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Caminhos Abertos para o Juruá

Solenidade garante a abertura da BR-364 em direção a Cruzeiro do Sul pelo nono ano seguido. Governo quer associar a integração terrestre com obras sociais

Odair Leal
Binho Marques: “A estrada vai possibilitar novas ações sociais do meu governo”


Nelson Liano Jr.

O governador Binho Marques esteve ontem na corrente de Sena Madureira para autorizar o trafego de carros e caminhões na rodovia BR-364 em direção a Cruzeiro do Sul. As carretas que levam produtos para o Juruá poderão, num primeiro momento, transportar seis toneladas e, posteriormente, cerca de oito toneladas. A fila de caminhões em frente ao posto da balança da Polícia Rodoviária Federal, em Sena, era grande. Calcula-se que mais de 100 caminhões já seguiram pela BR-364 nas duas direções. Os trabalhos de recuperação dos trechos de terra começaram a ser trabalhados pelo Deracre, em abril.

O governo do Estado está investindo mais de R$ 40 milhões no projeto. O trecho entre o rio Liberdade e a cidade de Tarauacá, que deverá estar asfaltado até o fim do ano, significa trânsito o ano todo entre Cruzeiro do Sul e Feijó. Com isso, os 653 quilômetros que separam Rio Branco de Cruzeiro do Sul deverão permanecer trafegáveis por mais tempo do que nos outros anos.

Esse foi o nono ano consecutivo que o Governo da Floresta viabiliza a passagem terrestre entre a capital e o Vale do Juruá por meio da BR-364.

O governador Binho Marques, durante a solenidade, destacou a importância da estrada que liga a capital ao Juruá como fator preponderante para a integração definitiva do Acre. Segundo ele, a abertura da BR-364 significa a garantia de aquecimento da economia não só do Juruá, mas de todos os outros municípios acreanos, proporcionando mais oportunidade de emprego e renda à população.

Mais uma vez, Binho Marques reafirmou que a ligação definitiva da BR através de cobertura asfáltica e a construção de pontes sobre os rios que cortam a estrada são prioridades do seu governo. A perspectiva é de que todos os trechos estejam prontos até 2010.

“Este ano a novidade é que teremos todos os trechos da BR sendo trabalhados. Estamos concluindo a maior licitação da história do Acre. Nós fazíamos com recursos próprios todos os anos a reabertura da estrada, mas agora estamos realizando um trabalho definitivo de construção da BR em todos os trechos. Isso torna possível o sonho de termos em 2010 a BR toda construída”, disse o governador.

Para Binho Marques, além da diminuição do custo de vida do Juruá, a estrada significa que seu governo poderá melhorar a saúde, a educação e gerar novas oportunidades com o povo acreano integrado. “É muito difícil administrar um Estado com populações isoladas com acesso só por avião. Agora, com a estrada, a presença do governo pode ficar muito mais forte com a integração definitiva. Estamos trabalhando junto com o Banco Mundial um projeto complementar para agregar ações sociais, dando um impulso muito grande na saúde, na educação e na produção familiar.”

Já o senador Tião Viana (PT-AC) destacou que a reabertura da BR muda o cenário cultural e afetivo dos acreanos. Segundo ele, este foi o primeiro ano que a estrada foi aberta já no mês de junho. “E o que me dá mais esperança é saber da realização das obras como estamos tendo agora. Com isso, a estrada ficará aberta por seis meses, a partir do ano que vem, integrando ainda mais nossa economia”, afirmou o vice-presidente do Senado.

O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), que é Cruzeiro do Sul, destacou que a reabertura da estrada devolve um direito fundamental ao povo do Juruá, que é a liberdade de ir e vir. “Estamos unidos para que atos de reabertura como esse sejam os últimos da nossa história recente, para que daqui a três anos tenhamos a inauguração definitiva”, afirmou.

Outro cruzeirense que estava exultante era o vice-governador César Messias. Ele afirmou que já percorreu este ano diversos trechos da estrada e que sente grande satisfação de ver o grande número de caminhões levando produtos que irão fortalecer a economia do Estado.

 
 
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Rio Branco-AC, 1 de julho de 2007
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