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Árvores para Mossoró
Vingt-un, um ano antes de partir,
escrevera umas três ou quatro plaquetes sugerindo a
criação de bosques em toda Mossoró. Distribuiu por aí,
mas foi como um grito no deserto, ninguém deu ouvidos,
nem sei ao certo se leram os seus apelos.
Falava em baobás, juazeiros, carnaúbas...
falava em mangueirais e oiticicas, nada surtiu efeito,
nenhuma árvore foi plantada neste tempo.
Vingt-un falou da vocação dendricida
de Mossoró que já matara uma timbaúba centenária e vários
paus-brasil.
No local onde existiu a timbaúba,
fizeram uma homenagem para a árvore morta, uma folha
de aço hoje a "representa".
Agora, Dix-sept Sobrinho, filho do
nosso mecenas, pede-me urgência em elaborar um projeto
onde nós, da Fundação Vingt-un Rosado, possamos povoar
Mossoró de árvores, como se fosse uma retribuição às
milhares de resmas de papel que já utilizamos para produzir
nossos mais de cem mil exemplares de livros.
Justíssima preocupação nestes dias
de aquecimento global. Mossoró, quente como sempre foi,
agora ganha ares quase insuportáveis em determinados
dias.
Ainda não sei bem como vou montar
tal peça. Também não imagino qual coração esteja aberto
em Mossoró para querer ser parceira numa missão desta
natureza. De qualquer forma, farei o projeto, se nada
conseguirmos, ninguém poderá dizer que não tentamos
e na pior de todas as hipóteses, nós mesmos plantaremos
algumas mudas pela cidade, com a única intenção de mostrar
a quem de fato interessa, que Mossoró precisa urgentemente
de árvores.
...et cetera e coisa
e tal...
Continua a todo vapor o projeto de
doação de livros da Coleção Mossoroense com o objetivo
de divulgar o seu riquíssimo acervo como celebração
dos seus 60 anos. Já foram contempladas as cidades de
Grossos, Luís Gomes, Carnaubais, Assentamento Canudos,
em Ceará-Mirim, e nos próximos dias 13 e 14 serão entregues
duas bibliotecas da nossa editora em Feira de Santana,
na Bahia.
No prelo da brava Coleção Mossoroense:
"Cronologia Mossoroense" e "A Marcha
de Lampião", este último em sua sexta ou sétima
edição. Ambas as obras receberão comentários de importantes
estudiosos das duas áreas: a história local e o episódio
da passagem de Lampião por Mossoró. Geraldo Maia e o
cangaceiro Kydelmir Dantas são os nomes.
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