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ENTENDIMENTO
DIFÍCIL
Difícil imaginar como
serão compostas as alianças políticas para o próximo
ano, embora se saiba que a senadora Rosalba Ciarlini
será a candidata do Democratas ao governo do Estado
e que terá como concorrente principal o então governador
Iberê Ferreira de Souza. Até aí, tudo bem, mas existem
complicadores de lado a lado que dificultarão os entendimentos
entre os partidos políticos. Os deputados Robinson Faria
e João Maia continuam afirmando que não abrem mão de
suas candidaturas ao governo, embora se acredite que
seja difícil a manutenção desse projeto. O mais provável
é que se componham com outra candidatura que tanto pode
ser a situacionista como a da oposição.
Situação complicada
também pode ser considerada a do PMDB. Quem poderia
imaginar num rompimento político entre o senador Garibaldi
e o deputado Henrique por conta de uma coligação com
a governadora Wilma de Faria? Garibaldi pode até ser
obrigado a subir ao palanque de Iberê, forçado pela
legislação eleitoral, mas evitará fazê-lo quando lá
estiver a governadora, então, na condição de candidata
ao Senado. Henrique está irredutível em sua posição.
Faz parte da base aliada do governo Lula e não admite
coligar com o DEM, principal partido de oposição ao
presidente da República. Ganhando a convenção, Garibaldi
será obrigado a participar do palanque ou colocar em
risco sua reeleição.
A última vez que isso
aconteceu no Rio Grande do Norte foi em 1982. O deputado
Vingt Rosado fez sua campanha isoladamente, em palanque
próprio, sem participar dos comícios da majoritária,
José Agripino para governador e de Carlos Alberto para
senador. Por conta da vinculação de votos, também estava
impedido de pedir votos para o candidato oposicionista,
Aluísio Alves. Da mesma forma, seu nome não podia ser
citado nos palanques oposicionistas e, muito menos,
nos programas eleitorais gratuitos. Por pouco não perdeu
seu mandato, garantindo sua reeleição pela apertada
maioria de 16 (dezesseis votos). Com duas candidaturas
fortes ao Senado, Wilma e Agripino, Garibaldi não poderá
repetir esse gesto de coragem.
A indefinição dificulta
a escolha do outro nome que concorrerá ao Senado. Wilma
e Garibaldi, forçosamente, estarão juntos? Ou será José
Agripino quem fará a dobradinha com Garibaldi. Somente
depois dessa definição, que dificilmente se dará antes
de maio do próximo ano é que os candidatos às eleições
proporcionais poderão ter uma ideia de como serão suas
próprias coligações partidárias. Pelo que se escuta,
Garibaldi e Henrique esticarão a corda para saber de
que lado ela cederá. Por isso é que as demais situações
assumem posição secundária. O PMDB é um partido forte
e de muita capilaridade. Dividido ou não, terá importância
fundamental no resultado final do pleito. O jeito é
ter mais um pouco de paciência.
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