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Centros de convivência devolvem auto-estima
aos idosos
O
tema da Campanha da Fraternidade deste ano
estimula o respeito às pessoas idosas. Numa
forma de garantir que as pessoas da terceira
idade tenham vida digna e possam contar
com o carinho do próximo. Mas, outros movimentos
levam as pessoas de terceira idade a se
sentirem mais jovens e produtivas, como
é o caso dos centros de convivência de idosos
que estão espalhados por todo o país e ganhando
cada vez mais adeptos.
Aqui em
Mossoró, o Programa Idoso Cidadão, desenvolvido
pela Gerência Executiva de Ação Social,
da Secretaria Municipal da Cidadania, é
um exemplo de que o idoso pode ter uma vida
feliz e bem longe do sedentarismo característico
da idade. Com várias atividades voltadas
para o público de terceira idade, o programa
atende atualmente cerca de 3 mil pessoas
através de núcleos espalhados por toda a
cidade.
Segundo
a supervisora do Programa Idoso Cidadão,
Odete Costa, este é um dos programas mais
solicitados. Ressaltando que muitas pessoas
procuram se cadastrar nos grupos, mas as
vagas estão todas preenchidas. “É um trabalho
muito proveitoso e sentimos a satisfação
dos idosos ao participarem das atividades
do programa”, diz.
As linha
de ação do programa são: Saúde, Educação,
Lazer, Cultura, Terapia Ocupacional e atividades
Psicossociais.
BENEFÍCIO
- Uma das mais interessantes obrigações
impostas ao Poder Público na Política Nacional
do Idoso é a criação de Centros de Convivência,
que tem definição no decreto regulamentador
como locais destinados à permanência diurna
do idoso, onde são desenvolvidas atividades
físicas, laborativas, recreativas, culturais,
associativas e de educação para a cidadania.
Estes Centros
são importantíssimos mormente porque é neles
que o idoso tem a possibilidade de encontrar
estímulo para uma vida social sadia, desenvolver
sua cultura e ter momentos de lazer, melhorando
assim sua auto-estima e sua melhor aceitação
na sociedade. Nestes locais devem também
aprender lições de cidadania, de participação
e de como colaborar para o bem comum, aprendendo
que para exercê-las não há limite de idade.
Assim,
os idosos devem conhecer seus direitos como
cidadãos e exigi-los da sociedade, para
que tenham preservados o respeito, a dignidade
e a consideração que merecem, além disso
devem participar plenamente do processo
econômico e cultural, bem como da luta pela
preservação de um meio ambiente equilibrado,
aliás um direito de todos nós (art.225 da
CF).
Quanto
ao Poder Público em todas as suas esferas
deve atender a legislação instituindo Conselhos
dos Idosos, Centros de Convivências etc,
bem como fornecer condições legais e administrativas
para que as pessoas que adentrem à terceira
idade possam ter garantidos os direitos
referidos, no que deve também colaborar
a sociedade com todos os seus segmentos.
A legislação garante ainda o Dia Nacional
do Idoso: 27 de setembro.
Idosos
são amparados por legislação brasileira
Segundo
a Organização Mundial de Saúde (OMS), a
terceira idade é considerada a partir de
sessenta anos, quando então há necessidade
da pessoa receber mais atenção, ante as
transformações fisiológicas que começam
a se acentuar. A legislação brasileira acompanhou
a orientação da citada entidade estipulando
o mesmo limite inicial de idade (art.2º,
Lei 8.842, de 04.01.94).
Porém,
com o desenvolvimento da medicina e da tecnologia,
bem como da consciência social, os idosos
passaram a ter melhor qualidade de vida,
conseqüentemente maior perspectiva de vida,
e a gozar de mais respeito social, o que
os têm tornado mais capacitados socialmente.
Atualmente
os idosos representam uma grande força de
trabalho; o que vem sendo reconhecido principalmente
nos países mais ricos. São milhões deles
que viajam pelo mundo todo, surgindo cada
vez mais agências de turismos, hotéis, casas
de espetáculos especializados na terceira
idade, representando um grande potencial
econômico. Milhões de idosos aposentados
retornam ou iniciam alguma atividade laboral,
contribuindo assim para o sustento do lar
e para o giro da economia.
Outros
milhões de idosos têm se dedicado às causas
filantrópicas relacionadas a inúmeras áreas,
no que são extremamente úteis já que sua
experiência e disponibilidade de tempo são
fatores que os diferencia dos mais jovens.
Na área
ambiental existem muitos idosos que vêm
colaborando para a preservação das florestas,
da biodiversidade, do patrimônio cultural
etc. A participação do idoso nesta área
é importantíssima, daí porque é necessário
que ele tenha conhecimento de seus direitos
enquanto cidadão, pois só assim poderá exercer
plenamente a cidadania ambiental e contribuir
para o almejado desenvolvimento sustentável.
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