Uso das terras da União mobiliza entidades da cidade de Macau

MÁRCIO COSTA
Da Editoria do Regional

Haroldo Martins: “Elaboramos esta agenda de compromissos que vem sendo trabalhada pelas representações presentes à reunião de Natal” MACAU – Antes mesmo da retomada dos trabalhos da Câmara Municipal de Macau, que encontra-se em recesso, entidades de representações classistas e do PoderLegislativo do município deram início a uma ampla discussão envolvendo um polêmico assunto, voltado para o desenvolvimento regional.

A discussão deflagrada no início do mês envolve a possibilidade do uso das terras da Álcalis, pertencentes  à União, para a implantação de projetos que gerem novas oportunidades para a economia da cidade-praia.   

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Macau, Haroldo Martins, o debate foi iniciado pela Câmara antes mesmo da retomada dos trabalhos do Legislativo local em função da importância do assunto que atende aos interesses de toda a região.

“Iniciamos independentemente do estado de recesso em que se encontra a Câmara em função da importância do problema. Contamos com limites ligados ao uso das áreas da União e diante de uma nova realidade econômica estamos buscando um consenso para a utilização racional dos espaços ociosos” destaca Haroldo Martins.

Segundo o vereador, a exploração do sal, do petróleo e o advento da carcinicultura supervalorizaram as áreas disponíveis, gerando barreiras que estão impedindo a exploração por parte das associações de produtores do município.

Nos primeiros dias à frente do Legislativo macauense, Haroldo Martins realizou uma audiência pública que abriu as discussões em torno do assunto.

A audiência realizada no plenário da Câmara Municipal contou com a presença de representantes das partes envolvidas no conflito e do secretário estadual de Assuntos Fundiários, Anchieta Lopes.

A partir da audiência, representantes envolvidos no processo formaram uma comissão encarregada de amadurecer as discussões em torno do assunto.

“Criamos esta comissão com o intuito de eliminar este impasse de uma forma racional e sem a existência de atritos. Acredito que intermediando as discussões, a Câmara possa gerar condições de resolução para o impasse com bom senso e sem maiores desgastes.”, conclui Haroldo Martins.     

Comissão busca saída com cumprimento à agenda de compromissos

Após a realização da audiência pública na cidade de Macau, a comissão de representantes das associações e entidades envolvidas no processo de discussão se deslocou até a cidade de Natal onde foi realizada a primeira reunião com a Gerência Geral do Patrimônio da União com o intuito de discutir o assunto.

A reunião, realizada no último dia 16 de janeiro, contou com a presença do gerente geral do Patrimônio da União, Carlos José Cavalcante, do deputado estadual Paulo Davim, de representantes da Associação de Pescadores do Município, do Sindicato dos Petroleiros e do presidente da Câmara Municipal de Macau, Haroldo Martins.

Segundo Haroldo Martins, a reunião resultou na elaboração de uma agenda de compromissos a ser cumprida pelos segmentos presentes, destinada a eliminar os impasses existentes.

“Elaboramos esta agenda de compromissos que vem sendo trabalhada pelas representações presentes à reunião de Natal”, destaca o presidente da Câmara.

A agenda de compromissos deverá ser cumprida até o próximo dia 10 de março, data marcada para a próxima reunião da comissão.

Na oportunidade, os representantes irão avaliar o andamento das ações predeterminadas no primeiro encontro e irão encaminhar os novos processos voltados para a eliminação das barreiras existentes para a exploração das áreas restritas à produção.

BENEFÍCIO - O setor mais prejudicado com as restrições de uso das terras da região de Macau é o da carcinicultura. A limitação do uso das terras da região de Macau tem elevado o preço do hectare disponível para a produção de camarão e restringido o crescimento da atividade que detém um importante papel à economia do Estado.

A quebra das restrições deve favorecer a implantação de novas áreas de produção, ampliando o leque de oportunidades de emprego na área.

O setor salineiro é outro que também sofre com as limitações de áreas de produção.      

 

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Mossoró-RN, quinta-feira, 30 de janeiro de 2003