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Agressividade feminina Elas são as meninas da Dead Flowers e há quase dois anos enfrentam qualquer tipo de preconceito com a banda cristã e de estilo diferenciado |
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No início, seguia um estilo alternativo e new metal, acompanhando o potencial das integrantes. Hoje, com novas influências e experiências, a banda mudou sua formação e tem inovado o estilo. A iniciativa é de Mayara Fernandes, 17 (bateria), e Desireé Galeotti, 19 (vocal/guitarra), que sempre tiveram o sonho de ter uma banda, mas que não precisava ser, necessariamente, só de meninas. O distante incentivo - A idéia de banda feminina veio depois que Mayara ganhou um CD da banda Caution de Belo Horizonte. “Conhecemos a banda, entramos em contato com a baterista, e ela começou a incentivar e apoiar a gente”, explica Desireé. Mayara e Desireé conheceram Aldine Montenegro, 19, que tocava guitarra, enquanto isso, Mayara iniciava suas aulas de bateria. Desiree começou cantando louvor na Comunidade Zadoque desde 2001. “Eu nunca achei que cantasse legal, canto porque não tem nenhuma menina que tenha coragem de cantar esse tipo de música”, afirma. Hoje, além de cantar, Desiré toca guitarra. O baixo ficou primeiramente com Flora Braga, depois entrou a Diana, e hoje, quem toca baixo é a Aldine Montenegro, ex-guitarrista. Elas contam que hoje em dias a banda não é mais uma banda da Zadoque, mas continua com o mesmo propósito. Além disso, a banda, que já tem algumas músicas próprias, tem planos de gravar um CD - demo. Estilo – Segundo elas, definir o estilo da banda é complicado. “A gente não se rotula, principalmente agora que as músicas estão seguindo uma outra linha, além disso, a gente costuma variar um pouco”, explica Desiré. O vocal que ela adota é o “scream”, ela o caracteriza como um vocal “rasgado”. A banda varia suas músicas entre o heavy metal, doom e gótico. Shows - O primeiro show da banda foi em Plácido de Castro, no Zadoque Festival. Elas contam que a experiência de tocar em município foi bem engraçada, além do nervosismo por ser o primeiro show, o público estava espantado. “Afinal, era uma banda feminina tocando rock”, explicam. Elas tocaram também em Porto Velho, no festival Spiritual War, em Novembro de 2004. A banda se apresentou também em lugares como Concha Acústica, Sborba e, no próximo sábado, estarão realizando um show novamente do Sborba, ao lado do Sebrae Centro, é dia 03, (sábado), a partir das 19 horas. A entrada custa R$ 5,00 mais um quilo de alimento não perecível, menos sal. Dificuldades - Elas contam que no começo não havia muitos incentivos. “Na verdade, até hoje, por sermos mulheres, as pessoas estão sempre procuram um motivo, nem que seja o mínimo, para colocar defeitos, é um certo preconceito que ainda existe”. Além disso, elas contam que o público headbanger é bem exigente. Apesar dessas dificuldades como falta de apoio e lugar para ensaiar, a banda ainda brinca: “Complicado é o transporte da bateria, meus pais sempre reclamam porque arranha o carro todo, mas agora tem sido mais fácil por ter vários estúdios na cidade com preços bem variados”. Além disso, o tempo para ensaiar é complicado, as integrantes estudam, fazem faculdade ou estão se preparando para o vestibular. Atualmente - A banda já tem algumas músicas próprias com isso, tem planos para gravar com uma demo. Agora com uma nova integrante, é a Gleicyane Araújo, 16. “A gente sempre gostou de teclado, soubemos que ela tocava e decidimos colocar na banda, faz muita diferença”. Quem quiser entrar em contato
com a banda Modernidade - No século em que se vive atualmente, a modernidade é algo que mais tem chamado atenção da sociedade e, além disso, tem inovado as formas mais tradicionais de se realizar um determinado trabalho. Um exemplo disso está aqui. A entrevista com a banda Dead Flowers foi feita via Internet. Algumas integrantes da banda estudam pela manhã, outras pela tarde, outras trabalham... Hoje em dia, reunir um grupo de adolescentes no meio da semana é complicado. Mas os “chats” da internet, mania entre eles, é o grande facilitador em um momento como esse. Além de poupar tempo, não tem gastos, é prático, inovador e divertido. |
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