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O Complexo Penitenciário Agrícola
Mário Negócio (CPAMN) está capacitando 50 apenados,
com o curso de pedreiro, como forma de inseri-los no
mercado de trabalho, com mão-de-obra qualificada, além
de proporcionar uma nova oportunidade àqueles que cometeram
um delito um dia.
Segundo o diretor do CPAMN, major
Alvibá, o curso de pedreiro representa uma luz no fim
do túnel para quem precisa e deseja ter uma profissão
definida quando sair um dia da prisão. "O curso
é uma oportunidade excelente para quem quer conquistar
um espaço no mercado de trabalho", disse.
O diretor informou que mais da metade
da turma vai estar apta para ser diplomada quando o
curso terminar, pois existe um interesse muito grande
em aprender o ofício por parte dos detentos. "Eles
querem provar para a sociedade que podem ser pessoas
normais, com profissão, responsabilidade e um emprego
que possa gerir o sustento de sua família", frisou.
Outro ponto importante destacado pelo
diretor com relação ao projeto de ressocialização, diz
respeito à redução da pena do detento para cada dia
trabalhado. Ele explica que para cada três dias de serviço,
o apenado reduz um na sua condenação e isso motiva bastante
os presos a se envolverem nos projetos.
Além do mais, o diretor informou,
que eles recebem uma quantia em dinheiro pelo trabalho
realizado durante o curso. "Além dos benefícios
que o apenado recebe, ainda vai poder ajudar sua família
com o dinheiro que ganha", ressaltou.
Quando o curso for concluído e o preso
tiver com o diploma na mão, vai poder ser recomendado
pelo CPAMN para prestar serviços às empresas, com uma
remuneração fixa. O dinheiro das diárias de pedreiro
será destinado à família do preso e para a manutenção
das despesas pessoais do mesmo. O major informou ainda
que tão logo o apenado ganhe a liberdade, vai poder
ser contratado em definitivo por qualquer empresa.
O instrutor do curso, o mestre-de-obras
João Carlos Menezes Neto disse que o trabalho desenvolvido
pelos detentos segue toda uma linha profissional, para
que o ofício seja uma porta aberta no mercado para quem
realmente deseje adquirir uma profissão. Ele informou
que ainda há uma acomodação por parte dos presos, uma
vez que uma turma de 50 alunos, apenas 15 vai estar
totalmente profissionalizada e pronta para atuar.
Para o detento Franklin André, 31
anos, condenado a cinco anos e há um ano no semiaberto,
o curso é a chance que ele esperava para provar à sociedade
que está pronto para conviver normalmente, ter uma profissão
definida e poder sustentar a família com o suor do seu
trabalho. "Pretendo crescer profissionalmente e
viver com dignidade sustentando minha família com o
meu trabalho", salientou.
O curso de pedreiro que está sendo
realizado no Complexo Penitenciário teve início em agosto
deste ano e deverá se prolongar até o próximo dia 18.
A diplomação dos formados está agendada para dezembro.
O curso é uma parceria com o Grupo Votorantim, Funger
e Senai.
RESSOCIALIZAÇÃO
A maioria dos apenados do regime semiaberto
está tendo a oportunidade de se reintegrar a sociedade,
através de trabalhos sociais realizados nos diversos
projetos que funcionam dentro do presídio.
Entre os trabalhos realizados, destacam-se:
a fábrica de velas, a criação de gado, a marcenaria,
a fábrica de produtos de limpeza, apicultura, as hortas,
além de um curso de pedreiro.
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