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Campos
maduros podem alavancar mercado do petróleo
Não
foi à toa a escolha de Natal como uma das
três capitais brasileiras para sediar o
Fórum Brasil-Canadá de Gás Natural, além
do Rio e São Paulo. São muitos os interesses
da próspera indústria canadense de petróleo
no Rio Grande do Norte.
A indústria
de petróleo do Canadá tem larga experiência
na exploração de poços de baixa vazão, nos
chamados campos maduros. Numa área um pouco
maior que Mossoró é possível encontrar 1.500
empresas do ramo de pequeno e médio porte.
No Brasil,
esse segmento ainda engatinha. No Canadá
a coisa é um tanto diferente. O pequeno
e médio empresário desempenham importantes
papéis na indústria do petróleo.
A Agência
Nacional de Petróleo (ANP) estima que no
Rio Grande do Norte existam cinco mil poços
de petróleo perfurados em 70 campos. Apenas
10% desse total são grandes áreas produtoras,
sendo o restante na faixa dos chamados campos
maduros.
A criação
de oportunidades na área de produção de
petróleo pode atrair empresas canadenses
de pequeno e médio portes, o que alavancaria
o setor de produção numa primeira fase e
de exploração numa segunda fase.
OPORTUNIDADES
– A ANP até agora tem encontrado dificuldade
em colocar as mãos nesses poços maduros
existentes em solo potiguar, por conta da
resistência da estatal em entregar os campos
para que sejam licitados.
Segundo
Newton Reis Monteiro, diretor da ANP, o
governo federal não pode simplesmente tentar
impor à Petrobras que se desfaça de seus
campos maduros na Bacia Potiguar, mas pode
tomar outras medidas.
“Pode fiscalizar
no sentido de que ela se abra para facilitar
a existência dessas pequenas e médias empresas,
através do acesso por meio de associações
ou mesmo devolvendo alguns desses campos
para depois a agente fazer as licitações”,
explicou.
Newton
Monteiro diz que as licitações de campos
maduros tornam o mercado mais competitivo.
As pequenas e médias empresas em geral ficam
instaladas próximo aos poços.
Essa peculiaridade
poderia favorecer uma explosão de pequenos
e médios negócios na porção noroeste do
Rio Grande do Norte, onde se localiza a
chamada Bacia Potiguar.
Possa ser
que a saída de Horácio Lugon, do comando
na Unidade de Negócios do Rio Grande do
Norte e Ceará (UM-RNCE), que era contrário
a licitação de campos viáveis economicamente,
facilite a abertura do mercado potiguar
para os pequenos e médios.
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