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Os servidores da Justiça Estadual
paralisam suas atividades a partir das 14h de hoje.
A decisão foi tomada em Assembléia Extraordinária realizada
no último dia 4, e tem como objetivo, segundo a coordenação
do movimento, protestar pelo tratamento desigual dispensado
pelo presidente do TJ/RN para com os servidores, quando
da adoção do turno de oito horas de trabalho apenas
para parte dos servidores.
Segundo o presidente do Sindicato
dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio
Grande do Norte - SISJERN, Domingos Sávio Bezerra, a
principal reivindicação da categoria é um tratamento
isonômico para todos os servidores
"Enquanto na sede do Tribunal
(Secretaria do TJ) os servidores, a maioria amigos e
parentes da "Alta Corte", gozam do privilégio
do expediente em dois turnos de seis horas e sequer
batem ponto. O "Baixo Clero", servidores ligados
à Corregedoria (Comarcas do Estado), aprovados em concurso
público, que atendem diretamente à população e batem
ponto quatro vezes por dia, são submetidos ao regime
desgastante de oito horas", protesta o sindicalista.
Ainda segundo Domingos Sávio, a direção
do Sisjern defende que o presidente do Tribunal revogue
os efeitos da Portaria nº. 620-TJ, que acaba com os
dois turnos de seis horas para todos os servidores.
"Temos recebido ligações de servidores
lotados nas sedes das Comarcas de todo o Estado e da
Corregedoria informando que com o turno de oito horas
não há condições adequadas de trabalho, não há cadeiras,
nem computadores para os servidores prestarem um atendimento
digno à população".
Os servidores estão indignados, uma
vez que o turno de oito horas acarreta mais gastos,
com alimentação ou deslocamento, - caso o servidor opte
por almoçar em casa -. Sem falar que ficam prejudicados
em sua qualificação profissional.
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