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INDÚSTRIA
APOIA PROPOSTA DE MANTEGA DE BLINDAR A ECONOMIA NAS
ELEIÇÕES
O presidente da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto,
classificou como "muito positiva" a proposta
do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de um pacto com
o empresariado para blindar a economia contra riscos
de instabilidade neste ano eleitoral.
"A economia brasileira
não pode ser contaminada por tentações próprias do ano
eleitoral, como expansão imoderada de gastos e iniciativas
demagógicas na área trabalhista, como a redução por
imposição legal da jornada de trabalho. A sociedade
tem de estar vigilante para que não haja retrocessos.
É preciso que o futuro governo receba o país nas melhores
condições possíveis", destacou Monteiro Neto, em
entrevista à imprensa.
No discurso com que
abriu o seminário Redindústria - esta semana em Brasília
- que irá selecionar os projetos em tramitação no Congresso
de interesse da indústria que integrarão a Agenda Legislativa
da Indústria 2010, o presidente da CNI reforçou
a necessidade de se manter o equilíbrio fiscal no ano
das eleições.
"É preciso que
permaneçamos atentos, num ano eleitoral como este, para
que o país não venha a desviar-se dos trilhos da responsabilidade
fiscal. É fundamental que não se agravem ainda mais
os custos de manutenção da máquina pública e o aumento
dos gastos públicos correntes, em detrimento da redução
dos juros ou do aumento dos recursos para investimentos
em infraestrutura ou melhoria do sistema de ensino",
assinalou.
Na presença dos deputados
Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) e Cláudio Vignatti
(PT-SC) e do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que
participariam de debate no seminário, Monteiro Neto
alertou que o fato do Brasil ter atravessado a crise
econômica sem graves consequências não pode criar a
ilusão de que não persistem problemas a superar.
Ele enumerou a valorização
do real, que, embora atenuada, fez a indústria de alta
e média agregação tecnológica perder espaço para as
commodities nas exportações, e a manutenção de
elevados "custos sistêmicos" que retiram competitividade
do produto brasileiro.
FINANCIAMENTO
Os financiamentos do
Banco do Nordeste para a região Oeste do Rio Grande
do Norte cresceram 33% em 2009 e superaram a marca dos
R$ 170 milhões. Em todo o Estado, a instituição superou
o indicador histórico de R$ 1,1 bilhão.
FINANCIAMENTO 2
De acordo com os dados
do Banco Central o BNB responde por 68,7% dos financiamentos
de longo prazo concedidos no estado - excluídos os recursos
destinados ao crédito imobiliário. Observando o crédito
ao segmento rural, a participação do Banco do Nordeste
é superior a 80%, conforme o Sisbacen.
BALANÇO
O balanço dos três
anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
divulgado esta semana revela que 40,3% das ações previstas
já foram concluídas. Isso representa um volume financeiro
de R$ 256,9 bilhões.
OBRAS
As obras do PAC preveem
aplicação de R$ 638 bilhões até o fim deste ano. Os
números detalhados referem-se a R$ 118,7 bilhões nos
setores de logística, energia, social e urbano e outros
R$ 138,2 bilhões em habitação e saneamento.
SETORES
No setor de logística,
os investimentos chegaram a R$ 40,5 bilhões referentes
a 4.916 quilômetros de rodovias, financiamentos de 218
embarcações e dois estaleiros da Marinha Mercante, oito
empreendimentos em sete aeroportos, quatro empreendimentos
em portos e construção de três terminais de hidrovias.
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