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Dois homens são encontrados mortos na estrada de acesso a Passagem de Pedra

 

Durante a manhã de ontem, dois homens foram encontrados mortos nas imediações do sítio Cajazeiras, na estrada que dá acesso à comunidade de Passagem de Pedra.

O primeiro foi encontrado por volta das 9h dentro de um carro Fiat Uno, de placa CHU-4219, São Paulo-SP. O desempregado Heriberto Jadson da Silva, conhecido como "Jajá", estava sentado no banco de passageiro do veículo e executado com vários tiros. No local, técnicos do Instituto Técnico Científico de Polícia (ITEP) encontraram seis cápsulas de revólver calibre 38, mas não informaram quantos disparos atingiram a vítima.  

Pouco tempo depois, a aproximadamente 50 metros do carro, a Polícia Militar encontrou o corpo de Alexandro Bezerra Torres em meio a um matagal. A vítima foi atingida por vários disparos de arma de fogo e também apresentava sinais de espancamento.

No local, as informações colhidas por populares convergem quanto à forma que os crimes aconteceram. Em uma das versões, cidadãos relatam que as vítimas estavam no carro, quando dois homens armados em uma moto pararam o veículo. As vítimas ainda tentaram fugir, mas os homens efetuaram os disparos e colocaram "Jajá" dentro do carro e o executaram. Já uma outra versão, diz que outros homens que também estavam no carro cometeram os crimes.

Entretanto, até o momento, a polícia não tem informações precisas sobre como aconteceram os crimes, tampouco as causas dos mesmos. A polícia acredita que os homicídios aconteceram na mesma hora e que Alexandro Bezerra estava dirigindo o carro, onde foi encontrado "Jájá".

O caso será investigado pela Primeira Delegacia de Polícia (1ª DP). Segundo a agente da Delegacia de Plantão, Carmelita Fonseca, a princípio os peritos estão trabalhando com a hipótese de homicídio. "Mas pode ter sido latrocínio ou acerto de contas. Somente o resultado da investigação é que irá dizer o que realmente aconteceu", destaca.

Durante a perícia, os técnicos encontraram dentro do carro uma espingarda calibre 12, de fabricação caseira, municiada. Além disso, foram identificados chinelos e bonés nas imediações do local do crime e manchas de sangue no veículo."O que leva a crer que houve agressões físicas antes do homicídio", observa um policial.

Conforme a polícia, "Jajá" era conhecido no meio policial. Acusado de ter cometido um latrocínio há dois meses. E na semana passada foi pego com um carro de "estouro", ou seja, sem nenhum tipo de documentação, durante uma blitz.  A polícia acredita que o carro, onde ele foi encontrado, também era de "estouro".

O pai de Alexandro Bezerra, o senhor Ivan Pereira, informou que nem tem ideia de quem atirou em seu filho. Ele disse que Alexandro não tinha inimigos e nem tinha envolvimento com crimes. "Ele passou ainda pela manhã lá em casa. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer", lamenta.

 

 

 

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