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Câmara de Mossoró cobrará construção de maternidade no município

 

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Mossoró reivindicará, em correspondência à governadora Wilma de Faria (PSB), esta semana, construção de maternidade pública em Mossoró. Objetivo é suprir deficiência na Região Oeste do serviço de neonatologia (assistência a recém-nascidos) e de obstetrícia (apoio à gravidez e pós-parto).

A presidente da comissão, vereadora Gilvanda Peixoto (DEM), considera a instalação da maternidade necessidade urgente de Mossoró e de 26 municípios vizinhos, já que a única - maternidade Almeida Castro - não dispõe de estrutura física e humana para atendimento satisfatório. "É inadmissível que toda a região disponha apenas de um obstetra, o que nem de longe é suficiente para atender a demanda", justifica.

A vereadora Arlene Sousa (DEM), membro da comissão, afirma que a nova maternidade serviria também para aulas práticas de pediatria e obstetrícia do curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), outra necessidade da região. "Esperamos obter êxito nessa reivindicação, como na nossa luta em favor da instalação em Mossoró da Delegacia Especializada de Atenção à Mulher", frisa.

Também membro da comissão, a vereadora Izabel Montenegro (PMDB) afirma que a construção da maternidade diminuirá o índice de mortalidade materna em Mossoró e região, já que melhorará assistência a, principalmente, mulheres de baixa renda, com dificuldade de acesso a serviço médico particular.

EMPENHO

Semana passada, as três vereadoras reivindicaram, em audiência pública na Assembléia Legislativa, em Natal, instalação de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para recém-nascidos em Mossoró ao secretário estadual de Saúde, Adelmaro Cavalcanti. A Casa de Saúde Dix-sept Rosado se comprometeu em oferecer o serviço até 12 de outubro.

"Anunciaram instalação de apenas seis leitos, mas é melhor do que nada", diz Izabel Montenegro. O próximo passo, segundo ela, é a construção da maternidade pública, que foi tema de audiência pública na Câmara Municipal de Mossoró em junho de 2006. "Esperamos que essa reivindicação seja atendida, pois é direito das mulheres, das crianças recém-nascidas e um dever do Estado", afirma Gilvanda Peixoto. 

 

 

 

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