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Um tiro apenas foi o suficiente para
dar fim a vida de Daniel Julião do Nascimento, 22 anos
. No local do crime, localizado no encontro das ruas
Crockat de Sá com a Pedro Velho - bairro Santo Antônio,
o perito criminal Otávio Domingos informou que o rapaz
foi vítima de apenas um disparo de pistola calibre 380,
na parte de trás da cabeça - nuca). Já os relatos de
populares que observavam o corpo estendido apontam o
caso como um acerto de contas.
Policiais, que pediram para não ser
identificados, afirmam que o jovem, apesar de pouca
idade, possui uma longa lista de crimes que o acusam
como envolvido. Ele também era investigado em vários
homicídio. "O problema é que ele era temido, ninguém
queria testemunhar contra ele. Acredito que Daniel já
tenha uns seis crimes nas costas", afirmou o policial.
Já a autoridade que investiga o fato, José Milton, titular
da Primeira Delegacia de Polícia (1ª DP), informou que
está claro que o caso se trata de vingança.
"Há pouco tempo a irmã dele esteve
aqui informando que ele era ameaçado e que iria morrer
a qualquer hora. Isso todo mundo sabia. Outro fato que
não se pode esquecer é que um homem que não trabalha
e que anda com quase R$ 2 mil nos bolsos só pode estar
envolvido com o algo ilícito, como drogas", declarou
o delegado.
Daniel é apontado pela polícia como
um "segurança" de um grupo envolvido em tráfico
já conhecido no meio policial, que é a família Belota.
Com o corpo foi encontrado R$ 1.940 em espécie e mais
um cheque de R$ 50 (devolvido duas vezes) e um aparelho
celular. Relatos de moradores da região dizem que Daniel
estava sentado no banco da casa número 250 (onde funciona
uma oficina), quando dormiu. Nesse momento um automóvel
não identificado parou no local, uma pessoa desceu já
com a arma em punho e foi logo ao encontro do jovem
deitado, apontando a arma para a cabeça e disparando
o tiro fatal.
Tudo leva a polícia a acreditar que
o autor dos disparos seja um dos muitos desafetos de
Daniel. A sogra do jovem, identificada como dona Raimunda,
esteve no local e ficou desesperada ao ver o corpo ensangüentado.
"Meu Deus, o que fizeram com meu menino",
questionava a sogra. Ela explicou que a filha está grávida
de 5 meses e que ele era um jovem bom para a família.
Dona Raimunda disse que não sabia quem poderia tê-lo
assassinado, apenas lamentava a morte precoce do pai
do neto dela, que ainda estava sendo gerado.
O caso que está sendo investigado
na 1ª DP deverá apresentar novos fatos nos próximos
dias, após a apuração dos depoimentos das testemunhas
e familiares.
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