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Preguiça
escolar ou dificuldade de aprendizagem?
Não
é de hoje que muitas crianças,
jovens e até mesmo adultos consideram
o aprender como uma tarefa penosa.
Frente às questões de aprendizagem,
demonstram comportamentos de
frustração, ansiedade e desorganização.
A causa dessa dificuldade está
em diversos e importantes fatores,
que compreendem os recursos
internos (por exemplo, hereditariedade,
fatores emocionais), assim como
os recursos do meio externo
(a família, o entorno social).
Podem
existir pré-requisitos inadequados,
problemas com a atenção, memorização,
diferenças culturais, problemas
de linguagem, de seguir instruções,
de percepção visual, auditiva,
de métodos de ensino, etc.
Crianças
com dificuldades de aprendizagem
formam um grupo heterogêneo,
o que torna difícil generalizar
tanto as causas como os melhores
procedimentos para lidar com
elas.
Os
conceitos de sucesso e de fracasso
são, na maioria das vezes, aprendidos
na escola, pois lá é que a competência
da criança é avaliada tanto
pelos adultos como por ela mesma.
O sucesso é como um fermento,
que aumenta a auto-estima e
proporciona a pessoa a tentar
novas experiências.
Como
essas são planejadas com um
índice ótimo de equilíbrio intelectual
e emocional, normalmente também
resultam em outro sucesso.
Já
com o fracasso, ocorre um processo
paralisante, pois todos nós
sabemos que após duas ou três
experiências desastrosas, as
pessoas saudáveis procuram se
resguardar, evitando um novo
contato desagradável e penoso
com aquilo que gerou a frustração.
Por
isso, crianças e jovens com
alguma dificuldade de aprendizagem
muitas vezes são acusadas de
“preguiçosas”. Na verdade, a
aparente inatividade deve-se
em boa parte, à necessidade
maior de tempo que precisam
para recorrer espontaneamente
a estratégias mentais organizadas
que se prestam a resolver os
problemas escolares e também
pessoais. Isso se deve a uma
metacognição empobrecida e ao
descrédito que têm em suas próprias
capacidades.
Essas
estratégias de aprendizagem,
que nada mais são do que técnicas,
princípios e regras que facilitam
a aquisição, o armazenamento
e o relembrar da informação
em outras situações, podem ser
desenvolvidos por um profissional
especializado e que deve ser
procurado quando uma criança
apresenta dificuldades de aprendizagem:
o psicopedagogo.
Maria
Irene Maluf Pedagoga
especialista em Psicopedagogia Presidente
Nacional da Associação Brasileira
de Psicopedagogia
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