COTIDIANO

Servidores da Ufac continuam em greve de braços cruzados

Técnicos e governo federal não chegam a um consenso

Regiclay Saady
Servidores concentram-se nas vias internas do campus universitário
para a realização de assembléia


Whilley Araújo

Os servidores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau (Sintest) da Universidade Federal do Acre (Ufac) continuam com os braços cruzados. Representantes do órgão que compõem o comando de greve estão em Brasília no intuito de negociar um acordo com o governo federal, mas até o momento as conversas não foram proveitosas o bastante para que as duas partes chegassem a um consenso.

De acordo com o presidente do Sintest, Alcir Néri, todos os dias os técnicos acreanos têm se reunido na Ufac para obterem informações das discussões no Distrito Federal. “Diariamente fazemos uma avaliação das negociações entre governo federal e comando de greve, assim, ficamos por dentro de tudo o que acontece lá, para tomarmos nossas providências aqui no Estado”, ressaltou.

Alcir revelou que técnicos de 33 universidades federais do país aderiram à paralisação, mesmo assim, a greve ainda não afetou a continuação das aulas nas universidades. “Caso essa paralisação se estenda por mais dez ou 15 dias, dificilmente o ano letivo deixará de ser prejudicado”, enfatizou Néri.

Entre as principais reivindicações da categoria, o presidente do Sintest citou a retirada do Projeto de Lei Complememtar 01/2007, que está tramitando na Câmara Federal e limita os gastos com os servidores públicos federais.

“O governo quer reduzir em 1,5% os gastos com os servidores, isso significa que passaremos dez anos sem receber nenhum reajuste salarial”, explicou.

Os técnicos lutam também pela criação de uma data-base para a categoria, reposição salarial de 28%, referente às perdas acumuladas na gestão do presidente Lula. A classe busca ainda outros benefícios, como plano de saúde, aumento do valor do ticket alimentação, e que a Ufac não seja transformada em uma escola de terceiro grau, como pretende o governo federal.

A próxima conversa entre o comando de greve e governistas está marcada para acontecer no dia 6 (quarta-feira) em Brasília.

 

 
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Rio Branco-AC, 1 de junho de 2007
   GIRO GERAL
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