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ISAURA
ROSADO
Presidindo desde 2003
a Fapern - Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande
do Norte, a educadora Isaura Rosado é uma incansável
batalhadora da divulgação e do desenvolvimento da pesquisa
e da iniciação científica no Estado, tanto a nível acadêmico,
quanto empresarial. De forma geral, o Estado ainda não
tem a cultura de pesquisa em suas empresas e dinheiro
sobra, constata diante do baixo retorno a editais como
o INOVA, um programa realizado em parceria com o Ministério
da Ciência e Tecnologia, por intermédio da Finep, e
do governo do estado. A presidenta da Fapern também
lamenta a baixa demanda ainda existente pelos programas
e bolsas de incentivo ofertados pela fundação. Nesta
entrevista ao O Mossoroense, Isaura Rosado discorre
rapidamente sobre alguns projetos e ainda anuncia o
lançamento de uma bolsa específica para jornalistas.
Larissa Newton
O Mossoroense -
Qual a importância da Fapern para o desenvolvimento
do Estado?
Isaura Rosado -
Impulsionando e incentivando a pesquisa científica e
tecnológica, sabemos que esses resultados trazem soluções,
inovações e interferência na atividade econômica, enfim,
melhora as nossas vidas.
OM - Quais
são as áreas do conhecimento que a Fapern abarca?
IR - Todas as
áreas do conhecimento. Depende das políticas de governo
estadual e federal e das linhas de fomento, afinal a
Fapern é um braço do Ministério da Ciência e Tecnologia
(MCT) e opera com recursos do CNPq, Capes, Finep e recursos
do Estado.
OM - Recentemente
foi lançado o Edital Fapern nº 015/2009 "Apoio
à melhoria do ensino nas escolas públicas do estado
do Rio Grande do Norte" - considerando a necessidade
óbvia da proposta, em que ponto se encontra esta iniciativa,
e que projetos foram aprovados? Qual foi a receptividade
deste edital? Quais as maiores carências e entraves
percebidos no setor da educação básica?
IR - Nós temos
operado em parceria com o secretario Ruy Pereira, tentando
apoiar a atividade educacional formal, na pesquisa científica
e na divulgação da ciência. Este ano, e foi uma determinação
da governadora, a professora Wilma de Faria, lançamos
dois editais, uma de feira de ciências e um para apoiar
pesquisa que tivesse o objetivo de melhorar a escola
pública. Lamentavelmente não conseguimos comprometer
todos os recursos disponíveis, a demanda foi baixíssima.
A Fapern criou também há dois anos, prêmios para incentivar
a iniciação científica nas escolas, que ainda não despertam
grande interesse. Tem sido baixa a procura, precisamos
do apoio da imprensa e de parceria para chegar mais
na sala de aula.
OM - Além de divulgar
os editais, como a imprensa poderia colaborar?
IR- Divulgando
os editais, por exemplo. Temos os recursos, mas efetivamente
a resposta das escolas é difícil. Para incentivar a
divulgação científica e tecnológica na imprensa, vamos
abrir em breve um edital onde vamos oferecer bolsas
para jornalistas nas áreas de ciência e tecnologia.
Será um processo seletivo para Mossoró e Natal, e o
objetivo é estimular essa área do conhecimento.
OM - Qual
tem sido a receptividade e o retorno ao programa INOVA,
que tem por objetivo apoiar, sob a forma de subvenção
econômica, projetos para o desenvolvimento de atividades
inovadoras de micro e pequenas empresas (MPEs)? Está
dentro da expectativa? É possível apontar as fraquezas
neste segmento a partir da receptividade e projetos
encaminhados?
IR - Essa linha
que financia a pesquisa científica na micro e pequena
empresa potiguar, já disponibilizou 8 milhões de reais,
temos resultados concretos como: O projeto desenvolvido
por um jovem inventor (mossoroense) que refere-se a
um veículo anfíbio, suspenso em um colchão de ar, denominado
de Hovercraft, que se locomove na água e na terra, capaz
de percorrer até 70 km/h. Outro projeto com resultados
expressivos é a miniadega com apoio da Fapern, pesquisa
realizada pelo professor Carlos Chesmann.
OM - Qual foi o
desempenho da Fapern em 2009?
IR - Crescemos
muito este ano, a governadora instigou durante todo
o ano a ação da Fapern, e nosso balanço é extremamente
positivo. Este ano, foram disponibilizados 18 milhões
em apoio à pesquisa e concessão de bolsas. E nas áreas
que estruturam pesquisa aqui em Mossoró está concluído
o Centro Tecnológico do Agronegócio na Ufersa onde aplicamos
mais de 3 milhões de reais e facilitamos a proximidade,
pois todos estão instalados no centro dos organismos
que trabalham com agricultura tropical.
OM- A senhora poderia
apontar as áreas que mais tem lacunas e demandam de
mais pesquisas relevantes para o RN?
IR - De modo
geral em toda parte econômica do Estado. Toda atividade
econômica precisa ser respaldado da pesquisa científica.
Por exemplo, em Mossoró a agroindústria da fruticultura
teve o respaldo das pesquisas científicas realizadas
na Ufersa.
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