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Informações colhidas pelo Educacenso ainda não são satisfatórias, afirma ministro Prazo para que escolas informem dados foi prorrogado |
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Brasília - As informações cadastradas pelas redes públicas e particulares de ensino no Educacenso, até o momento, não são consideradas “satisfatórias”. A informação foi divulgada ontem pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, para justificar a prorrogação do prazo para para que as escolas de educação básica informem a situação de seus alunos ao final de 2007. “O prazo foi prorrogado porque verificamos que, até o momento, a informação por parte das escolas ainda não era satisfatória. Estamos fazendo um grande mutirão para chegar aos diretores das escolas a necessidade do preenchimento das informações do sistema porque, com isso, vamos conseguir saber a evolução do fluxo escolar.” Inicialmente, as escolas tinham até ontem para informar o movimento e o rendimento de estudantes no último ano letivo. Durante o Seminário dos Delegados do Ministério da Educação, o ministro explicou que o Educacenso tem duas etapas. A primeira consiste em registrar no sistema operacional todas as matrículas efetuadas durante o ano – mais de 53 milhões em 2007 - e a segunda foca o registro da situação do aluno. “É saber se aquele aluno que foi matriculado no ano passado foi aprovado, reprovado, transferido ou se evadiu [saiu da escola] e não retornou aos bancos escolares. A partir dessa informação é que vamos ter acesso aos fluxos e ao rendimento escolar.” Segundo o ministro, o indicador é considerado “essencial” porque, combinado com a Prova Brasil, gera o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de cada escola e de cada rede pública de ensino do país. “É dever constitucional das escolas informarem o senso escolar. Não é algo que a escola possa decidir contrariamente. É uma obrigação legal. Não podemos deixar de saber o que está acontecendo com cada aluno. O MEC tem que ter acesso a todas essas informações, sob pena de prejudicar todas as estatísticas que o ministério tem sobre educação.” Haddad lembra que, em 2007, o Ministério da Educação (MEC) também precisou prorrogar o prazo do Educacenso. Ele explica que parte da demora no registro das escolas se deve ao atual sistema de cadastro das informações, mais exigente que o anterior, já que cadastra aluno por aluno. “Temos que reconhecer que o sistema hoje tem uma escala de difícil operação. Antigamente, informava-se os números agregados.” O cadastro dos dados deve ser feito pelo site www.educacenso.inep.gov.br. (Agência Brasil) | |
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