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Vigilância Epidemiológica questiona MS sobre risco de surto de dengue

 

Sodré Rocha, chefe da Vigilância Epidemiológica, disse que a Prefeitura vai enviar um ofício ao Ministério da Saúde (MS) questionando as informações divulgadas na terça-feira passada pelo Ministério da Saúde, e que incluiu Mossoró entre os dez municípios com risco de epidemia de dengue.  A pesquisa do MS foi realizada em 157 municípios. Destes, 102 estão em situação de alerta. Os dados saíram do índice Liraa 2009 (Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti) e foram anunciados pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que informou também que dos dez municípios com risco de surto, quatro estão no Nordeste: Camaçari, Ilhéus e Itabuna, na Bahia, e Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Sodré disse que atualmente em Mossoró não há registro de nenhuma pessoa doente. Além disso, ele informou que de 2008 para cá houve uma queda de 80% nos casos de dengue no município. "Em 2008 tivemos mais de dois mil casos de dengue, enquanto que este ano foram 380 casos," afirmou.  "Além disso, a infestação predial também recuou em 150%," disse.

Sodré também destacou o intenso trabalho desenvolvido pelos agentes de saúde. "Mesmo com a greve dos agentes, conseguimos retirar 50 mil toneladas de pneus do ambiente, distribuímos depósitos fechados para água e telas de proteção," relatou, chamando atenção para o fato de Mossoró ter constantes problemas de abastecimento de água, o que obriga a população a fazer estoques em depósitos muitas vezes inadequados.  Tanto,  que o levantamento do Ministério apresentou também um retrato dos tipos de criadouros mais comuns em cada região. No caso, a  maioria das larvas encontradas nas regiões Norte e Nordeste estão ligadas aos ambientes de abastecimento de água. "Identificamos que 63,9% dos criadouros no Nordeste estão associados a caixas d'água, tambores, tonéis, poços", informou o ministro da Saúde, Temporão, enquanto que "no Sudeste a predominância é nos depósitos domiciliares, como vasos, pratos, ralos, lajes e piscinas, onde foram encontrados 49% de criadouros, e na Centro-Oeste predominou no lixo, com 44,6%", acrescentou.

O índice Liraa dá três tipos de resultados: encontrar o Aedes aegypti, vetor de transmissão da dengue, em até 1% das residências visitadas é considerado "satisfatório". Para o município ser enquadrado em "situação de alerta", precisa haver registros do mosquito numa proporção entre 1% e 3,9%. O "risco de surto" é considerado para aqueles em que houver presença do mosquito em mais de 4% das residências ou ambientes visitados.

 

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