Mossoró-RN, domingo 16 de novembro de 2008

Meu porto seguro
Luana Dyane
luana_dane.cat@hotmail.com
(Governador Dix-sept Rosado/RN)

Você me faz ver o mundo
De certa forma tão maravilhoso
é tão conduzido
e muito mais gostoso.

Tudo que fazes
é com satisfação
por isso te digo várias vezes:
eu te guardo no meu coração.

Sem ti o mundo perde a razão,
tu és e sempre será meu viver
sem você eu perco meu chão
pois meus pés são você.

Sei que onde estiver
poderás me escutar.
É você que me faz viver,
pois você é o meu ar.

Peço desculpas
Se um dia não lhe escutei.
Sei que tive culpa,
me desculpe pois errei.

Desejo-lhe felicidade,
não só hoje, como sempre.
Na realidade...
Seja feliz eternamente!

A fibra do teu corpo
Mário Gerson
mario.gerson@folha.com.br
(Mossoró/RN)

A Madame L.
A fibra do teu corpo
É meu esconderijo;
O dispositivo de minha ânsia;
A chave de todo mistério.
Em teu semblante de laranja,
Descobri a certeza do que há.
Teus poros são minha vida;
Tua vida, o que será?
Tua face de fruta é o início
Do que me prende e fascina;
Do que me soma e subtrai...
Não és somente a fibra-fruta;
És a doce criatura pura -
Fonte de ser que se esvai.

Uma dor só minha
Meire Kaliane
(Mossoró/RN)

Hoje eu estou tão triste
A saudade está me deixando em prantos
Sofro com a solidão
Aqui, calada em meu canto.

Prefiro que você não saiba
O quanto estou sofrendo.
Pois espero que não sofra
Pelo o que não está vendo.

Isso que estou passando
Será uma dor só minha.
Que ninguém tem culpa
Por isso, devo sentir sozinha.

Só eu sei o quanto isso me dói dizer,
Mas, espero que seja feliz.
E caso sinta minha falta
Não esqueça que eu ainda lhe quero
Da mesma forma que sempre quis.

Carta de despedida
Renato Dieckson
renato_dieckson@hotmail.com
(Gurupi/TO)

Quando o frio da morte chegar
E eu tiver que junto a noite partir, não sofras
Pois estarei bem.
Estarei melhor do que aqui, junto a ti
Fazendo-nos chorar
Fazendo-nos sofrer
E a sua vida a entristecer...
Só peço que entenda, não foi por querer,
Não queria te fazer sofrer
Só queria te fazer feliz, te fazer sorrir,
Mas não pude, eu falhei, não te fiz feliz
Pois essa felicidade eu não possuo
Pois essa felicidade não possuo,
E não posso oferecer-lhe algo que não tenho,
Então que assim seja
Estaremos bem daqui pra frente
Sozinhos e felizes finalmente.

Olhar
Valdeci Maia Valdivino
poemadeborah@hotmail.com
(Fortaleza/CE)

Do mais lindo e sagaz olhar profundo
Que mim teens provocado incensastes
Mim fizeste tal qual ao vagabundo
Balbuciando num covil de nudez.

Submeto-me a tornar-me moribundo
O tornar ao passado que já fez
As palavras tão suaves mim confundo
Se sou louco, enamorado outra vez.

Mendigando para mim o seu desejo
De tocar minha boca com seu beijo
Na penúria de um tristonho coração

Pra que possa me ouvir na poesia
O meu canto que decanta em nostalgia
Por um preço a perder qualquer razão.

Entre sexta e sábado
Clauder Arcanjo
clauder@pedagogiadagestao.com.br
(Macaé/RJ)

A sexta deixa suas pegadas de musgo,
restos de uma semana sem viço.
O sábado, palhaço intruso, nem se anuncia,
certo de um fim de semana difícil.
Há no vento uma maresia dura,
em estado de peçonha, insisto.
Entre sexta e sábado, enterro meus versos
na lama da noite. Pálidos, frios, quebradiços.

Saudades do Sêbado
Paulo Costa
pauloeric@hotmail.com
(Mossoró/RN) 

Aos sábados, profundos sábados,
Às tardes, encantadoras tardes,
Aos sons, às letras, às brisas, oportunas...
Ao longe a vida continuava tapeada, distraída.
Perto de mim, anti-oxidantes, o manjá dos deuses,
As artes me rodeavam conduzindo à mim mesmo
Vi coisas que entendi, ouvi coisas que gostei,
Deixara para trás metais, plásticos, conservantes desconservadores.
Me encontrava com roupas leves, as vestes da alma
As bocas proferiam riquezas que me enchiam os olhos.
Bebi de mares perfeitos, com teores alcoólicos precisos,
Fui atrevido ao violão, inocente à frente de mestres,
Não importa o que passou, mas o que ficou.
A imagem do mentor de tudo aquilo era tranqüila,
O seu lazer garantira-se por amor à vida,
Sabedor da vida pelo tempo que lhe vestia a alma.
Assistia a tudo e a todos, lambendo a criação.
Por vezes habitara seus olhos lágrimas felizes,
A saudade do Sêbado me espremeu sumos de alegrias.
Alegria de saber que aquelas portas jamais se fecharão para o entusiasmo,
As manifestações humanas encontrarão um cais de porto seguro
As melodias acharão seus autores
E a vida continuará a passar lá na BR, alucinada e criança....

 

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