OPINIÃO
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Do Editor

 

Triste referência

Ocupado na corrida do ouro que caracterizou a região amazônica no início dos anos 70, o Estado de Rondônia, aqui ao lado, é um dos que mais sofrem com a política de ocupação baseada na ganância e na exploração dos recursos naturais sem nenhum tipo de preocupação com as gerações futuras. O resultado é que hoje, embora ostentando números econômicos de destaque na região, é verdade que ostenta também chagas sociais tão doridas quanto aquelas encontradas em Estados mais pobres.

Mesmo assim, apesar desses contrastes, o modelo de desenvolvimento ali adotado é a referência dos grupos políticos que fazem oposição ao atual governo do Acre. É um discurso que precisa ser revisto urgentemente. Afinal, só para citar alguns exemplos, ainda estão vivas na memória de todo o país e do restante do mundo as cenas de barbarismo na principal cadeia pública de Porto Velho. Também é impossível esquecer o amontoado de cadáveres na eterna guerra entre brancos e índios nas disputas dos garimpos. São exemplos de uma sociedade baseada apenas na garimpagem, na ocupação pela ocupação.

O resultado não poderia ser outro: uma população que sofre com a falta de referência num Estado em que o governo e sua classe política, com honrosas e raras exceções, participam de todos os escândalos de que se tem notícia no país.

Mesmo assim, Rondônia é um exemplo para os líderes das oposições. Deve ser porque, para esses grupos, o governador Ivo Cassol, aquele das fitas, é o referencial de ética. No mínimo lamentável.

 

 
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Rio Branco-AC, 1 de setembro de 2005
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