Açudes públicos vão receber 250 mil alevinos de tilápia e tambaqui

 SERIDÓ/OESTE - Os açudes públicos que têm capacidade de lâmina de água suficiente para a criação de peixes, mesmo que não se configure o inverno, vão receber 250 mil alevinos de tilápia e tambaqui, através da parceria firmada entre a Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE) e o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS).

Segundo o secretário da Agricultura, da Pecuária e da Pesca, Iberê Ferreira de Souza, “essa é uma das formas de combate à fome em algumas cidades onde se verificou, a pedido da governadora Wilma de Faria, após vistoria nos açudes, a possibilidade da engorda desses alevinos, mesmo não ocorrendo chuvas, uma vez que esses reservatórios disponibilizam água suficiente para a criação dos peixes”.

Ele confirmou que a parceria com o Dnocs na Estação de Piscicultura de Caicó pode disponibilizar 200 mil alevinos de tilápia e 50 mil de tambaqui e que eles deverão ser distribuídos já a partir da próxima terça-feira, 4, com acompanhamento dos técnicos da Sape.

De acordo com os dados fornecidos pela Sape, os açudes Rodeador, em Umarizal; Marcelino Vieira; Malhada Vermelha, em Severiano Melo; Riacho da Cruz; Pataxó, em Ipanguaçu; Campo Grande, em São Paulo do Potengi; Bonito, em São Miguel; Pau dos Ferros; Umari, em Upanema; Santa Cruz, em Apodi, e Japi, em São José de Campestre vão receber, cada um, 10 mil alevinos de tilápia.

Já a barragem Umari, em Upanema, vai receber 50 mil alevinos de tilápia e 20 mil alevinos de tambaqui; a barragem Santa Cruz, em Apodi, será povoado com 60 mil alevinos de tilápia e 20 mil de tambaqui. Os açudes Bonito e Pau dos Ferros receberão, também, 5 mil alevinos de tambaqui, cada.

PEIXAMENTO - Até a próxima terça-feira, quando começam os trabalhos de peixamento desses açudes, segundo Iberê Ferreira de Souza, serão mantidos contatos com as prefeituras dessas regiões “no sentido de comunicar aos prefeitos a ação que estamos desenvolvendo em parceria com o Dnocs e, o mais importante, com as colônias de pescadores para informá-los também da operação e, ao mesmo tempo, prestarmos orientações técnicas sobre como evitar a pesca predatória, tornando a atividade racional e sustentável, promovendo, desta maneira, o aumento da produção e a oferta do pescado”, encerrou o secretário.

 

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Mossoró-RN, sexta-feira, 31 de janeiro de 2003