|
A
fiesp e as reformas
O governo
federal recebeu o primeiro ataque frontal
de uma área que não esperava. Por conta
da reforma tributária, a Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo externou sua rebeldia,
em nota publicada na grande imprensa, revelando
que, como acontece em outros setores, receia
que alguém contrarie os seus interesses.
Ninguém
abre mão de vencimentos, salários ou qualquer
tipo de ganho. O governo, por sua vez, tem
como retirar o poder aquisitivo do cidadão,
criando impostos, taxas, ou aumentando os
já existentes. Ou ainda, como virou moda,
no país, instituindo “contribuições”. Aprovar
essas mudanças no Congresso Nacional depende
da força que o presidente possuir, no momento
da votação. Os partidos políticos, por sua
vez, têm mudado de opinião conforme estejam
no poder ou na oposição. É assim que o PT,
crítico mais feroz da cobrança da CPMF,
vai transformar esse imposto de transitório
em definitivo, agora que elegeu o presidente
da República.
A guerra
verbal foi iniciada, com os empresários
sendo chamados de gananciosos e o governo
de insensível. Os postos de combustíveis
são acusados, pelo próprio presidente da
República, de estarem lesando a economia
popular. As distribuidoras, por sua vez,
contra-atacam que o produtor paga mais de
50% de impostos ao governo que dessa forma,
é quem prejudica o povo.
A nota
da FIESP surpreendeu porque não era esperada.
O governo contava com o apoio dessa entidade
às suas reformas. A FIESP diz que a reforma
é frágil, superficial, não atendendo as
expectativas da economia brasileira. Vale
a pena lembrar que o governo anterior não
teve interesse em promover a reforma tributária.
O atual está decidido a promovê-la,
cabendo ao Congresso fazer as modificações
que julgar necessárias. Definitiva ou não,
o importante é que o primeiro passo seja
dado, e é exatamente isso que o governo
do presidente Lula está fazendo.
CPI
A prefeita
Marta Suplicy reconhece que a cobrança de
6% com a taxa de energia pública aumentou
a inflação, em SP, em 50%. Vale lembrar
que, em Mossoró, a cobrança da CIP é de
12%. E a inflação?
DESEMPREGO
Continua
aumentando a taxa de desemprego no país.
Pelas explicações da equipe econômica, as
benesses do governo Lula não serão sentidas
na administração do futuro presidente da
República.
G-8
e G-20
Por iniciativa
do presidente Jacques Chirac, o grupo dos
7 países mais ricos do mundo mais a Rússia,
foi ampliado por outros 12 países emergentes
e africanos. Passou a ser o G-20.
RISCO
Os Estados
Unidos passaram a ser vistos como a grande
ameaça para a paz no mundo atual. Está sendo
responsabilizado pelos atentados.
NY Times
Em sua
edição de ontem, o New York Times dedicou
editorial elogiando a política econômica
do presidente Lula.
Além
do projeto de acabar com o analfabetismo
em 40 meses, o ministro Cristóvam Buarque
pretende ampliar a distribuição gratuita
de livros, hoje limitada aos ensinos básico
e médio.
O governo
não responderá a nota da FIESP, considerando-a
casuística.
Deputada
Sandra Rosado foi a única parlamentar do
Rio Grande do Norte a votar favoravelmente
ao aumento do salário mínimo.
Valeu a
mobilização dos empresários por maior atenção
à segurança pública.
|