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Meu porto seguro Luana Dyane luana_dane.cat@hotmail.com
(Governador Dix-sept Rosado/RN)
Você me faz ver o mundo De certa
forma tão maravilhoso é tão conduzido e muito
mais gostoso.
Tudo que fazes é com satisfação por
isso te digo várias vezes: eu te guardo no meu coração.
Sem ti o mundo perde a razão, tu
és e sempre será meu viver sem você eu perco meu
chão pois meus pés são você.
Sei que onde estiver poderás me
escutar. É você que me faz viver, pois você é
o meu ar.
Peço desculpas Se um dia não lhe
escutei. Sei que tive culpa, me desculpe pois
errei.
Desejo-lhe felicidade, não só hoje,
como sempre. Na realidade... Seja feliz eternamente!
A fibra do teu corpo Mário
Gerson mario.gerson@folha.com.br (Mossoró/RN)
A Madame L. A fibra do teu corpo É
meu esconderijo; O dispositivo de minha ânsia; A
chave de todo mistério. Em teu semblante de laranja, Descobri
a certeza do que há. Teus poros são minha vida; Tua
vida, o que será? Tua face de fruta é o início Do
que me prende e fascina; Do que me soma e subtrai... Não
és somente a fibra-fruta; És a doce criatura pura
- Fonte de ser que se esvai.
Uma dor só minha Meire Kaliane (Mossoró/RN)
Hoje eu estou tão triste A saudade
está me deixando em prantos Sofro com a solidão Aqui,
calada em meu canto.
Prefiro que você não saiba O quanto
estou sofrendo. Pois espero que não sofra Pelo
o que não está vendo.
Isso que estou passando Será uma
dor só minha. Que ninguém tem culpa Por isso,
devo sentir sozinha.
Só eu sei o quanto isso me dói dizer, Mas,
espero que seja feliz. E caso sinta minha falta Não
esqueça que eu ainda lhe quero Da mesma forma que
sempre quis.
Carta de despedida Renato
Dieckson renato_dieckson@hotmail.com (Gurupi/TO)
Quando o frio da morte chegar E
eu tiver que junto a noite partir, não sofras Pois
estarei bem. Estarei melhor do que aqui, junto a
ti Fazendo-nos chorar Fazendo-nos sofrer E
a sua vida a entristecer... Só peço que entenda,
não foi por querer, Não queria te fazer sofrer Só
queria te fazer feliz, te fazer sorrir, Mas não pude,
eu falhei, não te fiz feliz Pois essa felicidade
eu não possuo Pois essa felicidade não possuo, E
não posso oferecer-lhe algo que não tenho, Então
que assim seja Estaremos bem daqui pra frente Sozinhos
e felizes finalmente.
Olhar Valdeci Maia Valdivino poemadeborah@hotmail.com (Fortaleza/CE)
Do mais lindo e sagaz olhar profundo Que
mim teens provocado incensastes Mim fizeste tal qual
ao vagabundo Balbuciando num covil de nudez.
Submeto-me a tornar-me moribundo O
tornar ao passado que já fez As palavras tão suaves
mim confundo Se sou louco, enamorado outra vez.
Mendigando para mim o seu desejo De
tocar minha boca com seu beijo Na penúria de um tristonho
coração
Pra que possa me ouvir na poesia O
meu canto que decanta em nostalgia Por um preço a
perder qualquer razão.
Entre sexta e sábado Clauder
Arcanjo clauder@pedagogiadagestao.com.br (Macaé/RJ)
A sexta deixa suas pegadas de musgo, restos
de uma semana sem viço. O sábado, palhaço intruso,
nem se anuncia, certo de um fim de semana difícil. Há
no vento uma maresia dura, em estado de peçonha,
insisto. Entre sexta e sábado, enterro meus versos na
lama da noite. Pálidos, frios, quebradiços.
Saudades do Sêbado Paulo
Costa pauloeric@hotmail.com (Mossoró/RN)
Aos sábados, profundos sábados, Às
tardes, encantadoras tardes, Aos sons, às letras,
às brisas, oportunas... Ao longe a vida continuava
tapeada, distraída. Perto de mim, anti-oxidantes,
o manjá dos deuses, As artes me rodeavam conduzindo
à mim mesmo Vi coisas que entendi, ouvi coisas que
gostei, Deixara para trás metais, plásticos, conservantes
desconservadores. Me encontrava com roupas leves,
as vestes da alma As bocas proferiam riquezas que
me enchiam os olhos. Bebi de mares perfeitos, com
teores alcoólicos precisos, Fui atrevido ao violão,
inocente à frente de mestres, Não importa o que passou,
mas o que ficou. A imagem do mentor de tudo aquilo
era tranqüila, O seu lazer garantira-se por amor
à vida, Sabedor da vida pelo tempo que lhe vestia
a alma. Assistia a tudo e a todos, lambendo a criação. Por
vezes habitara seus olhos lágrimas felizes, A saudade
do Sêbado me espremeu sumos de alegrias. Alegria
de saber que aquelas portas jamais se fecharão para
o entusiasmo, As manifestações humanas encontrarão
um cais de porto seguro As melodias acharão seus
autores E a vida continuará a passar lá na BR, alucinada
e criança....
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