COTIDIANO

Investimentos privados chegam a R$ 80 milhões em dois anos no Acre

 


Edmilson Ferreira

A rede Big Lar, de eletrodomésticos, constrói sua loja de mais de dois mil metros quadrados na avenida Brasil, onde estará gerando diretamente cerca de 500 empregos. A Big Lar é uma das mais de 30 empresas que estão buscando informações junto ao Governo do Estado para instalar-se no Acre – uma fase que o governador Jorge Viana chama de “expansão econômica do Estado”: ontem, por exemplo, o secretário de Planejamento, Gilberto Siqueira, reuniu-se durante horas com executivos de um frigorífico de aves que buscam incentivos para implantar uma unidade de frango congelado em Rio Branco.

Dez moveleiros da cidade mineira de Ubá estiveram visitando a Expoacre, onde expuseram alguns de seus produtos. Aproveitaram para captar informações visando instalar-se no Estado. “Temos 40 propostas em fase de avaliação e outras 22 que já receberam os incentivos para instalar fábricas e gerar trabalho e renda no Acre”, disse Siqueira.

Para o secretário, o Acre chamou a atenção do Brasil para suas potencialidades econômicas e, agora em outra fase, chama a atenção dos empresários e investidores. Ele diz que nos próximos dois anos a iniciativa privada irá investir R$ 80 milhões no Estado, gerando milhares de empregos.

PESQUISAS – O Estado começou a atrair capital privado a partir de investimentos de riscos, que o governo começa a reduzir para abrir espaço aos empresários – começando pela organização da Expoacre, onde a Federação das Indústrias e demais empresas construíram sedes definitivas para exposição de produtos – e fomento à pesquisa técnico-científica. Há muitos estudiosos já alertavam para essa situação, especialmente na questão dos produtos agropecuários: “Para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade há que se tecnificar e investir no processamento e no controle de qualidade nas agroindústrias. Isto porque o Acre não deve ser apenas um fornecedor de matéria-prima. Conhecendo-se a demanda do mercado (quantidade, preço e características requeridas pelo mercado) de um determinado produto, procede-se o estudo da cadeia produtiva já existente, para se identificar onde se deve intervir a fim de melhorar o processo produtivo e tornar o produto mais competitivo. Com esses conhecimentos, os agentes de desenvolvimento saberão onde investir e correrão menos riscos nos investimentos públicos e privados”, disse, em artigo publicado há quatro anos, o então chefe da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Ivandir Soares.

 

 
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Rio Branco-AC, 1 de agosto de 2004
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