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Inteligências múltiplas: influências e relação no cotidiano dos alunos

Diante de todas as repercussões que envolvem o avanço tecnológico, científico e cultural, que assolam nossas mentes, merece destaque principal a inteligência humana. Nesse âmbito, decorre o tão vislumbrante estudo que serviu como base para a prática pedagógica de inúmeras escolas em todo o mundo - a teoria das inteligências múltiplas. Difundida através de Haward Gardner, este modelo altera significativamente a compreensão sobre o que e como aprendemos, não limitando a apenas uma inteligência. A teoria das inteligências múltiplas se apóia nas novas descobertas neurológicas procedidas em Haward e outras Instituições de Ensino Superior.

As repercussões que envolvem o avanço científico, representado pelo conhecimento do cérebro, são altamente significativas para a medicina na compreensão de disfunções mentais das mais variadas e no zelo de enfermidades e patologias do cérebro. De acordo com Gardner, (1995 p.21): ”Uma inteligência implica na capacidade de/ou para resolver problemas ou elaborar produtos que são importantes num determinado ambiente ou comunidade cultural”. Nesse enfoque a teoria das IM é elaborada à luz das origens biológicas de cada capacidade de resolver problemas.

As inteligências múltiplas se manifestam em vários segmentos do nosso comportamento. Segundo Gardner (2001), abrigamos em nossa mente sete inteligências, resumidamente caracterizadas por: Inteligência Lingüística ou Verbal, Inteligência Lógico-matemática, Inteligência Espacial, Inteligência Sonora ou Musical, Inteligência Cinéstesico-corporal, Inteligência Naturalista, Inteligência Pessoal: Intra e Interpessoal. A Inteligência Lingüística ou verbal é extremamente marcante em poetas, escritores, advogados, atores e outros, caracterizados por extrema sensibilidade e estrutura, som, significados e funções. A Inteligência Lógico-matemática é a inteligência dos engenheiros e projetistas.

Manifesta-se pela capacidade e sensibilidade para discernir padrões lógicos ou números e a capacidade de  trabalhar com longas cadeias de raciocínio. A Inteligência Espacial está muito ligada à criatividade e à concepção, no plano espacial, de sólidos geométricos. Marcante em arquitetos, publicitários e inventores associa-se também à própria

compreensão do espaço como um todo e à orientação da pessoa em seus limites. Destaca a capacidade de perceber com relativa exatidão o mundo visuo-espacial e de realizar transformações nessas percepções. A Inteligência Sonora ou Musical associa-se à percepção do som não como um componente de ambiente, mas por sua unidade e linguagem. A Inteligência Cinéstesico-corporal é a inteligência do movimento, está associado à linguagem corporal. A Inteligência Naturalista está liga à vida animal e vegetal, sua manifestação revela-se pela perícia em se identificar membros

de uma mesma espécie. E, finalmente, a Inteligência Pessoal: Infra e Interpessoal, está ligada ao autoconhecimento, auto-estima e compreensão plena do “eu” e a relação com o outro e sua outra pessoa, respectivamente.

Partindo do pressuposto de que a não-aprendizagem na escola é uma das causas do fracasso escolar, propomos uma visão abrangente para achar uma resposta à queixa que motivou o encaminhamento, analisando-a em diferentes

perspectivas: a da sociedade, a da escola e a do aluno. A primeira perspectiva é a mais ampla e influencia as outras duas. No diagnóstico psicopedagógico não se pode desconsiderar as relações entre a produção e as oportunidades reais que a sociedade dá às diversas classes sociais. Na realidade, faltam oportunidades de crescimento cultural, de rápida construção cognitiva e de desenvolvimento de linguagem, o que aumentariam as chances do êxito dos anos na escola.

Este trabalho representou as faces da aprendizagem e destacou as inteligências múltiplas, como elemento principal para a aprendizagem contínua e eficaz. De modo a sintetizar o que foi dito aqui, e segundo Visca (1991, p. 62) “é importante dizer que a delimitação dos problemas de aprendizagem, de acordo com a Epistemologia Convergente, é concebida como uma imagem imperfeita dos mesmos, na qual as instâncias de observação, generalização e denominação são não passos necessários mas também possíveis fontes de distorção e erro”.  Desta forma, resta-nos aguardar frutífero intercâmbio de Propostas Psicopedagógicas e sucesso durante nossa diária de trabalho, na qual a base se constitui da peça fundamental a aprendizagem de nossos alunos.

Allysandra Rodrigues

 

 

 

 

 

 

 

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