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Cartazes e outdoors prejudicam qualidade de vida e estética da cidade

 

O crescimento urbano e a expansão do mercado publicitário de Mossoró estão gerando uma problemática corriqueira das grandes cidades - a poluição visual.

É comum encontrar cartazes, outdoors e faixas de publicidade espalhados em muros e locais públicos, como pontes e prédios. Todo esse material informativo provoca a poluição visual, que constitui em dano ao meio ambiente, à medida que o excesso de publicidade, seja ela legal ou não, as pichações, o lixo nas ruas, o emaranhado de fios e outros aspectos afetam as condições estéticas, a qualidade de vida e até a acessibilidade da população.

Em Mossoró, promotores de eventos contratam pessoas para fixar seus anúncios nas paredes do Centro, em canteiros e cruzamentos movimentados da cidade. Uma prática trivial que persiste no município.

Assim, placas de publicidades tomam conta de calçadas, praças e canteiros, dificultando a acessibilidade das pessoas e, principalmente, os deficientes físicos e visuais.

 "Os donos de lojas colocam essas placas nas calçadas, isso atrapalha a passagem dos pedestres e pode até provocar acidentes com idosos e deficientes", revela a recepcionista Adriana Araújo. Já a vendedora Karina Melo acha outro problema que o excesso de publicidade gera. "É muito prejudicial para o município. Por onde passamos eles [materiais de propaganda]  estão espalhados por todo canto, poluindo e deixando a cidade com um aspecto de suja", conta. E diz mais: "Deveria haver uma fiscalização maior para esse tipo de publicidade, talvez assim pudesse conter o avanço dessa poluição na cidade".

Segundo Kátia Pinto, secretária de Desenvolvimento Territorial e Ambiental, para tentar conter esse avanço da poluição visual em Mossoró, o gerente de Serviços Urbanos, Alex Moacir, está criando uma minuta para regulamentação da publicidade e, através dessa lei, conter e minimizar a poluição visual da cidade.

"Esse tipo de publicidade prejudica as pessoas, pois ocupa canteiros, praças e calçadas. Nos últimos anos, percebemos que cresceu muito o número de outdoors na cidade. Mas as faixas diminuíram bastante, devido ao trabalho das equipes da Prefeitura que retiram de locais indevidos esse tipo de publicidade", explica Kátia Pinto.

A poluição visual se encaixa como a degradação da qualidade ambiental, resultante de atividades que direta ou indiretamente afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente.  Para conter esse problema, algumas cidades tomaram algumas providências. Em Natal, por exemplo, existe o Projeto Publicidade Legal, que regula a propaganda externa em vários suportes, como bicicletas, ônibus e caminhões. A Semurb, órgão que rege a fiscalização desse tipo de serviço, determinou a proibição do uso de outdoors em áreas públicas. Já nos locais permitidos, a secretaria propõe a permissão de três outdoors em um terreno médio de 15 metros. Em áreas maiores, eles podem ficar agrupados em três. O projeto está obtendo bons resultados no controle da poluição visual e pode ser usado como exemplo para outros municípios.  

 

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