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Lá
se vão...
Eis
aí uma foto que mostra bem o quanto está
destruído o nosso corredor cultural. O patrimônio
arquitetônico foi aos poucos pro beleléo
e perdemos até a nossa capacidade de nos
insurgir contra isso. A fotografia de hoje
nos mostra uma visão parcial da atual praça
Vigário Antônio Joaquim e nos indica um
dos únicos imóveis ainda existentes naquele
logradouro, intactos. Eram os chamados tempos
de antigamente em Mossoró. Exatamente aquele
prédio que seria da hoje Rádio Rural que,
por sinal, nesta semana completa 40 anos
na sua atual sede. Este está preservado
integralmente. Vizinho a ele existia isso
que vocês estão vendo aí que era o bangalô
de Delfino Freire (um dos milionários da
época em nossa cidade, no lugar em que hoje
está erguida a Câmara Municipal) e na outra
esquina o antigo prédio-sede da Coletoria
Estadual. Foi tudo botado abaixo em nome
da modernidade. Lá se vão...quantos anos?
ILUMINAÇÃO
O que a
cidade inteira debate é a questão da iluminação
pública. Se vamos nós, cidadãos, pagar ou
paga a prefeitura? Segundo um circunstante,
a bancada que empresta apoio (empresta não,
vende) à prefeita Rosalba Ciarlini torce
para que a Justiça mantenha a decisão de
derrubá-la. Porque aí eles acham que ficariam
isentos de culpabilidade. Será?
JUROS
Só em janeiro
deste ano o Brasil pagou de juros da dívida
externa o equivalente à pequena bagatela
de 17 bilhões de reais. E os números são
oficiais. Fazer como o colunista cearense
Neno Cavalcante: isto não tem como dar certo.
DIÁLOGO
Comenta-se
que dois políticos conversavam depois de
serem absolvidos (ou escaparem de serem
cassados) de mais uma Comissão Parlamentar
de Inquérito.
- Vamos
tomar alguma coisa?
- De quem?
VIVER
Uma canção
simples, sem maiores pretensões, de um cantor-compositor
que nem é essas sumidades todas, mas que
em certo trecho diz muito ou cala bem dentro
de nós. A música se chama “Me esqueci de
viver” , de José Augusto, exatamente no
trecho em que ele canta assim: “De tanto
querer ser em tudo o primeiro/ Me esqueci
de viver/ os detalhes pequenos...”
GOVERNO
De tanto
ouvir reclamações ainda quanto a inércia
do governo Lula, o seu ministro da Educação,
Cristovam Buarque, saiu-se com essa verdadeira
pérola: “Governo não é igual a partida de
futebol que se acaba em 90 minutos”. Ah,
bom...
DESENTENDIMENTO
A semana
se encerrou ontem com os chamados apoiadores
da governadora Wilma de Faria em Mossoró
sem se acertarem. Eles não se entendem quanto
aos cargos a ocupar. Briga feia entre “rosalbistas”
(Rosalba) e “francisquistas” (adeptos do
deputado Francisco José). Eles brigam tanto
que estão trocando Zé por Cazuza. Confusão
só presta grande e desgraça pouca é meio
de vida.
LADRÃO
Roubar
hoje é uma coisa sofisticada, urdida por
experimentados quadrilheiros. Bom era nos
tempos de Mossoró de outrora. Eu me recordo
bem que trabalhava com meu pai na saudosa
“Padaria São José” onde se comentava que
o maior ladrão de Mossoró era ninguém menos
que um reles afanador de galinhas. Chamava-se
“Vaca Velha”. Era o terror de Mossoró naquele
tempo. Hoje, como as coisas progrediram,
não é mesmo?
RETORNO
O José
Antônio retornará amanhã aos microfones
da Difusora depois de mais um período de
férias. Voltará ao comando do seu “Cidade
Aflita” que, desculpem os demais companheiros,
com a sua presença ganha muito mais molho.
Quem anunciou o seu retorno foi Jota Nobre.
Aguardemos.
AÇUDE
A população
de Almino Afonso ainda aguarda que o governo
estadual mande restaurar, o quanto antes,
o velho açude da cidade. Há o temor de que
o período chuvoso se torne mais rigoroso,
haja uma cheia e este não suporte o peso
das águas e venha a ocasionar uma catástrofe
que seria ao mesmo tempo deixar ao seu povo
sem água e causar vítimas. A questão começou
a ser encaminhada ainda no governo Fernando
Freire, mas parou por aí mesmo. Lá se vão
(desculpem o repeteco) mais de 3 meses.
UBIRACY
A coisa
está tão preta, mas tão preta, em termos
de falta de recursos na área da prefeitura
de Mossoró que a prefeita Rosalba e demais
assessores estão se apegando com unhas e
dentes à competência de Ubiracy Assunção
para que este “faça” mais dinheiro, acrescendo
sempre algo mais à arrecadação. Do contrário...
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