| COTIDIANO | |
Café Plácido de Castro Torrefação gera empregos e vende produto do Acre para três Estados |
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Plantar é um negócio de risco e bastaram quatro anos de preços mais baixos para que muitos agricultores acreanos e de todo o Brasil arrancassem cafezais inteiros para semear pastos ou introduzir novas culturas. Por isso, o café que chegou a ser vendido a pouco mais de R$ 20 no ano passado deu um salto no preço e agora a variedade conilon está custando R$ 180 e o catuai R$ 220 por saca de 50 quilos. “O pessoal apanha e não aprende que o café, por mais baixo que esteja o preço, pelo menos o custo ele paga e ele não tarda recuperar seu valor”, garante Josué de Jesus Andrade, 55 anos, pai de quatro filhos e sócio-proprietário da torrefação Bom Jesus do Abunã que produz o Café Plácido de Castro hoje vendido em todo o Acre, noroeste de Rondônia e Sul do Amazonas. A fábrica que hoje tem nove funcionários e produz uma média de 500 quilos de café torrado, por dia, começou há 14 anos quando Miguel, irmão de Josué, associou-se a um grupo de produtores apoiados pela igreja, mas que acabaram se separando, então as partes dos vários associados até tornar-se uma sociedade de irmão. “Nós compramos café de toda parte, aqui em plácido tem pouco, a maioria vem do ramal Granada em Acrelândia e de Brasiléia também tem bastante em Assis Brasil e Sena Madureira”, efirma ele para então revelar que: “De todos eles, a quantidade não é tão grande mas o café de melhor qualidade vem de Manuel Urbano onde eles fazem a plantação sombreada debaixo das árvores”. Boa vontade não falta a este empresário que apesar de todas as dificuldades acredita muito no Acre, mas para conseguir manter sua fábrica ele se viu obrigado a comprar em Rondônia 500 sacas do café que está torrando e vendendo. Ele esclareceu que: “Além dos baixos preços que levaram muitas pessoas a acabar com as plantações de café, a grande seca do ano retrasado gerou incêndios destruindo lavouras que os agricultores não replantaram. Os plantios que sobraram foram tão castigados que ainda estão se recuperando e por isso produziram muito menos do que o normal e isso tudo fez aumentar o preço do grão que agora está pra lá de bom”. Focando todo seu esforço na produção, Josué decidiu que só faria vendas diretas em Plácido de Castro, nos demais municípios a entrega mo produto é feito através da distribuidora Karina, que tem sede em Rio Branco. “A gente não pode querer fazer tudo, tentamos cuidar das vendas, levamos cada tombo que quase falimos, por isso entregamos esse serviço para quem entende do assunto, nosso lucro pode até ser um pouco menor, mas é muito mais seguro”, garante. Preocupado com o desânimo dos agricultores com relação Às lavouras, Josué declarou que: “O pessoal precisa plantar café porque a produção do Acre que já era pouca diminuiu mais ainda, o café é uma lavoura que a gente não pode desprezar, sempre aparece uma crise aqui e ali, mas depois ele se levanta. Se plantarem, a gente compra!” |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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