Mossoró-RN, domingo 8 de novembro de 2009

 

Árvores para Mossoró

Vingt-un, um ano antes de partir, escrevera umas três ou quatro plaquetes sugerindo a criação de bosques em toda Mossoró. Distribuiu por aí, mas foi como um grito no deserto, ninguém deu ouvidos, nem sei ao certo se leram os seus apelos.

Falava em baobás, juazeiros, carnaúbas... falava em mangueirais e oiticicas, nada surtiu efeito, nenhuma árvore foi plantada neste tempo.

Vingt-un falou da vocação dendricida de Mossoró que já matara uma timbaúba centenária e vários paus-brasil.

No local onde existiu a timbaúba, fizeram uma homenagem para a árvore morta, uma folha de aço hoje a "representa".    

Agora, Dix-sept Sobrinho, filho do nosso mecenas, pede-me urgência em elaborar um projeto onde nós, da Fundação Vingt-un Rosado, possamos povoar Mossoró de árvores, como se fosse uma retribuição às milhares de resmas de papel que já utilizamos para produzir nossos mais de cem mil exemplares de livros.

Justíssima preocupação nestes dias de aquecimento global. Mossoró, quente como sempre foi, agora ganha ares quase insuportáveis em determinados dias.

Ainda não sei bem como vou montar tal peça. Também não imagino qual coração esteja aberto em Mossoró para querer ser parceira numa missão desta natureza. De qualquer forma, farei o projeto, se nada conseguirmos, ninguém poderá dizer que não tentamos e na pior de todas as hipóteses, nós mesmos plantaremos algumas mudas pela cidade, com a única intenção de mostrar a quem de fato interessa, que Mossoró precisa urgentemente de árvores.

...et cetera e coisa e tal...

Continua a todo vapor o projeto de doação de livros da Coleção Mossoroense com o objetivo de divulgar o seu riquíssimo acervo como celebração dos seus 60 anos. Já foram contempladas as cidades de Grossos, Luís Gomes, Carnaubais, Assentamento Canudos, em Ceará-Mirim, e nos próximos dias 13 e 14 serão entregues duas bibliotecas da nossa editora em Feira de Santana, na Bahia. 

No prelo da brava Coleção Mossoroense: "Cronologia Mossoroense" e "A Marcha de Lampião", este último em sua sexta ou sétima edição. Ambas as obras receberão comentários de importantes estudiosos das duas áreas: a história local e o episódio da passagem de Lampião por Mossoró. Geraldo Maia e o cangaceiro Kydelmir Dantas são os nomes.  

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