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A
5ª ECONOMIA EM 2016
Crise financeira, marolinha,
preocupação com a quebradeira nos países ricos, tudo
vai ficando para trás. A oposição costuma dizer que
o mérito não é do governo Lula, pois tudo começou ainda
no governo Itamar Franco, quando o ministro Fernando
Henrique Cardoso colocou em prática o Plano Real. Por
que não dar algum mérito ao presidente Fernando Collor
de Melo, quem primeiro impulsionou a mudança das relações
econômicas com outras nações do mundo? Bem, Collor sofreu
impeachment e por conta disso não contabilizoui nenhum
mérito pelo que chegou a fazer. Itamar reclama que FHC
assumiu a paternidade do Real, mas era ele o presidente
da República.
Às vésperas de eleições,
os governos divulgam notícias positivas enquanto a oposição
procura mostrar falhas administrativas. Foi assim que
a ministra Dilma Rousseff, participando de seminário
do Financial Times, em Londres, declarou que o Brasil
vive um momento exitoso. Segundo ela, a descoberta do
pré-sal colocará o país na lista das maiores reservas
petrolíferas do mundo. Continuou a palestra enveredando
por assuntos ecológicos e defendendo que é possível
crescer em harmonia com o meio ambiente. Em 2009 o mundo
voltará a apresentar altas taxas de crescimento, graças
aos países emergentes, entre eles, a China e o Brasil.
O ex-presidente FHC,
preocupado com a divisão do PSDB entre José Serra e
Aécio Neves, voltou à cena política. Quer que a oposição
não se perca em discussões vazias e aponta sugestões
para combater o governo mais popular que o Brasil já
teve. Sugere o combate à República sindicalista e elaborar
uma oposição propositiva, o que não vem sendo conseguido
pelo PSDB nem pelo DEM. Reconhece a inexistência de
lideranças competentes, deixando espaço aberto para
o crescimento de Lula. O discurso deve mostrar que os
partidos estão cada vez mais fracos e os sindicatos
fortalecidos. Muito parecido com a estratégia que conseguiu
derrubar o presidente João Goulart.
No exterior, a imagem
do país é positiva. A expectativa é de que poderá ser
a quinta economia do mundo em 2016. O índice de satisfação
do brasileiro voltou a crescer e a candidatura presidencial
da ministra Dilma Rousseff retoma a vitalidade inicial.
O Brasil mudou em todos os aspectos. Basta verificar
o nome dos postulantes à Presidência da República. Até
mesmo os partidos mais conservadores estão se aliando
a políticos progressistas, dando a ideia de que não
haverá retorno em relação às transformações sociais
que caracteriou o atual governo. Para ser justo, começou
no governo anterior, de FHC, mas de maneira muito tímnida.
É preciso avançar mais.
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