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Dados da Câmara de Dirigentes Lojistas
(CDL) de Mossoró revelam que, desde 2003, mais de 15
mil mossoroenses já estão incluídos na lista do Sistema
de Proteção ao Crédito (SPC), o que significa cerca
de 5% da população local, mostrando que a tendência
de queda da inadimplência, esperada pelos diretores
da CDL e pelos comerciantes da cidade, não aconteceu.
Normalmente, os meses de novembro e dezembro são conhecidos
no comércio mossoroense como o período de recuperação
de crédito e de exclusão de nomes do SPC.
Crédito fácil, descontrole financeiro,
vantagem de empréstimos e compras em longo parcelamento
são motivos que levaram as pessoas a se endividar. Sem
educação financeira e disciplina, a maioria encontra
dificuldade para sair dessa teia.
"O trabalhador ainda não se acostumou
a olhar o preço do dinheiro. É isso que explica, em
parte, o aumento do endividamento, mesmo com juros mais
altos. Se a prestação cabe no orçamento, ele faz a dívida.
O problema é chegar a hora em que não se consegue mais
pagar", avalia o presidente da CDL de Mossoró,
Alexandrino Lima.
Para Alexandrino, a compra acima de
12 meses é um convite para tornar os trabalhadores inadimplentes.
A proposta da CDL é que os lojistas renegociem, acordem
parcelamento. "O índice de consumidores com o nome
no SPC é muito alto. Dessa forma, quantas mil pessoas
estão sem poder de compra? Isso é ruim para o comércio
e para os consumidores", declara. Alexandrino defende
que uma maior flexibilidade por parte de quem negocia
pode beneficiar as duas partes.
O presidente da CDL explica que os
acordos são feitos em sintonia com a condição de cada
cliente e que, geralmente, são oferecidas formas de
pagamento em várias parcelas com taxa de juros baixas,
mas sendo o pagamento mínimo sempre o valor da compra.
"Quando o cliente procura a loja e negocia sua
dívida, após pagar a primeira parcela o nome já é retirado
do SPC e ele volta a ter o nome limpo na praça",
informou o presidente.
Alexandrino destacou que é importante
garantir o pagamento completo da dívida como condição
para liberar o crédito para não criar um ciclo vicioso
de dívida, e sim ajudar a tornar o consumidor consciente
da sua responsabilidade. Ele orienta que os inadimplentes
procurem negociar suas dívidas o mais rápido possível
para garantir o crédito liberado nas compras de final
de ano.
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