| COLUNAS | ||
| PORONGA | ||
| Leonildo Rosas | ||
FRASE
“Um povo só se rebela quando a opressão é geral.” John Locke
Infância de pobre não tem luxo. Tem lixo. No lixão de Tarauacá, a criança e os urubus disputam o mesmo espaço. Estão perseguindo o mesmo bem: comida. A imagem captada pelo repórter fotográfico Odair Leal não mostra, mas os porcos também freqüentam o ambiente. Seis meses Há seis meses, o professor Binho Marques assumiu o governo para cumprir o terceiro mandato de um petista à frente do governo do Estado. De cara, falou sobre a necessidade de desacelerar a máquina. Fez um pit stop. Ontem, abriu a estrada para Cruzeiro do Sul. Logo mais tem corrida de Fórmula 1. Espera-se que agora as coisas sejam aceleradas. Estrada aberta Festa na abertura da estrada para Cruzeiro do Sul. É o nono ano consecutivo que isso acontece. A solenidade de ontem faz projetar como serão as comemorações em 2010, quando, espera-se, o tráfego passe a ser permanente. Rodovia social Desnecessário ser especialista para constatar que a BR-364 até Cruzeiro do Sul não tem o valor econômico que se espera de uma rodovia. Ela vale pelo capital social e histórico. Sua completa pavimentação terá maior significado pela promoção da integração do povo acreano. Doze anos O verão de 2010 será o décimo segundo que o governo da FPA terá para asfaltar a BR-364. Nunca, em toda história do Acre, um grupo político gozou de tanto tempo para isso. Além do fator temporal, os governantes também contaram com apoio político e financeiro jamais visto. São fatores que fazem aumentar a responsabilidade. Biblioteca do Parque Inaugurada com discursos e fogos no fim do ano passado, a biblioteca estadual do Parque da Maternidade continua em completa inatividade. A única pessoa a ter a resposta na ponta da língua sobre seu provável funcionamento é o vigia, para quem “no próximo mês, como sem falta”, o prédio abrirá as portas ao público. Da maneira que as coisas andam, chega-se a pensar que a obra está esperando a homenageada Marina Silva deixar o cargo no Ministério do Meio Ambiente para, pessoalmente, entregar a chave da casa aos pacientes leitores. Por que não parar? Durante o protesto do pessoal de Jornalismo da Ufac na quarta-feira, um acadêmico do oitavo período foi incisivo: “Se a instituição não tem dinheiro para custear o mínimo que o MEC exige para reconhecer o curso, por que insiste em criar novas turmas todos os anos?”. O estudante também reclamou da ausência do reitor Jonas Filho, “que sempre está na Unimed quando ocorre alguma manifestação na reitoria, deixando o abacaxi para sua vice, a professora Olinda”. Coisa simples Hoje entra em vigor a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. A legislação federal pretende desonerar o empresário de várias obrigações tributárias, inclusive o peso da carga fiscal. E isso é uma verdade. De maneira geral, a lei permite condições excelentes na quitação de débitos tributários passados, simplifica o nascimento das empresas e dá suporte técnico, através dos órgãos afins - Sebrae, Federações comerciais etc. -, e o mais importante: permite que milhares de contribuintes informais saiam da quase clandestinidade para o terreno seguro da formalidade. Feliz sem saber No Acre, para variar, vai ocorrer uma situação sui generis. A desoneração tributária em todo o país, para as pequenas empresas, vai acabar por onerar quem hoje contribui no modelo atual por essas bandas. O Estado, por incrível que pareça, já dá melhores condições que a Lei 123. Uma micro que hoje paga, nas operações interestaduais, 5% ou 10%, se optar pelo ‘supersimples’ vai continuar a pagar esses valores, acrescidos de outros que irão variar de 1,25% a 3,10% por ocasião do faturamento informado à Receita Federal - isso só de ICMS -, tendo ainda outros impostos que somados podem chegar a 4%. Estudo do governo O governo vai ter de estudar uma saída para apagar esse incêndio tributário. Os que tiveram faturamento acima R$ 1,2 milhão continuam no formato atual, rezando para que nada de grave aconteça. Afinal de contas, não existe almoço grátis, né? Fim do arrendamento Um dos maiores negócios do ramo de supermercado começa a ser desfeito. Proprietário do antigo Hipermercado Daiane, o empresário Pedro Raimundo voltou ao Acre. Pegou de volta o estabelecimento de Epitaciolândia e pode reassumir o da Via Verde. O da avenida Ceará continuará com o Grupo Araújo. Mudança de sotaque O sotaque acreano está cada dia perdendo espaço nas repartições públicas municipais e estaduais. É cada vez mais difícil ver um nativo ocupando cargos de chefia. Chefes que abusam do “poita”, “coida” e outros “oidas”, do Centro-Sul-Sudeste, são a preferência. Essa é a reclamação mais ouvida nos quatro cantos da cidade. Os preparados Antigamente, era fácil explicar a importação das mentes privilegiadas de outros Estados. A alegação é que a maioria dos nativos não tinha a devida qualificação universitária. A realidade é outra. Anualmente, dezenas de jovens saem das universidades públicas e privadas. Dobradinha em Xapuri Se as vaidades forem deixadas de lado, a melhor chapa para a FPA vencer a disputa em Xapuri nasce da aliança entre PSB e PT. Basta que o socialista Manoel Morais seja candidato a prefeito e o petista Raimundão Barros aceite concorrer a vice. Resolução feijoense É fácil para os dirigentes petistas resolver a situação em Feijó. O consenso seria construído se Francimar Fernandes chamasse o deputado Juarez Leitão para uma conversa e lhe declarasse apoio para concorrer à prefeitura. É quase certo que Leitão, embora esteja muito bem na Aleac, aceitaria. Votos fora Juarez Leitão e Francimar Fernandes são as duas maiores lideranças políticas de Feijó. Isso foi comprovado nas urnas. Mas há um detalhe: Leitão teve mais votos fora do que dentro do município. O que demonstra a sua capacidade de ampliar. Centro no centro Será no centro da cidade o Centro de Atendimento ao Cidadão que o governo pretende instalar para oferecer diversos serviços aos cidadãos. O “poupa-tempo” acreano deverá ser construído num arborizado terreno na rua Amazonas, esquina com a Benjamin Constant. O problema está no valor da indenização. O proprietário acredita que o imóvel vale mais de um milhão de reais. A avaliação oficial é bem inferior a isso. O caso pode parar na Justiça. |
||
|
||
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
|
|
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |