implantação dessa escola especial e evitar que os
nossos internos passem por situações de constrangimento",
declarou. Lúcia Cristina confidenciou que já tem conhecimento
de que alguns estabelecimentos escolares da rede privada
chegaram a recusar alunos portadores de necessidades
especiais por conta da necessidade de oferecer um tratamento
diferenciado a essa clientela. "Por esses e outros
fatores vamos esperar contar mais uma vez com a solidariedade
da população de Assú", registrou.
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