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Inflação oficial cai quase pela metade em agosto, mostra IBGE 

 

A inflação no Brasil passou de 0,53% em julho para 0,28% em agosto, divulgou nesta sexta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Foi a menor taxa desde setembro do ano passado e o terceiro mês seguido de redução. Em agosto de 2007, a variação foi de 0,47%.

Os dados se referem ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), mais importante indicador de preços do país, adotado pelo governo para estabelecer suas metas anuais de inflação (a de 2008 é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos).

Mesmo com recuo, inflação ficará perto do teto, prevêem analistas

Comida e commodities mudam tendência da inflação

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Analistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam alta de 0,31%, de acordo com a mediana dos prognósticos de 30 instituições financeiras, que variaram de 0,2% a 0,36%.

Os alimentos e as bebidas, que desde o começo do ano vinham puxando a inflação para cima, desta vez apresentaram deflação.

Apesar do arrefecimento, a inflação acumulada no ano está em 4,48%, ainda bem maior que os 2,8% verificados em igual intervalo de 2007. Nos últimos 12 meses a taxa foi de 6,17%.

Das 11 regiões pesquisadas, Curitiba foi a que apresentou menor taxa em agosto: uma deflação de 0,22%. A maior foi em Belém, onde se verificou um aumento de 0,79% nos preços.

Tomate cai 37%

Os alimentos e bebidas tiveram uma deflação de 0,28% em agosto, depois de terem registrado uma alta de 1,05% em julho. O preço do tomate caiu 36,9%; um mês antes, havia subido 10,6%.

Também tiveram forte queda a batata inglesa (de 6,55% em agosto, após já ter baixado 6,4% no mês anterior) e o feijão mulatinho (diminuiu 6,46% em agosto, depois de cair 2,12% em julho).

Como no primeiro semestre a alta dos alimentos havia sido forte, a inflação desse segmento acumulada no ano ainda é alta, de 9,58%.

Gasolina tem deflação

Não foram apenas os alimentos que contribuíram para a queda da inflação. O litro da gasolina ficou 0,25% mais barato em agosto, depois de ter subido 0,59% em julho. O preço do álcool subiu em agosto (0,43%), mas a uma taxa bem menor que a de julho (1,89%).

Com isso, as tarifas dos ônibus interestaduais, que haviam saltado 8,38% em julho, caíram 0,63% em agosto. Os preços do setor de transporte como um todo ficaram praticamente estáveis em agosto, com leve alta de 0,06%, ante um avanço de 0,46% no mês anterior.

Onde está a inflação

A conta de telefone fixo foi o item que mais ajudou a puxar para cima a taxa de inflação em agosto. O serviço, que havia aumentado 0,62% em julho, subiu 2,27% no mês passado. Com isso, contribuiu com 0,08% para o IPCA total de agosto (0,28%).

A energia elétrica subiu 1,03% em agosto (contra 0,93% em julho) e também pesou na inflação de agosto. O motivo foi o reajuste de 19% na região metropolitana de Belém e de 8,63% na de São Paulo, acompanhado pelo aumento do PIS/Pasep/Cofins.

A tarifa de água e esgoto no Rio de Janeiro foi reajustada em 13% puxando uma inflação de 1,57% nesse segmento em agosto. Em julho, havia sido de 0,79%. 

 

 

 

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