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Teste
comprova síndrome de abstinência
da Internet
Imagine
a seguinte cena: alguém amarrado
em uma cama, suando frio e delirando,
por não ter conseguido mais
uma dose. A primeira coisa que
vem à mente é que se trate de
alguém sofrendo por usar drogas.
Mas o pobre diabo também pode
ser um viciado em estar plugado
na Internet.
É
o que mostrou um estudo feito
pelo portal Yahoo e pela agência
de publicidade online OMD intitulado
Internet Deprivation Study (Estudo
sobre a Privação da Internet).
Os participantes tiveram que
ficar 14 dias sem acessar a
Internet. Eles deveriam reportar
o que sentiam cinco dias após
o começo da privação.
O
resultado foi que a maioria
deles afirmaram terem convivido
com sentimentos como “isolamento,
frustração, sentimento de perda
e de desconectividade com o
mundo exterior”. A razão para
que as “cobaias” tenham entrado
em colapso em tão curto espaço
de tempo, segundo os pesquisadores,
é porque “os internautas se
sentem seguros, auto-confiantes
e poderosos quando estão conectados”.
A
Internet se tornou para alguns
deles uma espécie de símbolo
máximo de modernidade, ao ponto
de alguns participantes terem
afirmado que se sentiram desorientados
porque não conseguiam acessar
fontes de informações rotineiras
como mapas ou listas telefônicas
online. Quase todos pareciam
ter esquecido que existem maneiras,
digamos, “convencionais” de
obter tais informações como
usar o telefone, uma agendas
ou jornais.
A
situação, porém, parece ser
ainda mais grave. Enquanto essa
“tortura cruel” foi inflingida
em 13 casas com 28 “cobaias”,
cerca de mil viciados na web
que haviam sido convidados a
participar do experimento se
recusaram, pois alegaram não
conseguir ficar sem a Internet
por duas semanas.
“Este
estudo é um indicativo das milhares
de formas que a Internet, depois
de apenas 10 anos de ser considerada
um meio de comunicação mainstream,
modificou o cotidiano dos consumidores”,
disse Wanda Harris Millard,
gerente de vendas do Yahoo.
O estrago foi tanto que alguns
desses participantes foram encaminhados
para terapia de grupo como uma
forma de diminuir os traumas
adquiridos pela síndrome de
abstinência de conexão à Internet.
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