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Surto de casos de rubéola nos vizinhos PB e CE preocupa autoridades mossoroenses

 

A Vigilância à Saúde está em estado de alerta para um possível surto de rubéola que por ventura possa atingir Mossoró e municípios circunvizinhos. A medida visa identificar precocemente novos casos para que sejam adotadas ações de controle.

Um surto tem atingido o Ceará (Fortaleza e região metropolitana) e a Paraíba (Campina Grande) elevando os riscos para os municípios fronteiriços. Ao todo nove estados brasileiros e o Distrito Federal enfrentam problemas graves com a doença.

Até o momento foram notificados 17 casos suspeitos de rubéola em Mossoró, sendo 11 somente em agosto. A sorologia descartou a existência da doença em 15 casos.

A Vigilância à Saúde aguarda para hoje o resultado de dois testes que foram realizados pelo Lacen (Laboratório Central) para detectar ou não a existência da doença no município.

"Os casos notificados apresentam apenas alguns dos sintomas, por isso mesmo que a gente vai investigar para saber do que se trata", adiantou Sodré Rocha, coordenador do órgão.

O vírus é transmitido no ar com período de incubação de 15 dias em média e sintomas parecidos com a gripe, como dores de cabeça, no corpo (articulações e músculos) e ao engolir, coriza, aparecimento de gânglios (ínguas), febre, exantemas (manchas avermelhadas) inicialmente no rosto que depois se espalham pelo corpo todo. A doença geralmente benigna pode causar malformações no embrião em mulheres grávidas.

Para o coordenador de Vigilância à Saúde da Gerência da Saúde de Mossoró, Sodré Rocha, o  vírus da rubéola só é realmente perigoso quando a infecção ocorre durante a gravidez, com invasão da placenta e infecção do embrião, especialmente durante os primeiros três meses de gestação.

Nestas circunstâncias, a rubéola pode causar aborto, morte fetal, parto prematuro e malformações congênitas (cataratas, glaucoma, surdez, cardiopatia congênita, microcefalia com retardo mental ou espinha bífida).

Uma infecção nos primeiros três meses da gravidez pelo vírus da rubéola é suficiente para a indicação de aborto voluntário da gravidez. O Ministério da Saúde recomenda vacinar homens com até 39 anos e mulheres até os 49 anos. 

 

 

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