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A greve de 31 dias dos professores
da rede estadual de ensino causou um impasse entre o
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (SINTE)
e o governo do Estado de como seria a reposição de aulas.
De um lado, o governo afirmava que os docentes deveriam
repor as aulas como se fossem dias letivos e nos horários
de aula, ou seja, o calendário deveria ir além do previsto
(20 de fevereiro de 2008). Já o Sindicato defendia que
as escolas têm autonomia para escolherem qual a melhor
forma de fazer a reposição das aulas.
Em conseqüência disso, o Sinte enviou
um ofício à Promotoria de Justiça da Educação afirmando
que de acordo com a lei complementar sobre gestão democrática
(nº 290, de 16/02/ 2005), o Conselho Escolar deveria
escolher a melhor forma de repor as aulas perdidas.
Diante disso, o promotor Raimundo
Sílvio Dantas Filho acatou o pedido do Sindicato declarando
em publicação do Diário Oficial do dia 4 de setembro
deste ano, que "o calendário de reposição de aulas
referentes ao período da greve dos professores seja
decidido pelos Conselhos Escolares".
Com essa publicação, o governo volta
atrás. A 12ª Diretoria Regional de Educação (DIRED)
realizou uma reunião com os diretores de escolas afirmando
que cabe ao Conselho decidir como será feita a reposição
de aulas, dentro das necessidades de cada instituição.
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