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Castanha
potiguar tem melhor desempenho externo
CRISTIANO
ROJAS Repórter de Economia rojas@omossoroense.com.br
Apesar
de 2002 ter sido um ano difícil para as
exportações brasileiras de um modo geral,
as exportações de castanha de caju processadas
no Rio Grande do Norte apresentaram performance
superior às vendas do Ceará.
O Estado
vizinho continua sendo o maior produtor
e exportador brasileiro de castanha fresca
e seca sem casca, embora tenha fechado o
ano com uma perda de 9,02% do mercado externo,
vendendo US$ 79.986.254, contra US$ 87.919.755
em 2001.
Já de janeiro
a dezembro de 2002 as vendas externas da
amêndoa de castanha processada do Rio Grande
do Norte apresentaram um leve saldo positivo
de 0,24% em relação ao ano anterior.
Enquanto
em 2001 o Estado exportou US$ 19.054.092
de castanha de caju processada; no ano passadao
foram enviados ao mercado externo US$ 19.098.944
do produto.
AUMENTO
– Em parte o aumento das vendas externas
de castanha de caju se deve à maior competitividade
dos exportadores potiguares. Outra razão
foi a conquista de novos mercados.
A amêndoa
de castanha do Rio Grande do Norte é destinada
quase que em sua totalidade ao mercado externo,
para os Estados Unidos e o Canadá. Novos
mercados estão sendo abertos na Europa.
Apesar
disso a castanha tem se mantido ocupando
a quarto posição no ranking de participação
da balança comercial potiguar, mesmo tendo
perdido 1,92% no peso das vendas externas
neste ano.
A concorrência
com a indústria de beneficiamento originária
da Índia e Vietnam tem sido apontada como
o principal fator para a queda no valor
do produto brasileiro no mercado internacional,
sem falar nos próprios encargos tributários
do país que oneram o setor produtivo.
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