COTIDIANO

Tecnologias da banana chegam a produtores do Juruá


Neste sábado, 1º de setembro, produtores do Vale do Juruá vão conhecer uma nova variedade de banana desenvolvida pela Embrapa Acre (Rio Branco), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Um Dia de Campo sobre sistema de produção da banana resistente ao mal da Sigatoka negra, realizado no município de Mâncio Lima (AC), em parceria com a Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) e apoio da Secretaria de Agricultura e Pecuária (Seap) e Sebrae vai mostrar os resultados de uma pesquisa iniciada há um ano e meio, com a cultivar Preciosa, do tipo prata.

O evento acontece no Sitio Santa Paz, localizado no Ramal do Cardoso, a partir das oito da manhã, como parte da programação de atividades da Embrapa na ExpoJuruá, feira que reúne em Cruzeiro do Sul (AC) instituições públicas e empresários ligados aos diversos segmentos do agronegócio, agropecuária e setor produtivo do Acre.

De acordo com o pesquisador Tadário Kamel, a pesquisa avaliou o grau de resistência da nova variedade à Sigatoka negra, níveis de aceitação do fruto no mercado e aspectos relacionados à produtividade, com resultados bastante satisfatórios. A idéia é multiplicar o material e repassar para outros produtores, visando garantir a manutenção da cultura no Juruá.

Para o produtor José Élson Maia, parceiro na pesquisa, a experiência trouxe a esperança de melhorar a produção em Mâncio Lima, onde 80% da banana consumida é oriunda de outros municípios. “Por enquanto, a produção está voltada para o consumo familiar, mas pretendo investir na cultura e produzir para abastecer o mercado local”, garante.

Manter a cultura - A banana é a fruta mais cultivada no estado do Acre e está entre os produtos básicos da dieta alimentar do acreano. No Vale do Juruá é produzida especialmente por ribeirinhos, que têm no produto a principal fonte de renda. Nos últimos dois anos, a Sigatoka negra vem atacando os plantios da região, causando sérios prejuízos aos produtores.

A doença foi detectada pela primeira vez em 1998, em municípios do Amazonas. Devido a alta umidade e temperaturas elevadas, os Estados da região Norte são os mais castigados pela Sigatoka negra, que atinge todas as variedades cultivadas.

 

 
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Rio Branco-AC, 1 de setembro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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