Mossoró-RN, domingo 8 de maio de 2011

 

HERMA DO DR. ALMEIDA CASTRO

GERALDO MAIA
gemaia@bol.com.br

Na praça Rafael Fer-nandes, no centro de Mossoró, ou Praça dos Correios como é mais conhecida, fica uma Herma dedicada ao Dr. Almeida Castro. Na frente do monumento, uma placa de bronze com letras em alto relevo informa: "Busto do Dr. Francisco Pinheiro de Almeida Castro, inaugurada em 22 de fevereiro de 1931, por iniciativa de seus amigos e com a participação popular. Sob os auspícios do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP) fez-se a colocação desta lápide em 28 de agosto de 1958."

Na parte posterior do monumento, ler-se em outra placa de bronze: "Ao humanitário médico e devotado homem público, filho do Ceará e grande benfeitor desta terra, a homenagem do Governo do Município e do povo mossoroense. No primeiro centenário do seu nascimento - 28/08/1858 - 28/08/1958".

Quando da inauguração da Herma, em 22 de fevereiro de 1931, o povo de Mossoró se fez presente, juntamente com autoridades e banda de música. O orador oficial da solenidade foi  Manoel Amâncio Leite, que na época era prefeito da cidade.  Seguiu com a palavra o médico mossoroense Raul Fernandes que destacou as qualidades daquele ilustre clínico e chefe político de Mossoró.

Francisco Pinheiro de Almeida Castro era cearense de Maranguape, onde nasceu a 28 de agosto de 1858. Chegou a Mossoró no ano de 1881 e de Mossoró nunca mais saiu. Era o que podemos chamar de um homem múltiplo: Médico humanitário, formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro na turma de 1880, cidadão boníssimo,  chefe político de incontestável prestígio em Mossoró e zona Oeste do Rio Grande do Norte e Venerável da Loja Maçônica 24 de Junho de 1895 a 1900. Foi jornalista e como tal  um dos mais assíduos colaboradores do jornalista João da Escóssia na publicação de  "O Mossoroense" , jornal esse do qual foi diretor de 1920 a 1922. Era sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Fez parte da Constituinte de 10 de maio de 1891. Foi presidente da Câmara Municipal de Mossoró no triênio 1890-1892. Foi representante do Rio Grande do Norte na Câmara Federal, em cujo mandato de deputado veio a falecer em 22 de julho de 1922, aos 64 anos de idade.

Sobre o Dr. Almeida Castro, Câmara Cascudo depõe: "Havia também o Dr. Castro, valendo uma permanência fenificiente e polimática, médico, orador, amigo forte, cirurgião que a necessidade improvisava, devoto dos magistrais, formulando sempre, mesmo quando seus futuros colegas haviam  rendido às seduções cômodas dos remédios de frasco. Corria a fama curativa de suas receitas. Era forte, possante, simpático, impecavelmente vestido, amando a dança, o discurso, o Cognac".

Foi o Dr. Castro quem trouxe o farmacêutico Jerônimo Ribeiro Rosado de Catolé do Rocha para  instalar sua farmácia em Mossoró  em 1890.  Foi também em 1890 que assumiu a presidência do Conselho de Intendência Municipal de Mossoró, cargo que equivale atualmente ao de Prefeito, em substituição a Manuel Benício que havia renunciado ao cargo em outubro do mesmo ano.  Governou Mossoró por dois anos; e como informa Câmara Cascudo,  os anos de 1890 e 1891 "são época de aforamento de salinas, discussão, renúncia dos processos de comisso, posses".  Foi por esse motivo que durante o período administrativo de Almeida Castro que ocorreu o maior número de requerimentos dessas terras, conforme consta dos livros de Atas da Intendência. Foi também na sua administração que ocorreu a elaboração do primeiro orçamento da Intendência de Mossoró, no regime republicano, segundo informação do historiador Raimundo Soares de Brito.

Vemos também o Dr. Almeida Castro como abolicionista no movimento de 30 de setembro  de 1883, que culminou com a libertação dos escravos em solo mossoroense.

Quando do transcurso do seu centenário, foi organizado em um vasto programa com conferências e outras atividades em homenagem à sua memória. Na conferência que pronunciou naquela oportunidade,  o professor Tércio Rosado disse: "- Se procurarmos ver a função que indivíduos privilegiados desempenham em relação ao meio em que vivem,  encontraríamos para o Dr. Francisco Pinheiro de Almeida Castro uma classificação particular, a de um guia suave e benfazejo, um inspirador discreto, mas eficiente".

O Dr. Francisco Pinheiro de Almeida Castro faleceu a 22 de junho de 1922.  O monumento que foi erguido em sua homenagem permanece altivo; majestoso como um guardião romano, como se quisesse nos lembrar as palavras de Goethe" "O que passou, passou. Mas o que passou luzindo, resplandecerá para sempre!"

 

O ÚLTIMO BAILARINO DE MAO TSÉ-TUNG

Gilbamar de Oliveira
gilbamarbezerra@ig.com.br

história de vida de cada ser humano, mesclados os encantos, desencantos, alegrias e tristezas pelos quais passou ao longo do tempo, decerto renderia um livro. No entanto, para tornar-se best seller haveria que proporcionar aos leitores muito mais que meras emoções passageiras. Precisaria fascinar. A autobiografia do chinês Li Cunxin, com o título "ADEUS, CHINA",      e subtítulo "O último bailarino de Mao", sem dúvida consegue realizar essa façanha de maneira brilhante e com méritos. Há que se ressaltar, por outro lado, que o autor, coadjuvando a jornada de sua existência relatada em livro, pontuou a seu favor o fato de ter vivido num dos períodos mais negros da da história da China, a ditadura absolutista de Mao Tsé-Tung. Talvez possamos afirmar que em virtude disso a obra ganhou relevância e destaque mundiais.

Isso por si só não redundaria em sucesso, como é óbvio, se os detalhes da vida de Li Cunxin delineados no decorrer de sua autobiografia não fossem recheados de momentos paradoxais e relatos enternecedores que prendem e apaixonam quem se dispuser a ler o livro. Nascido no segmento mais pobre da sociedade comunista  chinesa e sofrendo as necessidades implacáveis inerentes a esse miserável status quo, Li Cunxin, obrigado a se alimentar diariamente apenas de inhame juntamente com os demais membros da família, tinha todos os ingredientes melancólicos para se tornar mais um humilde lavrador esquecido pelo destino. Este, porém, resolveu, por alguma razão especial misteriosa que somente esse ser abstrato poderia explicar, dar a mão ao pobre menino na forma de um olhar feminino.  

Quando uma representante da alta cúpula chinesa vai à paupérrima cidade onde Li Cunxin mora  seguindo um plano político sob responsabilidade da esposa de Mao para escolher alunos de diversas localidades miseráveis para estudar no grupo de balet de Pequim, ele é um dos escolhidos. Como por milagre, pois todos já estavam selecionados quando a responsável pela seleção, à saída da sala de aula, virou-se, lançou um inesperado olhar a Li Cunxin e, apontando para ele, disse: "Aquele também!" O mais interessante nessa situação inusitada é que Li Cunxin odiava a dança. Esse abençoado acontecimento, contudo, se tornaria o primeiro passo para o mirrado e desnutrido garoto filho de lavradores alcançar uma posição privilegiada na carreira, que abraçaria somente para fugir da periclitante situação de pobreza em que se encontrava. É emocionante quando lemos a respeito da tristeza de Li Cunxin ao ver, sobre a mesa do lugar onde ficou hospedado em Pequim, fartura de comida e ele lembra que naquele precípuo momento seus pais e irmãos estão comendo somente inhame, o prato diário que ninguém suportava mais nem ver apesar de ser o único alimento possível para as parcas condições financeiras da família

Embora singelo e sem o objetivo de querer tornar-se literatura de alto nível, mesmo porque autobiografias nem sempre alcançam esse patamar, será quase impossível ao leitor largar a obra antes da última linha. Os caminhos seguidos por Li Cunxin, os percalços encontrados em seu caminho e todas as dificuldades dramáticas por que passa para chegar ao estrelato numa área artística difícil, que exige denodo e dedicação quase integral para que alguém consiga um lugar ao sol, tornando-se por essa mesma razão, em virtude de seu empenho sobrehumano, um dos bailarinos mais aclamados de sua época, vão acelerar o coração dos leitores e fazer aflorar as emoções dos mais sensíveis.

Adeus, China - O último bailarino de Mao consagrou-se best-seller e recebeu o prêmio Christopher Award for Literature nos EUA. Depois de publicado em vinte países e ser levado às telas de cinema a obra também aportou no Brasil, para nosso deleite. O leitor poderá até tentar segurar as lágrimas e os sorrisos ao ler a interessante saga desse bailarino chinês, mas, levado pela ansiedade e dominado por sentimentos e emoções, não logrará o intento de terminar a leitura de sua autobiografia antes do parágrafo final.

 

MÃES SÓ MORREM QUANDO QUEREM

SULLA MINO
sullamino@yahoo.com.br

"Eu tinha sete anos quando matei minha mãe pela primeira vez. Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola no primeiro dia de aula. Eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer. Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada. Quando fiz quatorze anos eu a matei novamente. Não a queria impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos voos juvenis. Mas logo no primeiro porre eu felizmente a redescobri viva. Foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra do meu pai. Aos dezoito anos achei que mataria minha mãe definitivamente. Entrara na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não caberia em nenhuma  hipótese. Lego engano, quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir, voltei à casa materna, único espaço possível de guarida e compreensão. Aos vinte e três anos me dei conta de que a morte materna era possível, porém requereria muita lentidão...Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem. Bastou-me nascer a primeira filha para descobri que o bicho mãe se transformara num espécime ainda mais vigoroso chamado avó. Apesar de tudo, continuei acreditando na tese de que a morte seria bem demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares, ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos. Papéis que só ela poderia protagonizar. Mas o final desta história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu, quando menos esperava, ela decidiu morrer. Assim, sem mais, nem menos, sem pedir licença ou permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida, minha tese da morte bem demorada ruiu. Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães não são para sempre. Ao contrário do que sempre imaginei, são elas quem decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etéreo terreno da saudade". Esta mensagem é de um autor desconhecido, pus-me a  pensar, não sabemos se a vida é curta ou longa demais, com isto, por que não amamos as pessoas que estão em nossa volta, principalmente aquela que chamamos de mãe? Nem sei se este seria o nome melhor para definir este tipo de ser, acho que mãe é um ser sobrenatural, isto mesmo, de um outro planeta. Nunca sabemos quando ela vai querer partir, o vazio que fica nada pode preencher. Até uma mãe ignorante é capaz de ensinar coisas que nem Freud explicaria. Um dia podemos descobrir que a pessoa que mais nos amou foi nossa mãe e que realmente era ela o baú das nossas verdadeiras lembranças.

"Em geral, as mães, mais que amar os filhos, amam-se nos filhos"

Friedrich Nietzsche

 

CADERNO CA - (Parte LXXX)

Clauder Arcanjo
clauder@pedagogiadagestao.com.br

Uma página ao amor e à paixão

Antes de ti, amada Biscuí, havia poucos, raríssimos tons azuis no céu perdido dos meus olhos; bem como um raro, e evanescente, brilho franco sob a forma de sorriso em meus lábios contritos.

Quando dezoito chegou (mais precisamente, a noite de 18 de julho de 1982), nos salões do Alcione Clube, o azul fez-se manto, e o sorriso habitou definitivamente em mim. Sant’Anna foi a nossa padroeira. No solo sagrado do meu chão natal, a decantada Santana do Acaraú, Licânia literária minha.

Se por obra e arte dos teus olhos negros e dos teus lábios carnudos?

Disso eu não tenho a menor dúvida. Repito, a menor das dúvidas.

Então, a partir daquela noite-baile, a atração que nos chamava e os olhares furtivos que trocávamos transformaram-se no sagrado fogo do nosso namoro.

Bem mais de perto, logo percebi (mergulhado no poço da paixão, onde nada se vê, nem se quer ver), e colhi uma conclusão: a tua pupila, minha Biscuí, detinha o mapa da minha loucura, bendita e dadivosa sandice.

Lá mergulhei e, de lá, peço aos céus, aos deuses enfim, não quero mais sair.

Em poucos encontros — raros, contudo eternos quando acompanhados pelo relógio dos enamorados —, o que era atrativo fez-se encantamento. O que me parecia bonito revelou-se sublime, singular, ímpar. O que carregava a coroa- espinho da dúvida abençoou-nos com o vinho da eternidade.

Se havíamos sido feitos um para outro?!

Não sei responder. Certas perguntas, Biscuí, devem ser dirigidas diretamente a Deus.

E os dezoitos se sucederam. No início, sob a forma de meses; depois, em anos. Em cada um, a comemoração de um novo marco. Dezoito transmudou-se, afinal, em símbolo numérico, aliança viva

Os meus olhos, cegos por ti, não achavam brilho nem graça em outros olhos. As minhas mãos, acostumadas à tua carícia e zelo, não achavam ternura nem encanto em outras mãos. O nome disso?! Só pode ser amor, só pode ser paixão.

No teu natalício, aos 21 de setembro de 1985, o noivado compromisso. Um anel correu da minha mão para um dos teus dedos da mão direita. Selo para todo o sempre.

Em 1986, aos 18 de dezembro (somente poderia ser no dia 18), a nossa união, sob a bênção de Cristo-Rei. Comunhão universal de bens, projetos e sonhos. Para todos os séculos. Na alegria e na doença. Na tristeza e na saúde. Amando-te e respeitando-te, sendo amado e respeitado.

O nosso primeiro ninho, que montamos e ocupamos, Biscuí, deu-se em Mossoró. Dentro dele, um calor humano que suplantava o do astro-rei.

Fomos abençoados com a guarda de nosso primogênito: Artur. Um rei para venerar a rainha Luzia. Anos depois, a chegada do segundo fruto: Mateus. Mais um discípulo teu. Na tentativa da nossa filha, um filho-anjo, caído do Paraíso, e amparado por teus braços dadivosos: o temporão Lucas Francisco. Puro, santo, milagroso e bom.

Hoje, neste maio em que me encontro distante, as palavras revelam-se impotentes para declarar a ti, querida, o meu amor, a minha profunda paixão.

Uma coisa eu sempre tenho certeza: onde eu estiver, como eu estiver, com quem estiver... tu estará comigo. A zelar por meus passos, a me cobrir com a tua graça, a me banhar com as tuas preces, Biscuí.

Em dezembro próximo, comemoraremos as nossas Bodas de Prata. Vinte e cinco anos de comunhão carnal e espiritual. Se me arrependi?!... Ninguém, amada minha, se arrepende do prêmio venturoso do amor e da paixão.

Eu te amo, Biscuí. Eu te amo.

 

DICAS GRAMATICAIS

benjamimlinhares2@hotmail.com

DICAS ALEATÓRIAS

Observemos bem estas frases para indicarmos a correta, vale salientar que as duas são muito parecidas: “Apesar de a janela estar aberta, continuo com calor.” “Apesar da janela estar aberta, continuo com calor.” A construção correta, neste caso, é a primeira.  Quando a seguir à preposição “de” se encontra uma forma verbal no infinitivo, não se contrai a preposição com o artigo, ou seja, o “de” e o “a” mantém-se independentes.

Assim, a forma correta é: “Apesar de a janela estar aberta, continuo com calor.” Mas se não houver um verbo no infinitivo, já se pode fazer a contração, ou seja, o “de” junta-se ao “a”.

Exemplo: “Apesar da aragem que vem da janela, continuo com calor.”

“Apresentar-se-à ou apresentar-se-á”. A forma correta da acentuação do a é com acento agudo (á). Em primeiro lugar, temos de ter consciência de que o acento grave na nossa língua só surge em 7 palavras, vejamos:  à (contracção de a + a), às (a + as), àquele (a + aquele), àquela (a + aquela), àquelas (a + aquelas), àqueles (a + aqueles), àquilo (a + aquilo).  Segundo os gramáticos, a forma apresentar-se-á é a conjugação pronominal reflexa, no futuro do indicativo, do verbo apresentar. Simplificando, apenas adicionamos o pronome se ao verbo, separando o radical da terminação. Então vejamos:  * apresentará = apresentar + á  - * apresentar-se-á = apresentar+se+á.  O mesmo acontece com outros pronomes: * apresentar-lhe-á  - *dirigir-se-á - *dar-lhe-ás.

DICAS

Em que situações devemos colocar o pronome antes do verbo? Vejamos alguns exemplos de colocação errada do pronome:

a) Ele não disse-me nada. b) Quem disse-te isso? c) Que tudo corra-te bem!  d) Quando ontem deitei-me, ouvi barulho na rua. e) Ambos sentiam-se felizes. Segundo a Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra, entre outras situações, devemos colocar o pronome antes do verbo quando: a) nas orações há uma palavra negativa (não, nunca, jamais, ninguém, nada, etc.) e entre ela e o verbo não há vírgula. Assim, devemos dizer e escrever: - Ele não me disse nada. - Nunca me tinha apercebido disso. - Ninguém me avisou. b) nas orações iniciadas com pronomes e advérbios interrogativos. - Quem te disse isso? c) nas orações iniciadas por palavras exclamativas, bem como nas orações que exprimem desejo. - Que tudo te corra bem! - Bons olhos o vejam! d) Nas orações subordinadas desenvolvidas. - Quando ontem me deitei, ouvi barulho na rua. e) quando o sujeito da oração, anteposto ao verbo, contém o numeral ambos ou algum dos pronomes indefinidos (todo, tudo, alguém, outro, qualquer, etc.) - Ambos se sentiam felizes.

- Que nome se dá a uma mulher que dirige uma embaixada?

 Embaixadora é a palavra que se institucionalizou para designar a mulher que ocupa o mais alto cargo diplomático de representação de um Estado noutro, chefiando uma embaixada. Alguns podem até questionar: - Mas o feminino de embaixador não é embaixatriz? Sim, embaixatriz é o feminino de embaixador, mas embaixadora também é aceito como tal. A razão deste "duplo" feminino prende-se com questões relacionadas com a tradição.

Antigamente só os homens é que ocupavam o cargo de chefia de uma embaixada. Frequentemente, os embaixadores deslocavam-se com as suas famílias, em especial com as esposas a certos eventos. Passou-se então a chamar à esposa do embaixador, embaixatriz. Mas os tempos mudaram e o cargo já pode também ser ocupado por mulheres. Para se diferenciarem das tradicionais embaixatrizes, esposas dos embaixadores, surgiu o termo embaixadoras. Assim, hoje a palavra embaixador tem um duplo feminino e, assim chamamos: "Embaixatriz, à esposa do embaixador. "Embaixadora, à mulher responsável pela chefia de uma embaixada.

RAPIDINHAS

* A apresentação de um documento biográfico identificativo das formações acadêmicas e profissionais, bem como da experiência, é hoje indispensável para se conseguir um emprego. Mas que nome se deve dar a este documento? Curriculum Vitae, Currículo, Curriculo.  Curriculum Vitae é a expressão latina que se vulgarizou e universalizou. Pode ser utilizada tal como a portuguesa "Currículo". O que não se deve é usar uma mistura das duas línguas. "Currículo Vitae" é uma expressão errada. Assim, pode dizer e escrever: - Curriculum Vitae - Currículo.

* “A camisola custou-me vinte e um euros.” Deveria ser “vinte e um euro”? Não, a frase está correcta. Os numerais compostos de dezena, centena ou milhar mais um vão para o plural. Repare-se que se trata de um número plural. Para se colocar o nome no singular só numa estrutura deste tipo: “A camisola custou-me vinte euros mais um.” Assim, diga: - Ela fez trinta e um anos. - Ele sugeriu mil e uma ideias.

* “Gosto dos fins de tarde e de disfrutar do pôr-do-sol.” Esta frase está correcta? Não. A forma correcta é “desfrutar” que significa “apreciar”, “usufruir”. “Disfrutar” não existe. Por isso, devemos escrever: “Gosto dos fins de tarde e de desfrutar do pôr-do-sol.”

* “O meu pedido de subsídio ainda não foi...” Deferido ou diferido? Confirme a sua opção: - Deferir significa “aprovar”, “conceder”, “outorgar”. - Diferir é sinônimo de “ser diferente, divergir”; “adiar”. Assim, a melhor opção para completar a frase é “deferido”: - O meu pedido de subsídio ainda não foi deferido (= ainda não foi aprovado). Vejamos mais alguns exemplos: “Podes ficar descansado, o director vai deferir o teu requerimento.” “Apesar de gêmeos, eles diferem muito um do outro.” “Felizmente a data de entrega do trabalho foi diferida. Assim já o poderei concluir a tempo”.

* “Os alunos têm melhorado bastante nesses últimos meses.” “Ela tem cabelos compridos.”  A diferença entre tem e têm é simples: o primeiro se usa no singular e o segundo no plural.  

 

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