|
A SÉTIMA ARTE: UMA
RETROSPECTIVA
Hoje nós vamos destacar
aqui em nosso espaço alguns dos filmes mais
interessantes que abordamos desde a nossa
estréia. Para começar que tal Casablanca
de 1943. Este clássico em preto e branco
se passa em plena Segunda Guerra Mundial
e conta a história entre o personagem do
Humphrey Bogart e da Ingrid Bergman. Eles
sacrificam o amor em nome de um ideal: o
combate ao nazismo. Embalado pela trilha
sonora As Time Goes By, até hoje um sucesso
mundial.
Doutor Jivago de 1965 é
outra pérola produzida pela sétima arte.
A história do médico e poeta Iúri Jivago,
estrelado por Omar Sharif que vive dividido
entre a esposa e Lara seu grande amor. O
Tema de Lara, popularizado pela composição
de Maurice Jarre, também se tornou um clássico.
Outra dica é Romeu e Julieta, de Franco
Zeffirelli, rodado em 1968. Esta é melhor
versão cinematográfica da famosa tragédia
de William Shakespeare. A historia de amor
impossível dos jovens Romeu e Julieta encontra
aqui sua melhor constituição, a começar
pela inesquecível música do Nino Rota, romântica
e triste. Mesmo sabendo do final trágico,
a emoção contagia a quem assiste, não há
como ficar imune a dor que os personagens
principais sentem diante do inevitável destino.
Além dos clássicos temos
também Uma Linda Mulher de 1990. Um conto
de fada em que um milionário escolhe uma
garota de programa para acompanhá-lo durante
uma semana. Mesmo com um roteiro previsível,
Richard Gere e Julia Roberts encantam o
público com a história da Cinderela que
encontra o seu príncipe e vivem felizes
para sempre. Um Lugar Chamado Notting Hill
de 1999, é outra grande sugestão. A história
gira em torno de uma grande estrela do cinema
mundial e um modesto dono de uma livraria
localizada no bairro inglês Notting Hill.
Hugh Grant e Julia Roberts protagonizam
este delicioso romance, recheado por uma
trilha sonora belíssima, um cenário europeu,
que por si só dá um charme a mais no filme,
e um elenco secundário perfeito. Todos esses
ingredientes funcionam numa perfeita harmonia.
No quesito ficção Minority
Report - A Nova Lei - é uma grande opção.
Dirigido por Steven Spielberg e estrelado
por Tom Cruise, A Nova Lei é tão vigorosa
quanto os primeiros trabalhos de Spielberg,
mas muito mais audacioso e sombrio que qualquer
outra coisa que ele tenha feito até aqui.
Tudo o que a ação do filme tem de vertiginoso,
ele tem também de provocativo e complexo.
É um filme feito para você pensar e refletir.
Até que ponto o Estado tem o direito
de castrar a privacidade e a liberdade das
pessoas? Até onde ele pode ir? Mas,
sem dúvida alguma, o grande filme de ficção
dos últimos anos foi Matrix. Ele revoluciona
ao relacionar de forma magistral artes marciais,
realidade virtual e ficção científica, resultando
em um filme inovador, recheado de efeitos
especiais nunca visto antes nas telas.
A influência de Matrix
foi tão grande que desde a sua estréia não
faltaram filmes que buscassem copiar o que
os irmãos Larry e Andy Wachowski fizeram.
Vale lembrar que Matrix não é só um filme
de efeitos especiais, ele conta com um roteiro
fantástico, um bom elenco e uma direção
primorosa. A história gira em torno de um
mundo gerado por computadores que mantêm
a humanidade presa e sob controle. Quando
eu assisti pela primeira vez ao filme, no
Pax, eu fiquei encantada com Matrix, e dizia
para mim mesma que uma das bases do filme
era a filosofia. O que é real? O que é imaginário?
Os personagens do filme não sabem se existem
ou são projeções, a verdade e a certeza
são substituídas pela dúvida e pelos questionamentos.
Matrix transpõe para a realidade virtual
o Mito da Caverna do Platão, a discussão
entre a aparência e a essência. Por tudo
isso, é que eu acho Matrix um dos melhores
filmes já feitos pelo cinema, e com certeza
permanecerá por muito tempo no imaginário
dos cinéfilos de todo o mundo.
O suspense não poderia
deixar de marcar presença. Os Outros é um
expoente dessa nova safra, dirigido pelo
diretor espanhol Alejandro Amenábar não
se apóia em sustos fáceis, mas na tensão
produzida pela sugestão que o roteiro deixa
transparecer e na atuação formidável do
elenco. A história de Os Outros se passa
após a II Guerra Mundial. Nicole Kidman
dá vida a Grace, a senhora de uma mansão
sempre encoberta pela névoa. Esse cenário
por si só, já enfatiza o clima sombrio e
aterrorizante do filme. Porém, o mais sensacional
do filme é o seu final totalmente anticonvencional
e surpreendente. Com certeza vai pegar todos
de surpresa, pois poderíamos pensar em muitas
possibilidades menos a concretizada pelo
diretor.
O Senhor dos Anéis: As
Duas Torres - cria do Peter Jackson. Confesso
que desde Coração Valente não tinha visto
um épico de tamanha magnitude, se A Sociedade
do Anel é bom, As Duas Torres é muito melhor.
Deixando de lado o clima de fantasia do
primeiro, As Duas torres é, sobretudo, um
filme de guerra. Se você ficou encantado
com os cenários de A Sociedade do Anel,
chegou a vez de apresentar para o
público os Ents e Gollum. Este é impressionante
quanto a perfeição, veracidade e interpretação.
Baseado nos movimentos e voz do ator Andy
Serkis, o ser bizarro e feio é um vilão
dúbio que causa repulsa e ao mesmo tempo
pena. Os seus diálogos com Frodo e Sam são
excelentes, levando-nos a perguntar se já
não seria hora de termos um Oscar para a
interpretação digital.
|