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OAB
quer que Estados apontem cursos
jurídicos irregulares
O
presidente nacional da OAB (Ordem
dos Advogados do Brasil), Roberto
Busato, encaminhou ofício aos
presidentes de todas as seccionais
da entidade solicitando que
apontem os cursos jurídicos
suspeitos de funcionarem de
forma irregular ou sem oferecer
ensino de qualidade.
As
informações funcionarão como
subsídio para as indicações
que a OAB Nacional fará ao ministro
da Educação, Tarso Genro, de
instituições de ensino de Direito
que devem ser alvo de fiscalização.
Segundo a OAB, a medida foi
acertada em reunião realizada
entre Busato e o ministro no
último dia 30, quando foram
apresentadas as conclusões de
estudo propondo novos parâmetros
para a criação e fiscalização
de cursos jurídicos no Brasil.
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Colégio
Diocesano discute desertificação
durante seminário
A
dura realidade das agressões
cometidas contra a natureza,
seja pela ação direta do homem
ou pelo tempo, está sendo levada
para a sala de aula no Colégio
Diocesano Santa Luzia. A iniciativa
foi da professora Hildegard
Mota ao promover o I Seminário
Sobre Desertificação, tendo
como público-alvo seus alunos
do 3º ano do Ensino Médio.
Como
palestrantes foram convidados
Tsukasa Kishimoto e Ricardo
Jorge Duarte Galvão, ambos representantes
do Projeto Caatinga, que tem
como missão o combate à desertificação;
da Agência de Cooperação Internacional
do Japão (JICA), Esam e Idema.
Na oportunidade, eles abordaram
a situação local, nacional e
mundial, além de expor os males
provocados pela desertificação,
tendo como objetivo conscientizar
estes jovens que serão os profissionais
do futuro e cada um na sua área
poderá fazer sua parte no combate
a este problema. A exposição
feita mostrou que a situação
é grave e cresce assustadoramente
em todo o planeta.
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Aprovada
norma sobre uso de xerox na
universidade
O
Conselho Universitário aprovou
resolução para regulamentar
a cópia (xerox) de livros e
de revistas científicas na USP.
Segundo a norma, ”serão liberadas
as cópias de pequenos trechos
dos livros para uso privado
do copista [aluno], sem visar
o lucro”.
Na
prática, está liberada a cópia
de um capítulo de livro ou de
um trabalho científico em revistas
especializadas, disse o professor
encarregado do parecer, Walter
Colli. “A USP não quer cometer
ilegalidade, mas também não
quer impedir as formas clássicas
de ensino”, disse.
Desde
2004, a ABDR (Associação Brasileira
de Direitos Reprográficos) intensificou
a fiscalização nas copiadoras
das universidades. A Lei de
Direitos Autorais libera a reprodução
de “pequenos trechos” das obras,
sem definir porcentagens. Para
a ABDR, estariam liberadas no
máximo três páginas. “O que
a USP aprovou é ilegal”, disse
Mauro Koogan, diretor da associação.
“Em vez de melhorar as bibliotecas
ou procurar alternativas, é
mais fácil aprovar a xerox.”
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Jogos
Escolares de Mossoró seguem
até dia 11
A
promoção dos XI Jogos Escolares
de Mossoró (JEMs), que vai até
o dia 11 deste mês, está acontecendo,
entre outras praças esportivas,
nas dependências do Ginásio
de Esportes Engenheiro Pedro
Ciarlini. Os Jogos Escolares
que estão reunindo cerca de
3.500 atletas da rede municipal,
particular e estadual de ensino
começaram no dia 31 de maio
passado.
Os
JEMs contam com a participação
de atletas de 65 escolas assim
distribuídas: 20 são municipais,
24 estaduais e 21 da rede particular.
Os jogos estão sendo disputados
em nove modalidades entre as
categorias mirim, infantil e
juvenil. A competição está sendo
disputada em quatro etapas:
oitavas; quartas-de-final; semifinal
e final. Os vencedores receberão
troféus e medalhas.
Confira
a seguir as modalidades que
compõem os Jems e os locais
de disputa: futebol de campo
(Nogueirão); futebol de areia
(CEFET), futsal (ginásios do
CPP e Pedro Ciarlini); handebol
(Diocesano); basquete (Escola
Felício de Moura). Tem ainda
o vôlei de quadra (ginásio do
CPP); vôlei de dupla/areia (colégio
Geo); natação (complexo do SESI)
e xadrez (Diocesano).
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Aulão
atrai grande número de estudantes
Superando
a expectativa dos seus promotores,
o I CoruGEO foi realizado com
sucesso no mês de maio. Evento
promovido pelo Colégio GEO Garcia
e Brito, reuniu de uma só vez
15 professores englobando todas
as disciplinas que
são
exigidas nos concursos vestibulares.
O aulão que começou na noite
do dia 25, só terminou na madrugada
do dia seguinte, porém com todos
os participantes mostrando boa
disposição para enfrentar o
cansaço na busca de novos conhecimentos
e reforçar tudo que foi visto
no banco escolar.
Somando-se
ao processo de aprendizado,
a escola aproveitou a oportunidade
para a prática da solidariedade.
Ao invés de dinheiro em espécie,
o acesso às aulas era pago com
alimentos não-perecíveis. O
próximo passo será o repasse
de tudo que foi arrecadado para
a Casa do Caminho de Mossoró,
que presta assistência educacional
e social às crianças e seus
familiares no bairro Barrocas,
zona norte. O próximo evento
a ser realizar no GEO será a
sua festa junina programada
para o dia 25 próximo.
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Educação
promove Seminário da Cultura
Popular
Nos
dias 9, 10, 11 e 12 deste mês,
a Gerência Municipal da Educação
e do Desporto realizará o IV
Seminário da Cultura Popular.
A informação é da professora
Niná Rebouças, titular da pasta,
acrescentando que o evento terá
a participação da rede municipal
de ensino, mas terá aberto à
participação da comunidade mossoroense.
Na
quinta e sexta-feira, dias 9
e 10, o seminário será realizado
à noite, sendo que nos dias
11 e 12, sábado e domingo, o
evento acontecerá durante o
dia. O seminário terá a parceria
das universidades públicas -
Uern e Esam - particulares -
UnP e Sociedade Mater Christi
- e ainda da Sociedade Brasileira
de Estudos do Cangaço (SBEC).
Caberá
à Sbec coordenar debate sobre
a trajetória de Jesuíno Brilhante,
com projeção de um filme sobre
a trajetória do cangaceiro no
Cine Pax. Um representante do
Ministério da Cultura participará
do seminário para apresentar
os projetos do órgão. Hoje,
a Gerência da Educação fechará
a programação do evento.
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Bibliotecas
da rede pública estadual receberão
livros da Bienal
Um
dos maiores eventos literários
das regiões Norte e Nordeste
foi aberto na sexta-feira, 3,
no Midway Mall. A governadora
Wilma de Faria participou da
abertura da 3ª Bienal Nacional
do Livro de Natal, evento que
está
trazendo
para a capital potiguar os principais
representantes do mercado editorial
brasileiro, com expectativa
de receber um público de 250
mil visitantes durante os dez
dias do evento.
O
governo do Estado apóia a iniciativa,
tendo doado mais de R$ 400 mil
para a aquisição de livros às
escolas da rede estadual, além
dos incentivos concedidos à
Petrobras, patrocinadora do
evento, através da Lei Câmara
Cascudo.
Durante
a abertura da feira literária,
a governadora Wilma de Faria
se solidarizou com o escritor
Fernando Morais, que teve sua
mais recente obra, o livro “Na
toca dos leões”, censurado pela
Justiça. Ele é apenas um dos
escritores de renome nacional
e internacional que devem participar
da Bienal até o próximo dia
12. Wilma de Faria criticou
a decisão do Tribunal de Justiça
de Goiás, que determinou a suspensão
da venda do livro que narra
a história da agência W.Brasil,
classificando-a como “digna
de repúdio” e “contrária à liberdade
de expressão definida na Constituição
Federal”.
Na
ocasião, a governadora também
destacou a importância do cheque-livro
para o sucesso da Bienal, já
que o governo do Estado está
disponibilizando R$ 500 mil
para o evento, sendo R$ 400
mil para que os diretores e
professores das escolas públicas
possam comprar os livros diretamente
nas editoras e R$ 100 mil para
viabilizar o Grande Ponto Literário,
espaço montado para palestras,
debates e entrevistas com os
mais de 40 autores e editores
locais e nacionais que confirmaram
presença no evento.
”O
governo do Estado está ao mesmo
tempo melhorando o acervo das
bibliotecas públicas instaladas
nas escolas estaduais, comprando
livros para as 430 escolas da
rede estadual, e estimulando
a prática da leitura como importante
instrumento de cidadania”, destacou
Wilma de Faria, que aproveitou
a solenidade para anunciar a
instalação de 53 novas bibliotecas
nas escolas públicas estaduais
até o final deste ano.
A
bienal 2005 é considerada a
maior das três edições
Esta
é a maior das três bienais literárias
já realizadas em Natal. Os cerca
de 100 estandes ocupam uma área
de 1,5 mil metros quadrados
no terceiro andar do Shopping
Midway. Nesse espaço estão editoras,
livreiros, distribuidores de
livros, agentes literários,
jornais e revistas de praticamente
todo o país, o que mereceu elogios
por parte de quem freqüenta
a feira. “A Bienal do Livro
de Natal colocou definitivamente
a cidade no calendário cultural
e literário brasileiro, tornando-se
um exemplo a ser seguido pelos
outros estados brasileiros”,
observou o escritor e jornalista
Fernando Morais.
Ainda
durante a abertura o gerente
geral da Petrobras no Rio Grande
do Norte, Fernando Lima, fez
a doação de mil atlas geográficos
para serem distribuídos nas
escolas públicas da rede estadual.
Finalizando a programação, os
escritores e editores locais
Deífilo Gurgel, José Xavier
Cortez, Manoel Onofre Júnior,
Olavo de Medeiros Filho, Oswaldo
Lamartine e Vingt-un Rosado
receberam uma homenagem pela
contribuição cultural prestada
ao Rio Grande do Norte.
A
Bienal do Livro de Natal segue
até o próximo dia 12. A entrada
custa R$ 3,00 ou R$ 1,50 para
estudante. Crianças com menos
de 10 anos, idosos a partir
de 65 anos e caravanas de alunos
das escolas da rede pública
de ensino não pagam.
Reportagem:
Assecom/RN
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Turmas
de pós-graduação da Faculdade
Câmara Cascudo começam neste
mês
Quem
tem interesse em tornar-se especialista
nas áreas de Saúde, Direito
e Desenvolvimento Humano agora
já pode contar com a Faculdade
Câmara Cascudo, que lançou esta
semana cinco cursos de pós-graduação
Lato Sensu.
As
matrículas já estão abertas
e as aulas começam ainda este
mês, com 50 alunos por turma.
Realizados através de uma parceria
com a empresa cearense Expansão
- a mesma que já trabalha com
a Faculdade Integrada do Ceará
(veja no http://www.fic.br)
-, os cursos vão atender desde
profissionais que queiram atuar
como gestores em serviços de
saúde a executivos que desejem
aprofundar seus conhecimentos
em Desenvolvimento Humano.
Ao
fim do curso de MBA em Desenvolvimento
Humano, os alunos vão estar
capacitados para atuar junto
à nova dinâmica das relações
humanas no ambiente organizacional.
Entre as disciplinas, estão
Tecnologia da Informação, Endomarketing
e Consultoria em Desenvolvimento
Humano.
Outros
profissionais também podem ser
atendidos
Outros
profissionais que poderão ser
atendidos pela especialização
são os advogados. Na pós-graduação
em Direito Civil, o tema será
aprofundado em assuntos como
Recursos e Processos nos Tribunais,
Processo Cautelar e Juizados
Especiais Cíveis.
Na
pós-graduação em Gestão em Serviços
de Saúde, a grade curricular
é composta de disciplinas como
Economia da Saúde, Políticas
Públicas em Serviços de Saúde
e Bioética no Manejo de Pacientes.
Já no curso de Fisioterapia
Hospitalar, o fisioterapeuta
poderá aprender sobre assuntos
como farmacologia, administração
hospitalar e fisioterapia em
UTI. Outra especialização na
área de saúde é Fisiologia e
Biomecânica do Movimento, que,
entre o público-alvo, tem educadores
físicos, fisioterapeutas e terapeutas
ocupacionais.
Os
cursos, cujo valor das mensalidades
variam entre R$ 225 e R$ 295,
têm duração de 1 ano e oito
meses, com carga horária de
390 horas/aula. As aulas serão
realizadas no prédio da Faculdade
Câmara Cascudo (avenida Alexandrino
de Alencar, 708, Alecrim, Natal)
e acontecem em um fim de semana
de cada mês.
Pós-graduação
da Faculdade Câmara Cascudo
Cursos:
Gestão em Serviços de Saúde,
Fisioterapia Hospitalar, Direito
Civil, MBA em Desenvolvimento
Humano e Fisiologia e Biomecânica
doMovimento
Mais
informações no telefone (84)
3223-7777 ou http://www.fcamaracascudo.com.br
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Reforma
já!
Estudando
na cidade de João Pessoa, na
Paraíba, Ticianne Oliveira,
que durante um período colaborou
com este suplemento editando
a coluna Turma Única, nos envia
um excelente comentário sobre
a Reforma Universitária.
Cursando
Jornalismo na Universidade Federal
da Paraíba (UFPB), ela se mostra
atenta aos acontecimentos e
emite neste texto sua opinião
sobre a reforma, ao mesmo tempo
faz também uma convocação para
que todos fiquem atentos e encontrem
um meio de participar para fazer
valer a sua opinião e a vontade
da maioria. Confira.
*Ticianne
Oliveira
Reivindicação
antiga do movimento estudantil
- na década de 60 os estudantes
enfrentaram a ditadura por esta
causa - a Reforma Universitária
volta aos palcos das principais
discussões do país. E parte
dos estudantes, que deveriam
ser os protagonistas da discussão,
ainda se encontra desinformada,
sem saber ao certo do que se
trata.
O
estudante quando é impelido
para o mundo universitário,
pega o bonde andando e tem de
acompanhá-lo. É aí que começa
sua epopéia. Paralelo às dificuldades,
frustrações e limitações com
que deparam em seu cotidiano
acadêmico, ocorrem eleições
para Diretórios Centrais de
Estudantes, onde ainda atordoado,
até participa do processo, embora
muitas vezes não saiba qual
seu verdadeiro objetivo - que
é integrar os discentes e a
instituição, torná-los ativos
cientes de seus direitos e obrigações.
Os
paradoxos em que esbarram todos
os dias tornam a embaralhar
suas idéias. Não é difícil encontramos,
por exemplo, em universidades
públicas sinais de insatisfação
com o sistema educacional como
se encontra. São faixas e outdoors
cobrando resultados, paralisações
e ameaças de greve por parte
dos docentes e funcionários
técnico-administrativos. Como
pode? Já que em 2005 houve o
maior aumento das últimas décadas
nos investimentos no ensino
superior público e só para reajustes
de salários foram destinados
R$ 1,389 bilhão?
E
assim segue o balé da ignorância
e da alienação no ensino superior
que dita o passo do desenvolvimento
soberano. É necessário esclarecer
e debater objetivos para que
toda sociedade possa pressionar
o governo a criar mais do que
expectativas, a não maquiar
os problemas existentes e apresentar
resultados colocando em prática
a Reforma Universitária.
As
universidades brasileiras clamam
por uma reforma que as reafirmem
como instituições sociais livres
da pressão dos valores de mercado,
combata a mercantilização do
ensino superior, recupere sua
infra-estrutura e valorize o
trabalho docente e técnico-administrativo,
ampliando vagas públicas e assegurando
a permanência dos estudantes
na universidade, com a adoção
de políticas de assistência
aos estudantes.
Temos
que lutar pela valorização da
universidade pública e em defesa
da educação como um direito
de todos os brasileiros. É reformar
para fortalecer a universidade
pública e gratuita, impedir
a mercantilização do ensino
superior, democratizar o acesso
e garantir sua qualidade.
Ticianne
Oliveira Estudante do curso
de Jornalismo na Universidade
Federal da Paraíba, em João
Pessoa. (Especial para
o suplemento O Mossoroense na
Escola).
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