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É preciso jogar aberto e de forma transparente
É voz geral na cidade que as coisas da prefeitura de Mossoró,
em especial aquelas que dizem respeito a finanças, investimentos, etc., têm que
ser mais cercadas de transparência. A população reclama, e com a mais
justificada razão, que a municipalidade deve jogar mais aberto com a cidadania e
lhe dar conhecimento detalhado de tudo quanto está acontecendo intra - muros da
gestão municipal. A coisa não pode nem deve ficar restrita a um grupelho que
comanda todas as ações administrativas debaixo de episódios obscuros que não
vêm à tona nunca para conhecimento dos munícipes.
Agora mesmo com a greve dos obstetras e dos anestesiologistas
entendemos nós que a prefeitura de Mossoró bem que poderia, ela mesma, buscar uma
solução para esse impasse que só tem trazido imensos prejuízos para as populações
mais pobres e mais humildes. Ademais, porta-vozes categorizados da administração
municipal ficam jogando com sofismas que só servem para confundir cada vez mais
a opinião pública.
Faz-se necessário que o povo mossoroense participe mais da
administração tomando conhecimento detalhado de tudo quanto vem se dando em
meio a tudo isso e não se ficar agindo, como decerto estão, da mesma forma que
na gestão passada comandada por Rosalba Ciarlini, quando, por exemplo, aquele
embrulho acontecido na avenida Lauro Monte nunca ficou de todo esclarecido,
pois nunca vieram a público para, detalhadamente, informar aos mais interessados
que somos nós, os contribuintes de impostos municipais, sobre a realidade
desses fatos.
Fala-se que a municipalidade vai se munir de dinheiro e de
estrutura para fazer circular a partir do ano que vem um diário oficial do
município. Que ele venha, e venha logo, acima de tudo recheado de verdades
incontestáveis para que seja dada aos mossoroenses a oportunidade de conhecer
em profundidade tudo quanto se vem fazendo, se o que se vem produzindo no seio
da gestão pública municipal, é do seu interesse ou não.
Nesse quadro confuso e obscuro todo ainda se soma a questão do
Orçamento Geral do Município que deste ano para o do ano que vem mostra uma disparidade
incomum deixando margem a dúvidas, interpretações diversas e versões as mais
contraditórias e desencontradas. Só para que se possa fazer uma análise desse
conturbado quadro é bom que se diga que deste ano para o próximo há uma
diferença abissal que alcança a casa pouco superior a 50 por cento de um orçamento
para o outro.
É dever da administração e um direito da cidadania que todos
esses fatos sejam esclarecidos para o bem do próprio serviço público.
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