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SÃO RAFAEL - Expira hoje o período
de férias regulamentares requisitado pelo prefeito de
São Rafael, médico Gladstone Santos Costa (PR). No meio
político rafaelense a grande expectativa é se o chefe
do Executivo retornará ao exercício do mandato. Isso
porque, quando decidiu tirar férias, a cidade foi infestada
por uma onda de boatos de que Gladstone Costa, que vivencia
seu primeiro mandato, estaria determinado a renunciar
e que as férias seriam apenas um "pano de fundo"
para a oficialização de tal ato.
Prefeito em exercício da cidade, o
vice-prefeito Cícero Pinheiro Tavares (PSB), que se
constituiria no principal beneficiário do gesto, prefere
aguardar os acontecimentos e nada comentou até agora
acerca dos rumores.
A versão de que o prefeito pode desistir
de cumprir seu mandato integralmente é confirmada por
alguns vereadores. "Realmente, antes de o prefeito
sair de férias já havia este tipo de comentário pela
cidade e com a ausência dele o problema só aumentou",
atestou o vereador José Arlindo da Cunha (PTB). Para
outro membro do Poder Legislativo, o vereador e ex-presidente
José Carlos Gonçalo (PSB), administrativamente seria
positivo para São Rafael que Gladstone Costa renunciasse.
"Por conta dele, a cidade enfrenta uma das piores
crises administrativas de sua história", reforçou.
Fala-se que o chefe do Executivo estaria realmente determinado
a não retornar ao exercício do mandato. Ele se sentiria
acossado por uma série de investigações em torno de
sua gestão em face do indício de várias irregularidades.
Por exemplo, a realização das licitações
públicas no âmbito da prefeitura para a aquisição de
combustíveis e também remédios, correspondentes à gestão
atual, vem sendo objeto de investigação por intermédio
da representação do Ministério Público Estadual. Medidas
com tal fim foram tomadas pela promotora Lívia Maria
de Souza, por meio de portarias publicadas através do
Diário Oficial do Estado (DOE). A Portaria n° 003/2007,
do dia 30 de maio, formalizou a instauração de Inquérito
Civil com a finalidade de investigar as irregularidades
ocorridas nas licitações para aquisição de combustível,
em que participaram empresas sediadas na cidade do Recife,
capital pernambucana.
Investigações envolvendo processos
de licitação foram solicitadas pela Câmara
A promotora Lívia Maria requisitou
cópia do processo licitatório ou do procedimento de
dispensa e/ou inexigibilidade de licitação para a compra
de combustível, em que participaram empresas do Recife,
durante o período compreendido entre 1º de janeiro de
2005 e 30 de maio deste ano. Também solicitou cópias
dos recibos, notas de empenho ou fiscais de compras
de combustível e derivados, na capital pernambucana.
Numa de suas considerações, a promotora Lívia Maria
esclareceu que a intervenção atendeu a uma representação
oferecida pela mesa diretora da Câmara de Vereadores,
na qual noticia irregularidades na licitação número
029/2006, realizada para compra de combustíveis e derivados,
tendo como licitantes três postos de revenda de combustíveis
localizados em Recife. A checagem dos fatos tem o propósito
de constatar se a prática cometida pela administração
caracterizou ato de improbidade administrativa.
Medicamentos
Já a Portaria n° 004/2007, da mesma
data, tratou da oficialização do Inquérito Civil que
apurará se houve delito semelhante na compara de medicamentos
pelo Executivo rafaelense. A providência procurará saber
a respeito da suposta irregularidade ocorrida na aquisição
de medicamentos, tendo igualmente sido requerido ao
poder público cópias do processo de licitação ou do
procedimento de dispensa e/ou inexigibilidade de licitação
para tal ato, durante o período compreendido entre 1º
de janeiro de 2005 e 30 de dezembro do mesmo ano. E,
ainda, cópia dos recibos, notas de empenho ou fiscais
de compras realizadas com a empresa F. B. Câmara. Neste
caso a Promotoria de Justiça também diligencia em resposta
a uma outra representação, também procedente do Poder
Legislativo, dando conta de que houve ilegalidade na
licitação n° 028/2005, vencida pela empresa citada,
cujo gerente é o comerciante Francisco Canindé Pinheiro,
então secretário municipal de Saúde.
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