Mossoró-RN, domingo 26 outubro de 2008

 

ANTROPOFAGIA ou INCESTO?

No íntimo do meu eu, ainda ecoam as palavras proferidas em discurso ao público, na praça Gentil Ferreira, a praça do relógio, no bairro do Alecrim, em Natal, no ano de 1977. Naquela época, o palanque era dividido com ninguém menos do que Odilon Ribeiro Coutinho, o pernambucano Marcos Freire e tantos outros reconhecidos e consagrados oradores que encantavam criaturas de todas as cores, idades e crenças.

O que dizer de alguém com a retórica de Dix-huit Rosado? Como não reconhecer um Geraldo José de Melo empunhando um microfone e "tornando verdade uma mentira universal"? Como esquecer um Aluísio Alves? Como não admirar o orador José Agripino Maia levando uma platéia à persuasão absoluta?

Caríssimo leitor, a minha irrestrita admiração pelo último chegou ao ponto máximo quando, agora, percebi que ele também sabe qual a hora de calar. Quando é capaz de ser humilde, pensar e concluir: "Fiz uma grande bobagem, vou pôr 'minha viola no saco' e, sem que percebam, só ouvirei, entalado, engasgado, perplexo, hirto,..." Parabéns Senador!

O prazer que eu sinto em discriminar esses magníficos e eloqüentes senhores é semelhante à tristeza, à melancolia, ao desalento com o qual constato estar lendo uma manchete ou um texto produzido por quem não é digno de ser rotulado como repórter no jornal O Mossoroense ou em qualquer outra empresa do ramo.

A edição da sexta-feira, 9 de maio, em seu caderno Cotidiano, na página 3, em matéria intitulada DICA e produzida, não sei por qual MENTECAPTO, ou a que espécie de ASNO o mesmo pertence, foi assim manchetada: "Preparar um cardápio ou LEVAR SUA MÃE PARA COMER FORA são boas alternativas para comemorar o dia delas".

Não creio que a segunda seja uma boa idéia, senhor editor. Se a palavra "COMER" estiver emprega em sentido próprio, o jornal estará sugerindo uma relação ANTROPOFÁGICA, CANIBAL,... e isso nem os índios MONXORÓS o eram; se, porém, houve a intenção de usar a palavra "COMER" no aspecto conotativo, figurado, haverá então uma relação INCESTUOSA e o senhor repórter, o responsável pelo texto, é um MOLEQUE, um SAFADO e deve, por isso, ser demitido sumariamente, pois esse tipo de discurso envergonha o ambiente outrora ocupado por Dorian Jorge Freire.

Como o dia consagrado - pelo comércio - às mães, foi o domingo passado, espero que o senhor haja presenteado - e assim continue em todos os dias do ano - a sua maravilhosa genitora com uma bela refeição preparada ou paga pelo senhor, mas a altura do amor e do carinho que uma mãe merece. Desejo que o autor dessa manchete-matéria se dê conta e reconheça a bobagem produzida seguindo o exemplo do senador acima referido.

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Quando o núcleo do sujeito de uma oração for uma palavra finalizada em "S", o verbo deverá ser empregado no singular, normalmente. Como exemplos, veja: "Estados Unidos é uma grande potência.", "Alagoas é um estado brasileiro.", "Flores não recebe acento gráfico.",... . Se, porém, essa tal palavra estiver antecedida de artigo no plural, o verbo deverá concordar com esse artigo, deverá ser empregado no plural. Assim, "Os Estados Unidos são uma grande potência.", "As Alagoas são um estado brasileiro.", "As flores não recebem acento gráfico.",...

Para que não digam que só, e somente só critico condenando, quero parabenizar o editor geral que na edição de 3 de abril, na capa do caderno principal e na matéria desenvolvida na página 2 do caderno Cotidiano, assim se expressou: "CORREIOS DECIDE HOJE SE CONTINUA GREVE.". Parsabéns, Ana Paula Cadengue, pelo visto, a maternidade só lhe fez bem.

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A queridíssima Mayara Amorim - Oh, coisa linda! - até que se distanciou um pouco de nossa coluna, mas decidiu retornar e o fez com veemência, com muita força de vontade, decidida a receber uma aula de "rererecuperação" em um assunto específico: a diferença entre:

FURTAR verbo transitivo direto e bitransitivo que significa apossar-se de (coisa alheia); Ex.: <furtaram todo o dinheiro do cofre. Quando criança, furtava ao vizinho suas melhores laranjas.Intransitivo - Agir como ou ser ladrão lesando a vítima, se que ela perceba. Bitransitivo - Fazer passar como seu (idéia, trabalho ou obra de outrem). Ex.: o mestre furtou a pesquisa de seu orientando. Transitivo direto. Fazer (algo) passar por verdadeiro; falsificar, contrafazer. Ex.: Furtou uma assinatura. Intransitivo. Fazer manobras ardilosas para vencer no jogo; trapacear.  Transitivo direto, bitransitivo e pronominal -Esquivar-se, livrar-se de (algo) desagradável; desviar(-se); fugir, evitar. Ex.: Com destreza, furtou o corpo (ao golpe fatal). Modestamente, furtava-se aos consagradores elogios. Pronominal. Deixar de fazer ou cumprir; fugir à responsabilidade; escapar-se. Ex.: jamais me furtei ao trabalho. Bitransitivo. Tirar (o direito, a vantagem, o valor etc.) de; negar. Ex.: o juiz furtou-lhe a visita semanal aos filhos.

ROUBAR - Verbo de regência múltipla. Termo jurídico. É apropriar-se de (bem alheio), MEDIANTE VIOLÊNCIA OU AMEAÇA. Retirar (alguém) de lugar, família, grupo etc.) de modo violento ou enganoso; raptar. Privar (alguém, algo) de (posses, valores); despojar, destituir. Realizar saque em (cidade, região, centro comercial etc.); pilhar. Bitransitivo. Pôr (alguém) a salvo de; livrar, salvar. Ex.: Os paramédicos roubaram-no da morte. Roubar o músico do assédio dos jornalistas. Esta carona roubou as crianças de uma longa caminhada.

ASSALTAR - Tomar algo de alguém utilizando-se uma arma. É, portanto, redundante, pronunciar-ser dizendo ASSALTO À MÃO ARMADA. A palavra assalto, por si só já anuncia a arma para intimidar.

Resumindo e em palavras simples: o furto acontece quando alguém leva de alguém algo e aquela criatura não percebe o ocorrido no momento; o roubo, quando para subtrair algo de alguém, este sofre uma violência física e, por fim, o assalto acontece quando o evento se dá à mão armada, quando o agressor faz uso de uma arma.

Na edição de quinta-feira, 24 de abril, nosso editor de polícia produziu ao longo da página três manchetes e matérias e me deixou sem saber - na verdade - o que ocorreu. Espero que, ao ler nosso comentário, todos se encontrem e localizem as verdades dos fatos. Observem as manchetes: "DUPLA ARMADA DE REVÓLVER ROUBA R$ 6 MIL DA AGÊNCIA DOS CORREIOS DE BARAÚNA" . Essa dupla não teria assaltado? Em seguida: Agências sofrem com constantes ROUBOS e FURTOS por falta de segurança." - Agora tudo está indefinido, mesmo. E por fim: "Quadrilha toma de assalto uma caminhonete F - 250 em Serra do Mel." Faltam detalhes para uma melhor conclusão, diante do exposto.

Não mais voltarei ao assunto. Se não recuperar, virá a reprovação, sem dúvida.

Um forte abraço a todos e

Uma lindíssima semana a NÓS.

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