A carnaúba e uma triste realidade

Agora sim vamos falar em carnaúba. O assunto que deveria ter sido o tema central da coluna de ontem foi transposto para hoje e você deve estar achando que enlouqueci de vez, é bom ficar atento ao objetivo deste texto e verificar que no bonde em que andamos, acabando o impulso dado a algumas décadas, é possível que fiquemos parados no tempo. Um documentário exibido pelo canal Futura na última semana, mostrou a visita que Mr. Johnson, um dos maiores empresários da história dos EUA, fez no ano de 1935 ao Nordeste do Brasil para conhecer a origem de sua riqueza. Mr. Johnson, fundador da empresa Johnson & Johnson, cresceu a partir do uso de uma matéria-prima rica no Nordeste brasileiro, capaz de deslocar, a quase 70 anos atrás num hidro uma equipe de curiosos empreendedores de visão. Esta matéria-prima, a cera extraída da carnaúba, era a base para a fabricação das suas ceras destinadas a revestimentos, discos de vinil, e uma série de produtos que com o passar do tempo foram sendo substituídas por alternativas mais baratas e oriundas de tecnologias mais modernas como a cera sintética e os famosos e contemporâneos CDs. A riqueza que naquela época era dividida com os cearenses e norte-rio-grandenses foi esquecida num passado longínquo, assim com as riquezas geradas com o algodão em Umarizal e no Seridó, com o sal na região de Macau e Areia Branca e o petróleo brasileiro que ao se esgotar será substituído por outros combustíveis e matérias-primas a setores secundários. As novas tecnologias, geradas nos Estados Unidos, continuaram a render dividendos para a superpotência americana, e aos Estados brasileiros, restou reinventar a roda e buscar novas riquezas naturais para preencher a lacuna deixada em aberto. Este cenário se repete a cada geração, e o que temos hoje a partir da exploração do petróleo em cidades como Apodi, Areia Branca, Mossoró e outras unidades do Estado, encontra-se com dias contados para acabar e aí fica a pergunta. Até quando ficaremos reféns da nossa incapacidade de gerar conhecimento. A história já provou e mostra a cada dia, que só existe futuro garantido, para os países que desenvolvem conhecimento e tecnologia. Aos países ricos em natureza e pobres de cultura, o futuro reserva a triste realidade apresentada pelas cenas expostas ao vivo e através de modernos sistemas tecnológicos, registradas no Iraque. Reflita e faça algo para que esta realidade mude. Um bom domingo para você leitor.   

Bola cheia

O colunista Sérgio Chaves está com a bola cheia e o sucesso antecipado da sua festa fez com que pelo menos dois jornais da cidade marcassem reuniões gerais em Mossoró. Com a certeza da vinda de boa parte dos correspondentes, o trabalho de reunir os colunistas se torna mais fácil.

Até quando?

Após sofrer atentado pela quarta vez, é chegada a hora de alguém fazer alguma coisa para livrar a cidade de Campo Grande do risco de assalto a banco. A população já começa a se especializar em movimentação pós-assalto. Tá virando ‘cachorrada’

Segurança máxima

As ‘cordinhas’expostas para bloquear a passagem da rua já deixaram mais do que claro que são insuficientes para barrar os assaltantes. Até quando este cenário permanecerá sem uma solução?

Alternativa

O Banco do Brasil bem que poderia tentar adaptar a estrutura da agência no primeiro andar, reforçando o sistema de acesso ao seu interior do prédio. Talvez esta medida inibisse a ação das quadrilhas que entram e saem nos assaltos com uma facilidade de quem rouba pirulito de criança.

Em débito

As medidas de segurança anunciadas pelo secretário de Defesa Social, Cláudio Santos, que disponibilizará reforço policial às cidades de Caraúbas, Pau dos Ferros, Umarizal e Campo Grande, chega tarde. Os prejuízos foram ampliados.

Escapando

O prefeito Cássio Targino, o Cassinho, por pouco não foi vítima do assalto do Banco do Brasil, realizado na última sexta-feira, em Campo Grande. Segundo informações que chegam à redação do jornal, o prefeito cruzou com o veículo usado pela quadrilha no assalto, ao se deslocar para a cidade de Janduís com um malote pagador.

Adiamento

A mesa de discussão do programa Solidariedade da Agricultura Familiar, que será realizada em Apodi, foi adiada. A data original marcada para o dia 10 de abril, foi transposta para o dia 11, segundo informa a comissão organizadora do evento.

Cassação

Na cidade de Campo Grande, mesmo após o movimento do assalto realizado no último sábado, o sentimento que impera em meio ao cenário político é o da possibilidade de cassação dos mandatos de pelo menos 2 vereadores. Entre alguns edis, o fato é tido como certo.

Promissor

Muito boa a idéia de construir um teatro na cidade de Pau dos Ferros. A cultura na cidade anda meio parada e estruturar um teatro na cidade, poderá significar revitalizar muitos costumes perdidos no tempo. O empreendimento poderá revelar muitos talentos.

Caraúbas ou Carnaúbas?

No mapa estampado no folder de divulgação do programa Governo nas Cidades, a cidade de Caraúbas acabou se transformando em Carnaúbas. O detalhe mínimo, mas significante, não passou despercebido.

Aproveitando o embalo

O prefeito Nei Rossatto, da cidade de Alexandria, participou do programa Cidade nos Municípios realizado em Pau dos Ferros no último final de semana. Nei fez questão de participar do evento, mesmo fora da lista de prefeituras inclusas no núcleo.

Sede

A cidade de Alexandria está inclusa na realização do programa no núcleo que será sediado na cidade serrana de Martins. A data ainda será definida pela governadora Wilma de Faria.

Dimensão

O núcleo que será sediado em Mossoró será um dos menores dos 11 determinados pelo governo estadual. Com apenas 9 municípios compondo a lista dos presentes, se equipara ao núcleo de Santa Cruz, ficando atrás da unidade de Parnamirim que detém controle sob 7 municípios.  

Articulação política

E por falar em Alexandria, os comentários na cidade se voltam para as articulações do grupo oposicionista ao prefeito Nei Rossato visando as eleições de 2004. Nos bastidores fala-se do nome do advogado e ex-vereador George Veras.

Alternativas à altura

Por outro lado, um nome de maior peso é citado como um possível candidato. A força imposta pelo atual prefeito já mexeu até mesmo com o nome do braço direito da governadora, o secretário Leonardo Arruda. Arruda não tem domicílio eleitoral na cidade, mas nasceu na cidade e as especulações rendem nos bastidores.

 

MÁRCIO COSTA
EMAIL: editor@omossoroense.com.br

É coordenador de Marketing de O Mossoroense

 

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Mossoró-RN, domingo, 30 de março de 2003