|
ANTROPOFAGIA
ou INCESTO?
No íntimo do meu eu,
ainda ecoam as palavras proferidas em discurso ao público,
na praça Gentil Ferreira, a praça do relógio, no bairro
do Alecrim, em Natal, no ano de 1977. Naquela época,
o palanque era dividido com ninguém menos do que Odilon
Ribeiro Coutinho, o pernambucano Marcos Freire e tantos
outros reconhecidos e consagrados oradores que encantavam
criaturas de todas as cores, idades e crenças.
O que dizer de alguém
com a retórica de Dix-huit Rosado? Como não reconhecer
um Geraldo José de Melo empunhando um microfone e "tornando
verdade uma mentira universal"? Como esquecer um
Aluísio Alves? Como não admirar o orador José Agripino
Maia levando uma platéia à persuasão absoluta?
Caríssimo leitor, a
minha irrestrita admiração pelo último chegou ao ponto
máximo quando, agora, percebi que ele também sabe qual
a hora de calar. Quando é capaz de ser humilde, pensar
e concluir: "Fiz uma grande bobagem, vou pôr 'minha
viola no saco' e, sem que percebam, só ouvirei, entalado,
engasgado, perplexo, hirto,..." Parabéns Senador!
O prazer que eu sinto
em discriminar esses magníficos e eloqüentes senhores
é semelhante à tristeza, à melancolia, ao desalento
com o qual constato estar lendo uma manchete ou um texto
produzido por quem não é digno de ser rotulado como
repórter no jornal O Mossoroense ou em qualquer outra
empresa do ramo.
A edição da sexta-feira,
9 de maio, em seu caderno Cotidiano, na página 3, em
matéria intitulada DICA e produzida, não sei por qual
MENTECAPTO, ou a que espécie de ASNO o mesmo pertence,
foi assim manchetada: "Preparar um cardápio ou
LEVAR SUA MÃE PARA COMER FORA são boas alternativas
para comemorar o dia delas".
Não creio que a segunda
seja uma boa idéia, senhor editor. Se a palavra "COMER"
estiver emprega em sentido próprio, o jornal estará
sugerindo uma relação ANTROPOFÁGICA, CANIBAL,... e isso
nem os índios MONXORÓS o eram; se, porém, houve a intenção
de usar a palavra "COMER" no aspecto conotativo,
figurado, haverá então uma relação INCESTUOSA e o senhor
repórter, o responsável pelo texto, é um MOLEQUE, um
SAFADO e deve, por isso, ser demitido sumariamente,
pois esse tipo de discurso envergonha o ambiente outrora
ocupado por Dorian Jorge Freire.
Como o dia consagrado
- pelo comércio - às mães, foi o domingo passado, espero
que o senhor haja presenteado - e assim continue em
todos os dias do ano - a sua maravilhosa genitora com
uma bela refeição preparada ou paga pelo senhor, mas
a altura do amor e do carinho que uma mãe merece. Desejo
que o autor dessa manchete-matéria se dê conta e reconheça
a bobagem produzida seguindo o exemplo do senador acima
referido.
------------.x.x.x------------
Quando o núcleo do
sujeito de uma oração for uma palavra finalizada em
"S", o verbo deverá ser empregado no singular,
normalmente. Como exemplos, veja: "Estados Unidos
é uma grande potência.", "Alagoas é um estado
brasileiro.", "Flores não recebe acento gráfico.",...
. Se, porém, essa tal palavra estiver antecedida de
artigo no plural, o verbo deverá concordar com esse
artigo, deverá ser empregado no plural. Assim, "Os
Estados Unidos são uma grande potência.", "As
Alagoas são um estado brasileiro.", "As flores
não recebem acento gráfico.",...
Para que não digam
que só, e somente só critico condenando, quero parabenizar
o editor geral que na edição de 3 de abril, na capa
do caderno principal e na matéria desenvolvida na página
2 do caderno Cotidiano, assim se expressou: "CORREIOS
DECIDE HOJE SE CONTINUA GREVE.". Parsabéns, Ana
Paula Cadengue, pelo visto, a maternidade só lhe fez
bem.
------------.x.x.x------------
A queridíssima Mayara
Amorim - Oh, coisa linda! - até que se distanciou um
pouco de nossa coluna, mas decidiu retornar e o fez
com veemência, com muita força de vontade, decidida
a receber uma aula de "rererecuperação" em
um assunto específico: a diferença entre:
FURTAR verbo transitivo
direto e bitransitivo que significa apossar-se de (coisa
alheia); Ex.: <furtaram todo o dinheiro do cofre.
Quando criança, furtava ao vizinho suas melhores laranjas.Intransitivo
- Agir como ou ser ladrão lesando a vítima, se que ela
perceba. Bitransitivo - Fazer passar como seu (idéia,
trabalho ou obra de outrem). Ex.: o mestre furtou a
pesquisa de seu orientando. Transitivo direto. Fazer
(algo) passar por verdadeiro; falsificar, contrafazer.
Ex.: Furtou uma assinatura. Intransitivo. Fazer manobras
ardilosas para vencer no jogo; trapacear. Transitivo
direto, bitransitivo e pronominal -Esquivar-se, livrar-se
de (algo) desagradável; desviar(-se); fugir, evitar.
Ex.: Com destreza, furtou o corpo (ao golpe fatal).
Modestamente, furtava-se aos consagradores elogios.
Pronominal. Deixar de fazer ou cumprir; fugir à responsabilidade;
escapar-se. Ex.: jamais me furtei ao trabalho. Bitransitivo.
Tirar (o direito, a vantagem, o valor etc.) de; negar.
Ex.: o juiz furtou-lhe a visita semanal aos filhos.
ROUBAR - Verbo de regência
múltipla. Termo jurídico. É apropriar-se de (bem alheio),
MEDIANTE VIOLÊNCIA OU AMEAÇA. Retirar (alguém) de lugar,
família, grupo etc.) de modo violento ou enganoso; raptar.
Privar (alguém, algo) de (posses, valores); despojar,
destituir. Realizar saque em (cidade, região, centro
comercial etc.); pilhar. Bitransitivo. Pôr (alguém)
a salvo de; livrar, salvar. Ex.: Os paramédicos roubaram-no
da morte. Roubar o músico do assédio dos jornalistas.
Esta carona roubou as crianças de uma longa caminhada.
ASSALTAR - Tomar algo
de alguém utilizando-se uma arma. É, portanto, redundante,
pronunciar-ser dizendo ASSALTO À MÃO ARMADA. A palavra
assalto, por si só já anuncia a arma para intimidar.
Resumindo e em palavras
simples: o furto acontece quando alguém leva de alguém
algo e aquela criatura não percebe o ocorrido no momento;
o roubo, quando para subtrair algo de alguém, este sofre
uma violência física e, por fim, o assalto acontece
quando o evento se dá à mão armada, quando o agressor
faz uso de uma arma.
Na edição de quinta-feira,
24 de abril, nosso editor de polícia produziu ao longo
da página três manchetes e matérias e me deixou sem
saber - na verdade - o que ocorreu. Espero que, ao ler
nosso comentário, todos se encontrem e localizem as
verdades dos fatos. Observem as manchetes: "DUPLA
ARMADA DE REVÓLVER ROUBA R$ 6 MIL DA AGÊNCIA DOS CORREIOS
DE BARAÚNA" . Essa dupla não teria assaltado? Em
seguida: Agências sofrem com constantes ROUBOS e FURTOS
por falta de segurança." - Agora tudo está indefinido,
mesmo. E por fim: "Quadrilha toma de assalto uma
caminhonete F - 250 em Serra do Mel." Faltam detalhes
para uma melhor conclusão, diante do exposto.
Não mais voltarei ao
assunto. Se não recuperar, virá a reprovação, sem dúvida.
Um forte abraço a todos
e
Uma lindíssima semana
a NÓS.
|