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O útil e o agradável de restos de madeira |
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Ele decidiu trocar a produção de móveis de grande porte para trabalhar com restos de madeira, transformando-as em artefatos que são um verdadeiro sucesso pela qualidade, design e preço. O peruano Genaro Solsol Hidalgo, de 50 anos, mora há ano e meio no Acre e pela primeira vez participa da Feira Agropecuária do Estado, que, segundo ele, tem lhe dado bons resultados. Há 25 anos trabalhando com móveis, Genaro aprendeu o ofício em um curso técnico que fez em sua cidade, Trujillo. Desde então, a profissão tem sido sua grande paixão e faz questão de exercê-la com muita dedicação. O peruano, assim como muitos outros de sua família, sempre trabalhou com a fabricação de móveis grandes, como armários, mesas, guarda-roupas e outros. Mas, sem muito sucesso nas vendas, que ele diz ter um mercado consumidor pequeno em sua cidade de origem para muita competição, há oito anos, Genaro continuou fazendo seu serviço, mas aliado a outro tipo de produção, está com maior rentabilidade. A ousadia o levou a um trabalho que também exige muita habilidade e talento para quem busca a perfeição. Passou a fabricar pequenas peças com restos de madeira. Fruteiras, farinheira, pratos, bandejas, esferas, vasos, porta-incenso, castiçal, porta-jóia, porta-xícara e muitos outros objetos que conquistaram clientes. Habilidade - O trabalho de Genaro se sobressai principalmente pela criatividade, que para muitos passou a ser não só tarefa de moveleiro, mas de um grande artesão da madeira, inclusive, em algumas peças ele ousa com a diversidade das espécies e suas cores, praticando marchetaria. A idéia foi tão bem aceita pela qualidade dos produtos e o preço acessível, que há dois anos, ele decidiu se dedicar somente a esta produção. Há um ano e meio, veio para o Acre em busca de melhorias na qualidade vida. Conta que aqui seu trabalho é mais valorizado. Em uma marcenaria alugada ele faz os artefatos e as vende a preços que variam de R$ 1 a R$ 120. Útil e agradável - Mais que peças utilitárias, Genaro diz que toda sua produção tem um propósito decorativo. Consegue brincar com a imaginação usando a diversidade de matéria prima da Amazônia, criando objetos que impressionam principalmente pelo acabamento. Na Expoacre, seu estande está localizado na área de artesanato e tem sido um dos que mais recebe visitantes. Mas é mesmo na divulgação de seu trabalho que está mais interessado e conta que a Expoacre é uma ótima oportunidade. Conta que além de vender algumas peças, esta mesmo é fazendo contatos, que podem resultar em encomendas. A meninada também aderiu ao trabalho de Genero que decidiu produzir um brinquedo que fez parte de sua infância. Em Trujillo eles o chamam de trompo, mas os acreanos o conhecem como peão. Além de resgatar uma brincadeira que vem se perdendo, o objeto que é uma ótima dica de presente, custa apenas R$ 1. “Gosto muito do que faço e tudo que fabrico é com muita dedicação”, diz. O telefone de contato de Genaro é 9972-4834. |
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