|
O
RETORNO DO APÓSTOLO CHICO XAVIER
No dia 30 de junho
de 2002, por volta das 19h30, desencarnou aos 92 anos
de idade o médium Francisco Cândido Xavier, em meio
às vibrações de alegria do povo brasileiro pela conquista
da Copa do Mundo de futebol. Segundo informações de
pessoas próximas a ele, como de costume, nesse dia acordou
cedo, fez suas orações e se alimentou normalmente. Pediu
para fazer a barba. Seu enfermeiro respondeu que o barbeiro
estava impossibilitado de fazê-la naquele dia; só no
dia seguinte. Chico então retrucou que não adiantaria
mais, pois já seria tarde. No dia anterior, apesar de
toda a debilidade orgânica, fez questão de ir à distribuição
de alimentos no bairro denominado Cidade Ozanan. Estava
de semblante sereno e feliz. Já na tardinha do domingo,
pediu para tomar banho e vestir-se devidamente. Jantou
e foi depois conduzido ao leito, onde permaneceu sereno,
motivo para que os presentes se afastassem um pouco,
exceto seu médico, o dr. Eurípedes Tahan. Colocou-se
de mãos postas, erguidas para o alto, em evidente atitude
de oração. Minutos depois, baixando os braços, cruzou-os
sobre o peito e asserenou de vez. Relatou, de público,
aquele dedicado clínico que Chico, nos momentos de sua
transição, não apresentou o mínimo sinal de sofrimento,
nenhum gesto que denunciasse sequer desconforto ou descontentamento.
Era seu desejo, partir num dia em que todos os brasileiros
estivessem felizes. E assim aconteceu.
Transcorridos seis
anos do retorno de nosso querido Chico à Pátria Espiritual,
revendo matérias da época, detenho-me à página psicografada
pelo médium Divaldo Franco ditada pelo Espírito Joanna
de Angelis em 2 de julho de 2002 (publicada na revista
O Reformador), na qual a benfeitora nos recorda que
"orfandade, perseguições rudes na infância,
solidão e amargura estabeleceram o cerco que lhe poderia
ter dificultado o avanço, porém as providências superiores
auxiliaram-no a vencer esses desafios mais rudes e a
crescer interiormente no rumo do objetivo de iluminação.
Experimentou abandono e descrédito, necessidades de
toda ordem, tentações incontáveis que lhe rondaram os
passos ameaçando-lhe a integridade moral, mas não cedeu
ao dinheiro, ao sexo, às projeções enganosas da sociedade,
nem aos sentimentos vis. ...E ao desencarnar, suave
e docemente, permitindo que o corpo se aquietasse, ascendeu
nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus, que
o acolheu com a Sua bondade, asseverando-lhe: - Descansa,
por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas
da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino
dos Céus."
Um homem chamado amor!
É a forma que comumente utilizamos para descrever
Chico Xavier, que tão bem soube praticar os ensinamentos
de Jesus, sempre encontrando satisfação nos benefícios
que espalhou, nas lágrimas que enxugou, no bem que sempre
fez sem nada esperar em troca.
|