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ACONTECEU
NO CARNAVAL
País afora, a educação,
a saúde e a segurança pedem socorro aos responsáveis
por seu bom funcionamento. Enquanto isso, milhões são
gastos no falso reinado de Momo. A justificativa já
está ultrapassada e é sempre a mesma: geração de emprego
e renda. Esquecem-se seus defensores de todos os males
visíveis e invisíveis que o Carnaval proporciona, como
veremos a seguir na história relatada pelo espírito
Manoel Philomeno de Miranda, através da psicografia
do médium espírita Divaldo Franco(Nas Fronteiras da
Loucura - Ed. Leal).
A jovem Ermance, de
organização física frágil, aos 18 anos de idade era
de uma beleza enternecedora. Educada em rígidos princípios
religiosos, sempre soube preservar-se com dignidade,
morando em zona suburbana no Rio de Janeiro. Concordando
com insistentes convites de amigos, resolveu observar
o Carnaval e passear, sem se dar conta dos perigos a
que se expunha nesse tipo de festa. Sua turma, alegre
e comunicativa, não passou despercebida por parte de
rapazes de conduta viciosa e mal-intencionada. Eles
se infiltraram no grupo e conseguiram participar do
programa inocente que animavam. Habilmente convencida
por astucioso aproveitador, permitiu-se caminhar um
pouco em animada conversa. Recebia propostas sedutoras,
quando o rapaz convidou-a a descansar na casa de uma
pessoa amiga, próxima à avenida. Mesmo relutando, o
conquistador convenceu-a utilizando doces argumentos.
Não era um local dos mais saudáveis. Lá chegando, Ermance
se deu conta da cilada em que caíra. Não teve resistência
para lutar com o ágil e perverso subjugador. Foi tomada
pelo medo, a respiração se fez difícil e a alta carga
de tensão produziu-lhe um choque fatal. O leviano criminoso
nada mais era do que um aliciador de jovens para o comércio
do sexo, em combinação com a dona do bordel. Aplicou-lhe
um lenço umedecido com clorofórmio, cuja dose forte
gerou-lhe uma parada cardíaca. Percebendo o falecimento
da jovem, os corruptores resolveram esperar a diminuição
do movimento para largar seu corpo em algum matagal.
Como não sabemos o
que fomos ou o que trazemos do passado, é importante
nos cercarmos de cuidados. Informa-nos Philomento que
Ermance era portadora de deficiência cardíaca, resultado
de desajuste provocado em outra existência. Havia atirado
contra o próprio peito. Com isso, lesionada a estrutura
do perispírito (vestimenta do espírito), a marca foi
impressa no corpo físico dotando-a de um coração frágil.
Não fazemos nenhum
tipo de censura aos defensores da festa nem a quem dela
participa. Fica o alerta da espiritualidade que moléstias
graves se instalam em oportunidades dessas; comportamentos
morais se alteram sob a precipitação dos apetites sem
medida; distúrbios afetivos surgem; desequilíbrios financeiros
também. Ação meritória seria transformar todas as verbas
públicas consumidas no falso reinado, em assistência
social aos necessitados.
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