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O promotor de justiça Romero Marinho,
acompanhado de uma equipe policial, dirigiu-se ontem
ao município de Bom Sucesso, no Ceará, para realizar
a prisão de José Mateus Pereira da Silva, "o Calça
Preta", 33 anos, natural de Russas. Ele confessou
ser o autor dos disparos contra o policial Ivan Alexandre
da Costa, 40 anos, na noite do último sábado. Entre
as declarações de Neto também está a denúncia do envolvimento
de um policial na morte de Ivan, identificado como Abreu.
Logo após as declarações do acusado,
o policial apontado como um dos colaboradores foi preso
e foram levados para prestar declarações um irmão e
um filho do policial acusado, que também são suspeito
de dar fuga ao assassino após o crime. Neto informou
que existe outro policial na lista para ser assassinado
e não quis identificar quem seria o mandante da morte.
O policial Abreu negou qualquer participação no crime
e disse que certamente essa foi uma forma apontada por
Neto para conseguir impossibilitar outro policial.
Já a autoridade policial do município,
sargento Rivelino, esteve no O Mossoroense na manhã
de ontem e disse acreditar que esse crime seja fruto
do trabalho que ele vem realizando na cidade nos últimos
meses. O sargento explicou que estão fechando o cerco
aos traficantes que operam na região. Ele acredita que
as medidas tomadas por ele, para reverter a situação
de calamidade que a droga apresenta na cidade, deve
ter chateado profundamente os criminosos.
Entre as medida de segurança já tomadas
pelo sargento após as declarações de Neto, está a mudança
de todos os policiais lotados na cidade, que serão remanejados.
O sargento explicou que como alguns policiais já trabalhavam
na cidade há mais de dez anos, alguns se perverteram
e passaram a colaborar com a bandidagem. Como Neto disse
que alguns policiais estavam marcados para morrer, o
sargento acredita que o nome dele também esteja presente
entre os desafetos dos bandidos.
Ao chegar a Mossoró, acompanhado do
representante do Ministério Público, Neto foi encaminhado
ao Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), onde
passou por exame de corpo delito e em seguida conduzido
para a carceragem da Primeira Delegacia de Polícia.
As declarações do acusado faz a polícia descartar a
possibilidade de disparo acidental previamente apontada
pelas investigações.
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