COTIDIANO

Morre jacaré gigante doado ao Parque Chico Mendes

Cedida
Jacaré media cerca de cinco metros. Administração do parque suspeita de que animal tenha sido envenenado


A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que já havia aberto licitação de R$ 100 mil para a implantação de um sistema de vigilância armada dentro do Parque Chico Mendes, pediu ontem mais celeridade por parte dos operadores do processo licitatório para contratar seguranças dentro da unidade. A medida é para evitar que novos ataques como o que provavelmente acometeu uma das maiores atrações do parque, nesta segunda-feira, 26, voltem a acontecer. O jacaré-açu de cinco metros de comprimento e pesando 300 quilos foi encontrado morto nesta segunda, no pequeno lago artificial onde vivia.

A administração do parque suspeita de que o animal tenha sido envenenado, pois um laudo preliminar dos médicos veterinários da unidade comprovou que ele sofreu “uma lesão grande no estômago seguida de inflamação”, além de ter apresentado “sinais de espuma com sangue nas narinas”.

“Esses são sintomas típicos de envenenamento, o que nos leva a crer que o que aconteceu foi um ato criminoso”, lamentou o secretário de Meio Ambiente, Arthur Leite, ao encaminhar o caso ao conhecimento das autoridades policiais.

Suas vísceras foram encaminhadas para análises no Laboratório Hidroquímica, em Belo Horizonte (MG), de onde deverá vir o laudo oficial sobre a causa da morte em 40 dias. O jacaré, um macho da espécie açu, havia sido doado pelo Ibama de Rondônia ao parque em setembro do ano passado, junto com outros 17 animais, entre roedores e primatas.

No sábado, ele teria sido alimentado pela última vez pelos funcionários do parque. A alimentação, a base de carne bovina, era extremamente segura, sem qualquer risco a saúde do animal, garante a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Acredita-se, no entanto, que o envenenamento tenha acontecido por marginais, provavelmente no domingo à tarde ou na segunda-feira pela manhã. O maior parque ambiental do Estado sofre há anos pela insegurança. Nos seus arredores costumam atuar facções perigosas de arruaceiros, que com muita freqüência invadem a área para causar distúrbios e ferir animais. Há três semanas, por exemplo, uma anta foi encontrada com uma vareta cravada próxima a uma de suas orelhas.

Com a contratação de uma empresa de segurança, a esperança da administração do parque é a de que tanto a fauna quanto a flora do lugar, um dos ambientes mais bonitos de Rio Branco, sejam mais preservadas.

 

 
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Rio Branco-AC, 1 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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