| COTIDIANO | |
Assis entrega Fundação Elias Mansour sem dívidas Dirigente repassa o cargo ao novo presidente Daniel Zen |
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Nenhuma dívida. Esse é o principal resultado que o ex-presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Francisco Assis, anunciou com orgulho ontem, quando reuniu os funcionários da casa para falar de sua gestão e repassar o cargo que dirigiu por um ano e um mês ao novo presidente, o advogado e produtor cultural Daniel Queiroz de Sant’Ana, o Daniel Zen. Assis foi convidado para assumir o cargo que já foi do historiador Gregório Filho, do diretor do Instituto de Comunicação do Governo, Jorge Henrique e do jornalista Toinho Alves. Funcionário da instituição há oito anos, ele fala que realizou o desejo dos outros três ex-presidentes, em repassar o cargo com as dívidas sanadas, graças ao governador Binho Marques. A FEM trabalhava com um orçamento de R$ 2 milhões e 800 mil, e atua hoje com R$ 4 milhões e 300 mil, mais verba de projetos apoiados por órgãos federais. Mas Assis garante que em 2007, haverá um acréscimo de quase o dobro do recurso usado em 2006, devido às parcerias. A Fundação também inovou com sua sede própria, que há tempos era sonhada. E com exceção do Cine Teatro Receio e do Centro Cultural Tucumã, que passam por reformas, o ex-presidente afirma que todos os espaços culturais do Estado, situados em todo o Acre, estão funcionando. Foi coordenando a lei de incentivo, que também há muito tempo ficou engavetada, que Assis ganhou destaque na FEM. “O maior mecanismo de acesso a cultura no Acre, é o apoio com a lei de incentivo a cultura”, diz. A Fundação de Cultura abrange hoje em sua estrutura os museus, salas de memória, casas de leitura, memoriais, bibliotecas, salões culturais, teatros, centro de cultura e florestania. Mas, ainda existem municípios que não possui esses espaços, e esse será um dos desafios da nova gestão. O que deseja – Assis comenta que entre os desafios, espera que o novo presidente da FEM consiga manter as atividades mais planejadas, que haja um maior diálogo com a classe artística, e o olhar sempre atento ao interior Estado. Fala também que é necessário estabelecer um percentual mínimo de investimentos, e além de aplicar os recursos da lei de incentivo que torne este processo mais transparente. Mas ele não fez isso? O antigo e o novo presidente Do seringal para a cidade - Assis é poeta, filho de nordestinos, tem 36 anos e nasceu em Manuel Urbano, no seringal Cruzeiro, onde exerceu a profissão de seringueiro até os 18 anos, quando se mudou para Rio Branco. Seu primeiro emprego na capital foi de vendedor de jornal, daí várias outras atividades, até exercer a função de auxiliar de biblioteca, assessor parlamentar e, enfim, ir para a FEM. Já lançou um livro “Versos Amazônicos” (1996) e se prepara para lançar “Remansos Diversos”. Ele diz que a paixão pela poesia nasceu em sua alfabetização, quando o pai, que veio do Ceará trazendo na mala os livros - cartilha de ABC, literatura de cordel, Bíblia, livro didático de geografia -, ensinou a ler para que ele o ajudasse em reuniões de sindicato e na igreja, já que sua visão havia sido prejudicada com a defumação de borracha. Do Direito para a cultura – Daniel Zen, 26, é o mais jovem secretário da equipe do governo Binho. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Acre (Ufac), foi músico da banda Estação Zen e atua no meio artístico em diferentes maneiras. Zen foi um dos principais incentivadores da banda Los Porongas, que hoje é destaque no cenário nacional do movimento alternativo de música, e também da banda Caricatus, tendo sido empresário de ambas. É também um dos sócios do selo Catraia Record e um dos organizadores do Festival de Rock Varadouro. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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