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Wilma
de Faria enfrenta protestos em Mossoró
Usando
nariz de palhaço, um grupo de estudantes
da Escola Estadual Abel Freire Coelho fez
um protesto ontem, durante a inauguração
do laboratório de informática da instituição
de educação. Os alunos aproveitaram a presença
da governadora Wilma de Faria (PSB), a prefeita
de Mossoró, Rosalba Ciarlini, o senador
José Agripino (PFL), deputados da base de
apoio do wilmismo na Assembléia Legislativa
e grande parte do secretariado estadual
e municipal para protestar pelo sucateamento
das escolas que integram a rede estadual
de ensino.
Utilizando-se
de gritos de protesto, os estudantes reivindicaram
do governo do Estado a aquisição de material
de expediente para os professores, já que,
segundo relatos, os professores estão sendo
impedidos de aplicarem as provas justamente
pela falta de papel e copiadora para imprimir
as avaliações.
Além disso,
os estudantes cobraram a recuperação dos
laboratórios da escola, que se encontram
totalmente sucateados, como também a recuperação
da quadra de esportes e da biblioteca. “A
falta de professores tem prejudicado seriamente
os alunos, que em certas disciplinas não
tiveram sequer uma aula durante este ano
letivo”, desabafou o estudante Álamo César,
que preside o grêmio estudantil do Abel
Coelho, em contato com O Mossoroense.
Os alunos
lamentaram o fato da governadora inaugurar
um laboratório de informática com apenas
doze computadores, já que no Abel Coelho
estudam aproximadamente 1.700 alunos, que,
na ótica do grêmio estudantil, é insuficiente
para a atender a demanda da escola.
Ao final
do seu pronunciamento, visivelmente constrangida,
a governadora Wilma de Faria passou o microfone
à secretária de Educação do Estado, professora
Rosário Carvalho, para que ela pudesse ouvir
os pleitos da classe estudantil.
O que mais
revoltou os alunos foi o fato da governadora
ter aproveitado a oportunidade em que a
titular da pasta de Educação assumiu a palavra,
para esquivar-se do diálogo com os estudantes,
retirando-se do local, alegando outros compromissos.
Sem esconder o nervosismo, Rosário Carvalho
chegou a questionar dos estudantes se eles
estavam fazendo um interrogatório contra
ela. “Eu posso muito bem questionar aqui
o funcionamento do grêmio de vocês”, rebateu
Rosário, que se prontificou a atender o
pleito dos estudantes mossoroenses, garantindo
que a partir da próxima segunda-feira não
faltará professor em nenhuma escola da rede
estadual de ensino em Mossoró.
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