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SOU CARVÃO Luana Dyane Governador
Dix-sept Rosado
Sou carvão Sirvo ao patrão Ajudando
a acender, Devendo ceder As críticas De decisão Que
me tens a oferecer. Sou carvão Emparelhado na
escravidão Do superior Que diz construir-me Diz
tradicionar o oprimido Sem nada fazer, Estou sempre
no mesmo lugar Queimando para alimentar. Sou carvão Do
sujo, venho Da lareira, venho Vivo na petulância, Na
ignorância. Prezo aqui estou Sabendo que se sair Haverá
outro carvão Que queimará a serviço do patrão.
PALAVRAS E DESEJOS Fátima
Feitosa Pedagoga - Mossoró
Com palavras me despe em pele nua Atiça
meu querer, aguça os sentidos Me deixa navegar no
mar a luz da lua.
Traça-me seu enredo, revela segredos Encaixes
ortográficos me desenham... Preza na tua teia silábica
fogem medos.
Vens e pontuas-me com exclamações Não
fechas parênteses, abre reticências Sem ponto final
brecha pra interrogações. Entre aspas me põe maluca
de desejos A cada vírgula, mais sedução em texto... Acentua-me
grave e ganhas meus beijos.
Almas Infinitas (Paulo Costa)
Vai-se a matéria fica-se a alma Liberta
do peso da vida Cansada voltando da escola Sentindo
o gostinho do dever cumprido Levitando sobre nossas
cabeças Se compadecendo dos iniciantes Tropeçando
em miragens coloridas Sentindo um imenso fastio
Querendo um aconchego físico Com a ficha por
cair Sem saber da hora Se lembrando da folhinha
Encontrando almas infinitas como ela Mostrando
os cadernos da vida Esperando pelo "juízo"
final sentado nas estrelas Ouvindo harmonias tocadas
nos anéis de Saturno Querendo finalmente ver Deus
e se maravilhar.
Dualidade Leylyane Rafaela www.vampiravalentine.blogspot.com Mossoró
Uma lágrima caiu sobre mim E ela
me partiu em duas Partes opostas entre si Uma
do sol e uma da lua.
Uma louca e uma sã; Uma do bem
a outra do mal; Uma atéia e uma cristã; Uma emotiva
e uma racional;
Uma que ri e uma que chora; Uma
mentirosa e uma sincera. Qual das duas sou eu E
qual das duas eu era?
Pergunto-me quando acabará a dualidade, E
calo-me diante da incerteza, Desespero-me diante
da verdade, Choro diante da tristeza.
Por quê? Célia Mello (Rodolfo
Fernandes R/N) celiamelo17@hotmail.com
Por que será tão complicado viver
um amor? Tantas dores, sofrimentos, angústias, É
necessário mesmo passar por tudo isso pra ser feliz? E
a distância? Ah! a distância Essa machuca com vontade, Deixa
traços na vida que só o tempo, Pra curá-los, vivemos
sempre Insistindo nesse conto de fada, Desejando
esse tão almejado sentimento, Falo por mim, por tantos
sonhos que sonhei, Alimentados por cada gotinha de
esperança, E fico sempre me interrogando, Por
que que alguém consegue, Permanecer em um amor por
tanto tempo, Sem nem ao menos ser correspondida? Confesso
que carrego dentro de mim, Um MEDO, medo esse de
me tornar uma pessoa, Ressentida e não mais acreditar
que existe amor de verdade, E assim viver em um mundo
angustiante. Tenho um DESEJO, desejo esse de me livrar
de tudo isso, E poder olhar para trás sem nem um
ressentimento, Mas vou da tempo ao tempo, E por
enquanto vou vivendo aqui essa dura e cruel realidade.
Minutos sem você Carlos
Eduardo Poeta mossoroense
A noite cair de repente Com ela
a saudade Que tenho de você
Os minutos passam devagar O meu
lábio sente A falta de teu beijo
Nesta noite fria Quero ficar ao
teu lado Ser o teu cobertor.
Cadência Clauder Arcanjo clauder@pedagogiadagestao.com.br
Do samba, ousaria o ritmo Do batuque,
da cuíca, do repique. Do jazz, sonharia com o improviso Do
baixo, da bateria, da guitarra. Do tango, hei de
copiar a tragédia Do ritmo, do drama, em passes insanos. Mas...
minha poesia anda Sem ritmo, improviso e tragédia. Faço
versos com pouca cadência, Por teimosia, quase que
por engano.
CUMPLICIDADE Ângela Rodrigues
de Oliveira
Na cumplicidade da entrega Escrevemos
as mais belas poesias, Rimando amor com alegria...
Nos sons emitidos intimamente Compomos
a mais doce canção Nos acordes de nossa paixão...
Tecemos a história de nossa vida
Com fios de felicidade atados pelo
amor...
POEMINHA MONOSSILÁBICO Caio
César Muniz
Eloísa Helena Eu e tu Tu e eu E
só Tu e Eu
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